sexta-feira, 26 de maio de 2017

The Evil Dead - A Morte do Demônio

Título no Brasil: The Evil Dead - A Morte do Demônio
Título Original: The Evil Dead
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: Renaissance Pictures
Direção: Sam Raimi
Roteiro: Sam Raimi
Elenco: Bruce Campbell, Ellen Sandweiss, Richard DeManincor, Betsy Baker, Theresa Tilly, Philip A. Gillis

Sinopse:
Cinco jovens resolvem acampar em uma floresta da região onde moram. O lugar é isolado, com quase nenhuma comunidade por perto. Lendas são também sempre lembradas, dizendo que a floresta está amaldiçoada há séculos. Os jovens porém pouco ligam para isso e acabam seguindo em frente, libertando sem querer terríveis forças do mal que acabam consumindo cada um deles em uma noite de pesadelos e terror. Filme premiado no Sitges - Catalonian International Film Festival, nas categorias de Melhor Filme de Terror do ano e Melhor Direção (Sam Raimi).

Comentários:
Cinco jovens acabam chegando numa cabana abandonada no meio da floresta. O lugar parece estar vazio há muitos anos, mas algo chama a atenção de alguns deles. Um velho gravador e um livro empoeirado chamado "Livro dos Mortos" acabam virando o foco da conversa. Ao ligar o velho gravador eles começam a ouvir uma narração em uma língua estranha que desconhecem. Em pouco tempo entenderão que acabaram de libertar poderosas forças do mal. Pouco a pouco cada um dos jovens começa a ser possuído, exceto Nash (Campbell), que terá que lutar com as armas que possui contra todas essas manifestações sobrenaturais vindas das profundezas do inferno. Começa assim "The Evil Dead" um dos maiores clássicos do terror americano dos anos 80. Filme rodado com produção mais do que modesta que acabou agradando em cheio ao público por causa de sua crueza temática e fortes imagens de possessão e delírio. Claro que por ter sido tão imitado por tantos anos o primeiro filme "A Morte do Demônio" pode ser considerado ultrapassado e datado nos dias de hoje, mas isso depende do ponto de vista de cada um. O curioso é que não apenas os atores eram jovens, mas o diretor também. Sam Raimi tinha apenas 22 anos quando começou a filmar "Evil Dead" com apenas 600 mil dólares, uma quantia irrisória para os padrões de Hollywood. Com custo mínimo e contando com a ajuda dos atores - que eram todos seus amigos - ele acabou revolucionando o gênero que andava sem criatividade e ideias inovadoras desde "O Exorcista". Raimi usou ousadas tomadas de cena e levou até as últimas consequências a chamada visão subjetiva, que colocava o espectador praticamente dentro do enredo. O filme causou polêmica em seu lançamento chegando a ser proibido em alguns países europeus, entre eles a Inglaterra, mas ganhou status de cult quando finalmente chegou no mercado de vídeo. Revisto hoje em dia mantém o impacto, tanto que chegou a dar origem a duas sequências e a um remake, mas todos eles empalidecem diante desse "The Evil Dead" original que sem dúvida é um grande filme de terror.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Westworld - Primeira Temporada (2016)

Westworld 1.01 - The Original
Eu tenho a opinião de que uma boa série deve conquistar o espectador já em seu episódio piloto. E é justamente o que acontece aqui. A HBO resolveu produzir uma série que é baseada em um filme antigo chamado "Westworld - Onde Ninguém Tem Alma", estrelado pelo astro Yul Brynner.  A premissa é basicamente a mesma, só que obviamente remodelada e modernizada. Assim acompanhamos a rotina desse estranho parque onde robôs e andróides convivem com seres humanos (citados como "ricaços idiotas" por um dos personagens) que pagam para viver como se estivessem nos tempos do velho oeste. Até aí tudo bem, nada muito estarrecedor. O problema surge quando algumas dessas máquinas começam a desenvolver comportamentos completamente fora dos padrões. Eles devem seguir sua programação, atuar como se estivessem em um filme, com roteiro pré determinado. A questão é que surgem resquícios de inteligência artificial em alguns modelos, fazendo com que os criadores do parque fiquem intrigados com esses novos excessos, situações não esperadas, que vão surgindo em diversos modelos. O principal deles é Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood), programada para agir como uma típica mocinha de filmes de faroeste. Seu pai sofre um pane emocional quando encontra uma foto estranha em seu curral e a partir daí uma série de eventos começam a surgir por todos os lugares do parque. Nesse episódio piloto temos uma surpresa divertida quando Rodrigo Santoro surge como um fora da lei que entra na cidade para tocar o terror entre os moradores. Seu destino, também fora do script, acaba surpreendendo. Enfim, ótimo primeiro episódio, demonstrando que vem muita coisa boa por aí. Essa série certamente vale a pena acompanhar. Não vá perder. / Westworld 1.01 - The Original (EUA, 2016) Direção: Jonathan Nolan, Jonny Campbell / Roteiro: Lisa Joy, Jonathan Nolan / Elenco: Anthony Hopkins, Ed Harris, Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Jeffrey Wright, Rodrigo Santoro.

Westworld 1.02 - Chestnut
Maeve Millay (Thandie Newton), a prostituta negra do saloon, começa a ter lembranças de um ataque nativo quando ela perdeu seu próprio escalpo em um banho de sangue. Não era para isso acontecer. Sua programação não traz essa possibilidade. É certamente a prova de que algo está saindo errado com os protótipos que povoam Westworld. Além dela a bela mocinha Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood) também está tendo espasmos parecidos. Ela começa a ter consciência de si mesma ao se olhar no espelho. Enquanto isso o cowboy e pistoleiro vestido em negro Ed Harris quer descobrir o que significa o labirinto! É um veterano em Westworld e por isso tem carta branca, mas logo fica claro que ele obviamente está exagerando. Por fim uma dupla de amigos chega em Westworld. Um deles é um sujeito tímido e contido. O outro, alucinado. Sua experiência valerá o ingresso pago? É o que veremos. Eis mais um bom episódio de "Westworld". Nesse aqui pela primeira vez um personagem resolve se revoltar contra os humanos, ao se deparar com o setor de reparos dos seres robóticos. Eles ficam empilhados, mais parecendo uma cena do holocausto. A mesma Maeve ao ver aquela cena tenta reagir, causando todos os tipos de problemas. A inteligência artificial leva ao conhecimento de si mesmo e de sua situação. Para o caos resta apenas um pequeno passo. / Westworld 1.02 - Chestnut (Estados Unidos, 2016) Direção: Richard J. Lewis / Roteiro: Jonathan Nolan, Lisa Joy / Elenco: Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Jeffrey Wright.

Westworld 1.03 - The Stray 
Esse é certamente um dos episódios mais explicativos da série. O engenheiro Bernard Lowe (Jeffrey Wright) se reúne com seu chefe, o Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins) para lhe explicar o que estaria acontecendo. Alguns "anfitriões" (os seres robóticos que habitam Westworld) estariam apresentando comportamentos bem estranhos, fugindo do script, dos roteiros previamente programados para eles. Nesses momentos de surtos eles falavam com uma entidade imaginária chamada Arnold! O Dr. Ford imediatamente liga os pontos. No passado seu sócio, o Dr. Arnold, teria levantado a hipótese de criar uma consciência própria nos programas e aplicativos dos anfitriões. Claro que algo assim, que criaria uma verdadeira inteligência artificial, seria algo bem perigoso. A ideia então foi rejeitada, mas ao que tudo indica o Dr. Arnold deixou algo impresso nos robôs, algo que ele não avisou a ninguém antes de sua morte. Agora os incidentes começam a ocorrer com maior frequência, com destaque para Dolores (Wood) que foge completamente do roteiro da repetitiva estória onde via sua família ser morta para reagir e fugir. Definitivamente algo muito inovador (ou sinistro) está acontecendo no mundo de Westworld. / Westworld 1.03 - The Stray (Estados Unidos, 2016) Direção: Neil Marshall / Roteiro: Jonathan Nolan, Lisa Joy/ Elenco: Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Jeffrey Wright. Anthony Hopkins.

Westworld 1.04 - Dissonance Theory
Os "anfitriões" vão ficando cada vez mais cientes de si mesmo. A prostituta de saloon Maeve Millay (Thandie Newton) começa a ter cada vez mais espasmos de lembrança de quando foi levada até os laboratórios de Westworld para conserto. Ela consegue visualizar os homens que encontrou por lá. Sonho e realidade se misturam em sua mente. Ao ver uma jovem garota índia levando um pequeno boneco que se parece com as pessoas que encontrou nas salas de reposição do parque ela tem uma visão mais clara do que está acontecendo. Procurando fugir cada vez mais dos ciclos narrativos suas atitudes fora do padrão começam a chamar a atenção dos programadores da atração. Algo parecido vai acontecendo também com Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood). Sua programação não a impede mais de ter cada vez mais lembranças traumáticas das mortes de seus parentes na fazenda. Antecedendo tudo o que estaria prestes a acontecer novamente ela se antecipa e consegue fugir. É curioso que no mundo de Westworld os visitantes humanos parecem sempre prontos a agir da pior forma possível, como assassinos e estupradores. Os roteiros obviamente usam esse aspecto para tecer uma sutil crítica contra o lado animalesco do homem. Por fim, outro aspecto a se considerar, vem da segunda participação do ator brasileiro Rodrigo Santoro na série. Ele interpreta o anfitrião Hector Escaton, um pistoleiro vestido de negro que sempre aparece na cidadezinha do velho oeste para tocar o terror. Aqui ele acaba servindo de fonte de informações para Maeve, que está sempre em busca de respostas. / Westworld 1.04 - Dissonance Theory (Estados Unidos, 2016) Direção: Vincenzo Natali / Roteiro: Jonathan Nolan, Lisa Joy/ Elenco:  Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Jeffrey Wright, Anthony Hopkins.

Westworld 1.05 - Contrapasso
Pelo andar da carruagem já sabemos que Dolores Abernathy (interpretada pela linda e elegante Evan Rachel Wood) tem uma espécie de programação especial, implantada por Arnold. Provavelmente um gênesis de inteligência artificial que só se desenvolveu desde que foi implantada pela primeira vez. Dentro de "Westworld" ela já anda com seus próprios passos, bem longe de sua narrativa original. Ela se junta a alguns visitantes humanos e a outros "anfitriões" e acaba indo parar em um vilarejo mexicano cheio de soldados confederados. Lá acaba participando de um ataque a uma carroça da União que supostamente estaria cheia de nitroglicerina, um composto químico altamente explosivo. Outro destaque desse episódio é a cena em que finalmente ficam frente a frente os dois melhores atores do elenco. Sentados em uma mesa, numa vila perdida do velho oeste, Anthony Hopkins e Ed Harris travam os melhores diálogos que já vi até aqui. Dois grandes mestres da arte de atuar em um excelente "duelo" de egos e falsas intenções. Por fim uma revelação para a anfitriã prostituta de saloon Maeve Millay. Ela desperta dentro da sala de concertos e manutenção de "Westworld" e encara essa nova realidade que para muitos de seus semelhantes não passa de uma lenda! / Westworld 1.05 - Contrapasso (Estados Unidos, 2016) Direção: Jonny Campbell / Roteiro:  Jonathan Nolan, Lisa Joy / Elenco: Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Jeffrey Wright.

Westworld 1.06 - The Adversary 
Sigo acompanhando "Westworld". A cada novo episódio as coisas vão ficando mais claras. Esse aqui é especialmente revelador. A "anfitriã" Maeve Millay (Thandie Newton) já está criando consciência de si mesma. Ela se deixa enforcar propositalmente por um cliente para retornar ao setor de reparos de Westworld. Uma vez lá trava amizade com um jovem reparador, um oriental que não apenas revela toda a verdade como a leva para um verdadeiro tour pelas instalações. Algo bem surreal e inesperado. Já o engenheiro-chefe Bernard Lowe (Jeffrey Wright) descobre que há uma série de anfitriões sem registros na central de controles. Ele então resolve investigar in loco o que estaria acontecendo e descobre que o Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins) mantém um verdadeiro santuário de anfitriões originais, da época de fundação do parque. Eles revivem um momento especial de sua infância. Essa porém pode ser apenas uma fachada para algo maior, algo que acaba sendo descoberta por uma das engenheiras, ao descobrir que transmissões via satélite estão sendo enviadas para as máquinas, dando comando de voz de Arnold (o outro fundador de Westworld) a elas. Isso explicaria parcialmente o estranho comportamento de alguns anfitriões. E é justamente por essas respostas que o personagem de Ed Harris tanto procura. Ele acaba se envolvendo numa cilada ao tentar enganar um grupo de soldados da União, algo que acaba em intenso tiroteio. Afinal o que significaria o tal labirinto? De maneira em geral tenho gostado de "Westworld". Há certamente boas ideias aqui. Recentemente a HBO anunciou que a série terá uma segunda temporada. O que posso dizer? Seguramente será muito bem-vinda! / Westworld 1.06 - The Adversary (Estados Unidos, 2016) Direção: Frederick E.O. Toye / Roteiro: Jonathan Nolan, Lisa Joy / Elenco: Anthony Hopkins, Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Jeffrey Wright.

Westworld 1.07 - Trompe L'Oeil
Esse episódio é um dos mais reveladores da série. O curioso é que no episódio anterior a atriz Evan Rachel Wood não tinha participado, mas agora ela retorna com sua personagem, a anfitriã Dolores Abernathy. Ela está indo aos confins de Westworld em busca de respostas, já que ela é uma das que apresentam claros sinais de inteligência artificial. Vai ter que lidar com selvagens de uma tribo fantasma e renegados confederados! E por falar em reações inesperadas dos anfitriões, nesse episódio a companhia resolve puxar o tapete do engenheiro Bernard Lowe (Jeffrey Wright) e mais do que isso, eles começam a conspirar para tirar o próprio criador do parque, o Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins), de Westworld. Ford porém já estava esperando por esse tipo de traição! Ele manteve por anos uma instalação secreta, onde criou novos protótipos de anfitriões, com avanços notáveis. Um deles é justamente Bernard, seu braço direito. Isso mesmo, o engenheiro-chefe é ele mesmo um anfitrião criado especialmente por Ford! Quem poderia imaginar? Pior para a Dra. Theresa Cullen (interpretada pela atriz sueca Sidse Babett Knudsen). Ela acaba entrando em uma armadilha sem saber que está prestes a passar por uma situação literalmente mortal. Enfim, um dos episódios vitais para entender tudo o que acontece em Westworld, um lugar tão selvagem como o velho oeste que procura recriar! / Westworld 1.07 - Trompe L'Oeil (Estados Unidos, 2016) Direção:  Fred Toye / Roteiro: Jonathan Nolan, Lisa Joy / Elenco:  Evan Rachel Wood, Thandie Newton.

Westworld 1.08 - Trace Decay
A série "Westworld" vai ficando cada vez mais interessante. Nesse episódio o personagem do Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins) sai apagando os rastros do crime que ele mandou Bernard Lowe (Jeffrey Wright) cometer. No episódio anterior inclusive o espectador descobriu que Bernard não é uma pessoa comum, mas sim um anfitrião. Isso foi uma surpresa e tanto. Pois bem, já que ele é um robô nada mais simples do que apagar sua memória, só que Ford ignora que apagando essa parte de suas lembranças acabará apagando outra também - o que irá gerar uma desconfiança geral nos demais funcionários de Westworld. Na outra linha narrativa Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood) segua sua viagem nos confins do parque. Ela reencontra a velha vila onde viveu uma de suas narrativas. Encontra tudo destruído. O curioso é que sua memória parece intacta. Já a prostituta Maeve Millay (Thandie Newton) já sabe tudo o que acontece em Westworld e ela começa a agir, usando uns membros da manutenção para atender seus interesses. Por fim o episódio revela mais aspectos do personagem do pistoleiro negro (interpretado pelo ótimo Ed Harris). Para quem gosta do personagem vai curtir bastante. É isso, mais uma excelente peça nesse quebra-cabeças chamado Westworld. / Westworld 1.08 - Trace Decay (Estados Unidos, 2016) Direção: Stephen Williams / Roteiro: Jonathan Nolan, Lisa Joy / Elenco: Evan Rachel Wood, Anthony Hopkins, Ed Harris, Rodrigo Santoro, Thandie Newton, Jeffrey Wright.

Westworld 1.09 - The Well-Tempered Clavier
Esse texto contém spoiler. Assim se você ainda não assistiu a primeira temporada de "Westworld" ou esse nono episódio em particular recomendo que não siga em frente em sua leitura. Pois bem, um aspecto que sempre chamo a atenção em "Westworld" é que essa série do canal HBO começou muito bem e segue cada vez mais interessante. Não é tão fácil encontrar novas séries que lhe conquistem desde os primeiros momentos. Nesse episódio temos várias revelações. Uma delas, a mais curiosa de todas, é saber que Bernard Lowe (Jeffrey Wright) nada mais é do que uma cópia de Arnold, o antigo sócio do Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins). O público já havia ficado surpreso no episódio anterior ao descobrir que Bernard não era um ser humano, um engenheiro trabalhando na companhia e agora temos essa outra surpresa. Como se sabe Arnold criou uma série de protótipos com I.A. (inteligência artificial) e será justamente esse grupo de androides que darão início a uma verdadeira revolução. Bernard também é dessa série e tenta de todas as formas liquidar com o Dr. Ford, inclusive usando uma anfitriã, mas ele acaba não sendo bem sucedido em seus planos. Outro acontecimento chave esse episódio ocorre quando Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood) chega em uma igrejinha de uma cidade do velho oeste. Em seu porão estava instalado o laboratório de Arnold, onde tudo começou. Justamente lá ela descobre enfim tudo o que aconteceu, agora é só sair com vida, pois o pistoleiro negro (Ed Harris) está em seu encalço. Como afirmei antes, esse é um episódio acima da média de uma série que já é muito boa, por seus méritos próprios. / Westworld 1.09 - The Well-Tempered Clavier (Estados Unidos, 2016) Direção: Michelle MacLaren / Roteiro: Jonathan Nolan, Lisa Joy/ Elenco: Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Jeffrey Wright, Anthony Hopkins.

Westworld 1.10 - The Bicameral Mind
Esse texto contém spoiler. Assim se você ainda não assistiu ao episódio final de "Westworld" pare a leitura por aqui. Pois bem, esse último episódio da primeira temporada me surpreendeu em alguns pontos, mas em outros foi menos surpreendente do que eu poderia esperar. Em 90 minutos de duração conseguiu fechar bem essa temporada. A sacada de unir dois personagens que não pareciam ter nada a ver em apenas um, foi realmente bem interessante. O pistoleiro negro interpretado por Ed Harris era um mistério desde o primeiro episódio, até que aqui tudo fica bem claro. Confesso que gostaria de voltar aos primeiros episódios para verificar se essa reviravolta teve mesmo sentido desde o começo. Mesmo assim descobrir o destino de William e o que ele se tornou foi uma surpresa e tanto, não há como negar. O destino do Dr. Ford e sua última história estava meio que delimitado há bastante tempo. Todos sabiam que os anfitriões, mais cedo ou mais tarde, iriam se rebelar contra seus criadores. Dolores sempre foi também uma peça chave. Os roteiristas ligaram assim o destino do Dr. Ford com seu antigo sócio, tendo ambos o mesmo fim... curiosamente sendo executados por Dolores. A explicação sobre o labirinto (algo que parecia maior, mas que era apenas um jogo infantil) também foi muito criativa. O único "porém" que fica daqui para frente é o que acontecerá na próxima temporada (já programada para estrear em 2018). Uma vez que os anfitriões estão rebelados, que massacres já foram cometidos, que agora eles podem fazer mal aos seres humanos, o que sobrará? Provavelmente a próxima temporada seja de pura ação, o que vai esvaziar a série como um todo. Afinal tudo já parece ter sido revelado. De qualquer maneira "Westworld" é uma daquelas séries que você não pode deixar de conferir, mesmo que as expectativas para a segunda temporada não sejam das melhores. / Westworld 1.10 - The Bicameral Mind (Estados Unidos, 2016) Direção: Jonathan Nolan / Roteiro: Jonathan Nolan, Lisa Joy/ Elenco: Evan Rachel Wood, Thandie Newton, Jeffrey Wright, Anthony Hopkins / Sinopse: Em um futuro próximo, um parque de diversões temáticos esconde um segredo inimaginável.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 21 de maio de 2017

O Santo no Castelo Sinistro

Título no Brasil: O Santo no Castelo Sinistro
Título Original: The Saint's Return, The Saint's Girl Friday
Ano de Produção: 1953
País: Inglaterra
Estúdio: Hammer Films
Direção: Seymour Friedman
Roteiro: Allan MacKinnon
Elenco: Louis Hayward, Naomi Chance, Sydney Tafler, Charles Victor, William Russell, Thomas Gallagher

Sinopse:
Com roteiro baseado no conto "The Saint's Girl Friday" de Leslie Charteris, o filme conta a estória do detetive Simon Templar (Louis Hayward), conhecido no submundo como "O Santo". Após a morte de sua namorada ele começa uma série de investigações para descobrir quem seria o assassino. As pistas o levam então a um velho castelo, localizado nos arredores mais sombrios de Londres.

Comentários:
Esse personagem da literatura Pulp chamado "O Santo" foi criado em 1928 por Leslie Charteris. Desde o começo se tornou um sucesso, invadindo as programações de rádio, com novelas encenadas todas as semanas e depois nas telas de cinema. Essa versão cinematográfica aqui é uma adaptação bem tardia, já feita nos anos 1950, quando O Santo já não era mais tão popular, prestes a ser substituído pelas novas gerações pelos super-heróis da DC Comics como o Batman e da Marvel, como o Capitão América, Homem de Ferro, etc. De forma em geral a literatura Pulp (também conhecida como Pulp Fiction) viveu seu auge de popularidade nas décadas de 1930 e 1940, para depois ser deixada de lado. O próprio Santo só voltaria muitos anos depois, já na década de 1970 quando foi interpretado por Roger Moore. Tivemos também uma adaptação nos anos 90. Nada porém supera o charme desses antigos filmes, feitos pela produtora inglesa Hammer. Especialista em filmes com Drácula, a Hammer aqui investiu seu talento na adaptação desse antigo detetive. Até que deu muito certo. Um filme nostálgico que deveria ter sido inclusive refilmado pois a trama é acima da média, muito boa realmente, misturando o clima dos filmes de terror com o estilo noir.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O Matadouro

Título no Brasil: O Matadouro
Título Original: Abattoir
Ano de Produção: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Dark Web Productions
Direção: Darren Lynn Bousman
Roteiro: Christopher Monfette
Elenco: Jessica Lowndes, Dayton Callie, Joe Anderson, Lin Shaye, John McConnell, Michael Paré

Sinopse:
Após a trágica morte da irmã, que foi assassinada em um massacre envolvendo sua família, a jornalista Julia Talben (Jessica Lowndes) decide investigar. Ela descobre que a casa dela foi comprada por um homem misterioso. Mais estranho do que isso é saber que esse parece ser sempre a atitude do tal sujeito. Ele compra casas onde aconteceram crimes terríveis. O que poderia estar por trás desse comportamento fora do comum?

Comentários:
Esse filme foi baseado numa Graphic Novel. É um enredo bem esquisito, algo que o público vai descobrindo com o passar do filme. A jornalista que é a protagonista do filme começa a investigar a morte de sua irmã e descobre que há um pastor chamado Jebediah Crone (Dayton Callie) que sempre compra as casas onde assassinatos são cometidos. É curioso porque ele deveria estar morto há anos, mas parece dominar todas as pessoas de uma pequena cidade do interior. Ela então resolve ir até lá e vai desvendando algo bem bizarro, envolvendo até mesmo sacrifícios humanos de crianças ordenadas pelo tal pastor! O final joga todo o filme para uma situação de realismo fantástico, misturado com mistérios do sobrenatural. Como vai ficando claro desde o começo o tal pastor não tinha qualquer ligação com o divino, mas sim com o macabro. Ele é um falso profeta, um homem maligno com a mente desvirtuada. No geral é um filme que podemos qualificar como nada comum, nada banal, nem mesmo se formos comparar com outros filmes recentes de terror. É algo bem diferente, embora nem todos vão gostar pois é preciso comprar a ideia por trás de sua obscura trama. É um filme especialmente indicado para quem gosta de roteiros estranhos, bizarros e bem criativos. Afinal qual foi o último filme que você assistiu em que há um pastor protestante que coleciona fantasmas criados em tragédias violentas?

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Alien: Covenant e outras estreias

Infelizmente para Ridley Scott seu mais recente filme na franquia Aliens, o novo "Alien: Covenant", não tem sido muito bem recebido pela crítica. É até algo parecido com o que aconteceu com o primeiro filme dessa nova linha, o "Prometheus" que também passou longe de colecionar boas resenhas dos críticos ao redor do mundo.

Agora surpresa mesmo é perceber que o novo filme de Scott tem sido criticado principalmente em relação ao seu roteiro, considerado por muitos como primário, desorganizado e sem novidades, repleto de clichês por todos os lados! Ainda não assisti ao filme, mas esse tipo de crítica me parece bem surpreendente. De qualquer maneira por ser um filme novo da série que vem se consagrando nos cinemas desde "Alien o Oitavo Passageiro", não há como ignorar o filme. É aquele tipo de produção obrigatória para todos os fãs do gênero Sci-Fi.

Existem outras opções para os fãs de terror nessa semana? A partir do dia 18 (próxima quinta-feira) estreia o filme nacional de terror e suspense "O Rastro". Dirigido por J. C. Feyer e com um elenco que conta com Leandra Leal, Natália Guedes e Rafael Cardoso. Esse interpreta um médico que precisa coordenar a transferência de um hospital público no Rio de Janeiro. Durante essa mudança ele toma contato com uma jovem que aparente ter poderes sobrenaturais. É sempre bom saber que o cinema brasileiro está procurando por novos caminhos. Só o fato de termos um filme de suspense e terror feito aqui no Brasil já é uma boa notícia por si mesma.

Por fim, para quem gosta de fantasia medieval, fica a dica de "Rei Arthur - A Lenda da Espada". É mais uma produção que explora a figura lendária do Rei inglês que para alguns historiadores foi apenas um personagem lendário e para outros teria alguma ligação a história real da formação da nação britânica. O filme foi dirigido por Guy Ritchie (amado por alguns, odiado por outros) e conta no elenco com Charlie Hunnam (da série "Sons of Anarchy) no papel principal e Jude Law, mais uma vez atuando nesse tipo de filme. Uma nova versão sobre Arthur que vale a pena conferir nesse próximo fim de semana.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

10 Curiosidades - Alien: Covenant (2017)

10 Curiosidades - Alien: Covenant (2017)

1. O novo filme da franquia Aliens custou 111 milhões de dólares. Um valor considerado até bem razoável para um filme como esse, que tem pretensões de ser um blockbuster, um arrasa quarteirão nas bilheterias.

2. O diretor Ridley Scott ficou meses em dúvida se iria ou não dirigir esse primeiro filme depois de Prometheus (2012), Esse foi o primeiro filme dessa nova linha de produções e na opinião de Scott não foi tão bem recebido como ele pensava. A decepção por parte da crítica o fez pensar em dar a sequência para outro diretor dirigir. Depois pensou melhor e resolveu assumir definitivamente a direção desse novo filme.

3. Em entrevistas Ridley Scott confidenciou que havia odiado Alien³ (1992). Ele então juntou peças de um antigo roteiro que havia escrito na época de lançamento daquele filme (e que nunca havia sido filmado) com elementos novos que surgiram depois de Prometheus. Juntando ideias novas e antigas ele finalmente chegou na versão final dessa nova estória vista em Alien: Covenant.

4. Por questões financeiras e fiscais o estúdio Fox decidiu que esse novo filme seria filmado em Sydney, na Austrália. Toda a equipe técnica americana assinou um contrato especial que previa a permanência naquele país por pelo menos seis meses. No final, como bem explicou Ridley Scott, o filme foi praticamente todo feito em Sydney, não apenas em relação às filmagens, mas montagem e edição também. Apenas os efeitos digitais foram produzidos em Los Angeles.

5. O ator Michael Fassbender teve um choque de agendas entre as filmagens desse novo filme "Alien: Covenant" e "X-Men: Apocalipse". Ridley Scott então, por pura gentileza profissional, adiou o começo das filmagens para que Fassbender tivesse tempo de terminar seus compromissos e viajar para a distante Austrália para começar a trabalhar nesse nova produção.

6. O primeiro nome do filme era "Alien: Paradise Lost" (Alien: Paraíso Perdido). Era esse o título que Ridley Scott queria para a produção, mas os executivos da Fox o convenceram a escolher outro nome, isso porque poderia haver uma certa confusão na mente do público com a série "Lost". Além disso, para a Fox, o título escolhido por Ridley Scott era pouco comercial e até brega!

7. Ridley Scott explicou que esse "Alien: Covenant" é na verdade o segundo filme de uma trilogia que serve como prequel para a franquia principal Aliens. O enredo se passa antes do que é visto em "Alien: O Oitavo Passageiro". O primeiro filme dessa nova trilogia foi exatamente o filme "Prometheus" de 2012. O terceiro filme está previsto para ser lançado nos cinemas em 2019 ou 2020.

8. O título "Alien: Covenant" se refere a um pacto entre criadores e criaturas. Uma óbvia referência à história bíblica do pacto entre Deus e os homens que está presente nas escrituras sagradas da tradição judaico-cristã.

9. Os nomes de andróides, David e Walter, são uma homenagem de Ridley Scott aos produtores David Giler e Walter Hill. "Uma questão que apenas os envolvidos no filme vão entender completamente" - explicou o diretor.

10. Na apresentação do filme aos jornalistas americanos o diretor Ridley Scott explicou: "Eu fiquei em dúvida se faria esse segundo filme. Havia também uma nova continuação para Blade Runner e eu pensei por um tempo em ir dirigir o outro filme, mas depois optei por Alien. No final terminamos o filme no custo previsto e no cronograma certo. Estou feliz com o resultado. Espero que todos gostem do novo filme".

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Ecos do Além

Título no Brasil: Ecos do Além
Título Original: Stir of Echoes
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Artisan Entertainment
Direção: David Koepp
Roteiro: David Koepp
Elenco: Kevin Bacon, Zachary David Cope, Kathryn Erbe, Kevin Dunn, Conor O'Farrell, Lusia Strus
  
Sinopse:
Tom Witzky (Kevin Bacon) é um cara comum. Pai da família, trabalhador, ele vai levando a sua vida na normalidade. Sua vida porém muda completamente após ser hipnotizado por Isa (Illeana Douglas). O que parecia ser apenas uma brincadeira, durante uma festa de família, acaba mexendo bastante com sua mente. Pior do que isso, Tom começa a ter estranhas visões, pessoas falecidas surgem nas sombras para aterrorizar suas noites.

Comentários:
O roteiro desse filme foi baseado na novela de terror e suspense escrita por Richard Matheson. O material original é muito bom, o que talvez explique essa boa trama. Em termos gerais o filme é um thriller de suspense, que se segura bastante naquelas situações de terror envolvendo sombras e mistérios. Não há como negar que esse filme é um bom momento da filmografia do ator Kevin Bacon, em um momento em que sua carreira começava a decolar novamente. Já o diretor e roteirista David Koepp era mais especializado em filmes de ação e aventura, como "Missão: Impossível" e "Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros" cujos roteiros ele mesmo escreveu. Aqui porém ele demonstra ter talento para a direção, principalmente por saber arriscar quando isso era possível. Tudo bem que o filme decaia um pouco em seu final, isso é até normal de acontecer, o fato importante porém é que o filme conseguiu se destacar na época de seu lançamento, sendo até hoje lembrado pelas fãs de terror e suspense. No mínimo é uma boa fita do gênero.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A Autópsia

Está chegando nesse fim de semana nos cinemas brasileiros esse terror chamado "A Autópsia". Tudo se passa praticamente em um único ambiente: um necrotério. É lá que trabalham pai e filho, Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin (Emile Hirsch). Eles realizam autópsias em corpos que chegam todos os dias. Em um dia chuvoso dá entrada no lugar o corpo de uma jovem garota. Sua localização intrigou os policiais, pois ela parecia enterrada há muito tempo no porão de uma velha casa.

Apesar disso ter acontecido há muitos anos o cadáver de Jane Doe (nome dado a pessoas do sexo feminino cuja identidade não se sabe ao certo), está praticamente intacto. Nenhum sinal de decomposição. Ela está em ótimo estado. Então ela é levada para a sala de autópsia e começam os trabalhos. Descobre-se que ela tem estranhas marcas por baixo da pele, como símbolos de bruxaria e misticismo. Não demora muito e coisas inesperadas começam a acontecer.

Esse filme "The Autopsy of Jane Doe" mostra bem que em um mesmo filme você pode encontrar boas situações de suspense lado a lado com bobagens gratuitas e desnecessárias. O filme é dividido em três atos. Nos dois primeiros tudo soa muito bem, com ótimo aproveitamento do suspense dentro do necrotério. Uma tempestade está chegando e tudo vai ficando cada vez mais mórbido e sombrio. O problema é que os roteiristas erraram muito na conclusão do filme, em sua terça parte final. O que era intrigante, assustador, acaba virando rotina, nada muito diferente do que você já está acostumado a ver em outros filmes de terror como esse. Assim esse é mais um caso típico daqueles filmes que começam muito bem, mas que depois derrapam feio quando tentam concluir sua trama.

A Autópsia (The Autopsy of Jane Doe, Estados Unidos, 2016) Direção: André Øvredal / Roteiro: Ian B. Goldberg, Richard Naing/ Elenco: Brian Cox, Emile Hirsch, Ophelia Lovibond / Sinopse: Corpo de uma garota desconhecida chega em um necrotério onde trabalham pai e filho. Não demora muito e estranhos acontecimentos começam a surgir. A jovem morta parece ter poderes sobrenaturais, desconhecidos da ciência médica.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Da Magia à Sedução

Título no Brasil: Da Magia à Sedução
Título Original: Practical Magic
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Griffin Dunne
Roteiro: Alice Hoffman, Robin Swicord
Elenco: Sandra Bullock, Nicole Kidman, Stockard Channing, Dianne Wiest, Evan Rachel Wood, Aidan Quinn
  
Sinopse:
Duas irmãs, Sally (Sandra Bullock) e Gillian (Nicole Kidman), tentam fugir de uma maldição secular. As mulheres de sua família, bruxas em um passado distante, não conseguem ser felizes no amor. Os homens com quem elas se envolvem geralmente acabam tendo finais trágicos. Para fugir desse destino tão cruel elas então tentam mudar o futuro, olhando para as lições do passado. Filme vencedor do Blockbuster Entertainment Awards na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Stockard Channing).

Comentários:
É um filme que hoje em dia está mais do que datado. E isso nem faz muita diferença pois o filme realmente nunca foi grande coisa! O roteiro jamais convence, é tudo muito popzinho, inofensivo, nada marcante. Revisto hoje em dia o maior atrativo vem obviamente do elenco, com uma ótima dupla de beldades de Hollywood, ainda bem jovens, bonitas e sensuais na época, prestes a se tornarem grandes estrelas de cinema (na época do filme elas ainda não tinham atingido esse status, sendo apenas atrizes promissoras). Como escrevi o argumento é bobinho, bobinho, tudo baseado na obra teen da escritora Alice Hoffman (alguém ainda lembra dos livros dela?). Nicole Kidman, já com os cabelos alisados, sem aqueles grandes cachos do começo de sua carreira, mas ainda bem ruivos, rouba todas as atenções com sua beleza. Já Bullock faz a linha mais inteligente, intelectual, embora também esteja muito bonita em cena. Um detalhe curioso: esse foi um dos primeiros trabalhos de Evan Rachel Wood (de "Westworld"). Ela era apenas uma garotinha e foi indicada, veja só, ao prêmio da Young Artist Awards! Mas enfim, esse é mesmo um desses filmes sobre magia que eram direcionados mais para o público jovem dos anos 90. Hoje em dia anda bem esquecido, o que não deixa de ser completamente compreensível porque é um filme bem mais ou menos.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Kong: A Ilha da Caveira

Esse novo filme do gorilão King Kong não é necessariamente um remake. Na verdade se trata de uma tentativa de se criar uma nova série de filmes. Tanto isso fica óbvio que ao contrário dos anteriores tudo se passa na Ilha da Caveira, sem a ida do gigante para Nova Iorque. De forma geral até gostei dessa nova versão. É um filme de aventuras ao estilo antigo, das matinês dos anos 30, 40...

Por isso não espere por um roteiro extremamente bem elaborado e nem por personagens profundos. Esse é na essência um filme de monstros com tudo de bom e ruim que isso possa significar. Em termos de produção não há o que reclamar, com tudo muito bem realizado. O filme é um blockbuster de Hollywood (com financiamento de investidores chineses) e custou absurdos 185 milhões de dólares no total! É dinheiro que não acaba mais...

Um dos melhores aspectos desse novo filme de King Kong é o design do bichão. Os produtores decidiram esquecer o visual dos filmes dos anos 70 e da recente produção dirigida por Peter Jackson. O diretor de "O Senhor dos Anéis" havia optado por um Kong mal encarado, cheio de cicatrizes e com uma face levemente defeituosa por causa dos combates que ele havia travado com dinossauros ao longo dos anos. Aqui não, a inspiração veio mais de longe, do primeiro filme, do clássico original. Por isso seus braços são maiores, numa clara imitação do boneco original (cuja existência hoje em dia se resume a sua carcaça metálica que foi a leilão alguns anos atrás!).

O curioso é que apesar de ser um blockbuster o estúdio resolveu confiar o filme a um diretor praticamente novato, o pouco conhecido Jordan Vogt-Roberts, que veio do mundo da TV para o cinema. Ele até que se saiu muito bem, fazendo um filme redondinho que funciona muito bem. No elenco não temos maiores destaques, até porque qualquer personagem humano em um filme de King Kong será sempre um coadjuvante. Os mais conhecidos são Samuel L. Jackson, John Goodman, Tom Hiddleston e John Goodman. Não faz diferença, pois no final das contas todos eles não passam de carne fresca para o Rei Kong.

Kong: A Ilha da Caveira (Kong: Skull Island, Estados Unidos, 2017) Direção: Jordan Vogt-Roberts / Roteiro: Dan Gilroy, Max Borenstein / Elenco: Samuel L. Jackson, John Goodman, Tom Hiddleston e John Goodman / Sinopse: Expedição é enviada para uma remota ilha nos mares do sul. Mal sabem os aventureiros que o lugar é dominado por estranhas criaturas gigantes e mortais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Wing Commander - A Batalha Final

Título no Brasil: Wing Commander - A Batalha Final
Título Original: Wing Commander
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos, Luxemburgo
Estúdio: American Entertainment
Direção: Chris Roberts
Roteiro: Chris Roberts
Elenco: Freddie Prinze Jr, Matthew Lillard, Saffron Burrows, Tchéky Karyo, Jürgen Prochnow, David Suchet
  
Sinopse:
O tenente Christopher Blair (Freddie Prinze Jr) é um piloto espacial que luta em uma quadrilhas de caças espaciais que defendem e protegem os planetas da federação. O grande inimigo é o capitão Kilrathi (Graham Riddell), líder das forças inimigas que desejam escravizar e dominar todo o universo conhecido. Tudo assim se resolverá naquela que está sendo chamada de a "mãe de todas as batalhas"...

Comentários:
Esse filme de ficção é um genérico de "Star Wars". Simplesmente pegaram a parte dos pilotos espaciais e em cima disso criaram todo um enredo, o que deu origem a um roteiro muito, mas muito fraquinho mesmo. O elenco é praticamente todo desconhecido, misturando atores americanos com profissionais do distante e pouco conhecido país de Luxemburgo, onde o filme foi praticamente todo rodado por questões fiscais e orçamentárias. Os efeitos especiais, algo muito importante em fitas como essa, já deixavam a desejar em 1999 quando o filme foi lançado, então imaginem como estão datados hoje em dia. Há várias batalhas com naves do espaço, mas tudo é tão sem graça que você vai esquecer delas assim que a exibição terminar. No Brasil o filme chegou a ser lançado no mercado, mas não nos cinemas, indo parar diretamente nas prateleiras das locadoras de vídeos VHS. Pela pouca qualidade cinematográfica da obra já estava de bom tamanho, vamos convir.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Bruxa de Blair (2016)

Título no Brasil: Bruxa de Blair
Título Original: Blair Witch
Ano de Produção: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate Films
Direção: Adam Wingard
Roteiro: Simon Barrett
Elenco: James Allen McCune, Callie Hernandez, Corbin Reid, Brandon Scott, Wes Robinson, Valorie Curry
  
Sinopse:
Um grupo de jovens decide viajar até a cidade de Burkittsville para adentrar na sombria floresta de Black Hills Forest. A irmã de um dos jovens desapareceu nesse mesmo lugar há muitos anos e ele precisa descobrir o que aconteceu a ela. Há a velha lenda de uma bruxa que havia sido morta na região, mas ele definitivamente não acredita em nada disso. Portando aparelhos de gravação de última geração ele pretende localizar a garota desaparecida, ao mesmo tempo em que tem a intenção de desmistificar tudo da velha lenda local.

Comentários:
Muita gente andou pensando que esse seria um remake do primeiro filme "A Bruxa de Blair", mas não! Esse filme não é um remake, mas sim uma espécie de continuação. Seu nome correto deveria ser "A Bruxa de Blair III", pois é uma continuação da estória dos filmes anteriores, porém por motivos comerciais os produtores não quiseram seguir por esse caminho. O filme segue basicamente o mesmo estilo da produção original, ou seja, vários jovens com câmeras na mão, filmando tudo o que lhes acontece dentro da floresta onde supostamente vive uma bruxa amaldiçoada. No geral não é um filme muito assustador. O impacto do primeiro filme há muito passou, dessa maneira o que temos aqui é mais um genérico do estilo mockumentary. As situações não são particularmente originais, nem bem boladas e nem muito menos assustadoras. A tal bruxa novamente fica à espreita e quase nunca aparece frontalmente. Aqui ainda usaram um pouco de computação gráfica para mostrá-la em momentos breves, mas a tal criatura, a bruxa, não consegue ser nem muito aterrorizante. O filme assim só tem um mérito: é melhor filmado do que o primeiro, com enquadramentos melhores e imagem melhor. Fora isso, nada de muito importante. É uma continuação que tenta ser diferente, mas que no final apenas repete o primeiro filme. Em suma, mais do mesmo, sem muitas novidades.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 22 de abril de 2017

O Estranho de um Mundo Perdido

Título no Brasil: O Estranho de um Mundo Perdido
Título Original: X the Unknown
Ano de Produção: 1956
País: Inglaterra
Estúdio: Hammer Films
Direção: Leslie Norman, Joseph Losey
Roteiro: Jimmy Sangster
Elenco: Dean Jagger, Edward Chapman, Leo McKern, Anthony Newley, Jameson Clark, Peter Hammond
  
Sinopse:
Durante exercícios militares das forças armadas britânicas em uma vila remota da Escócia, uma onda de radiação é liberada no meio ambiente. A radioatividade acaba despertando uma estranha criatura que vive nas profundezas. Uma fenda é aberta e cria uma via de comunicação entre o nosso mundo e o desconhecido que vive nas camadas inferiores de nosso planeta.

Comentários:
Um filme de monstro produzido pela sempre ótima Hammer Films. Inicialmente o espectador pode pensar que tudo será feito na base do filão "monstro da semana", mas os diretores optaram por algo mais elegante, bem de acordo com o cinema inglês da época. No centro da trama uma estranha criatura que absorve energia radioativa, crescendo cada vez mais ao ser exposta a elementos de radiação. Era bem em voga naqueles tempos a paranoia da guerra fria onde entrava em primeiro plano o medo de todos os tipos de tecnologias nucleares. Isso acabou criando uma série de filmes sobre monstros radioativos que destruíam cidades e mais cidades. Quem inventou esse filão foram os filmes de Sci-fi americanos, mas logo foram imitados, principalmente pelos japoneses que criaram toda uma indústria em cima desse mesmo tipo de enredo, bastando lembrar do monstrão Godzilla. De uma forma em geral esse "O Estranho de um Mundo Perdido" é bem bacaninha. Claro que envelheceu muito, porém essa mesma característica lhe trouxe um clima de pura nostalgia que é simplesmente irresistível.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Segundas Intenções

Título no Brasil: Segundas Intenções
Título Original: Cruel Intentions
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Roger Kumble
Roteiro: Roger Kumble
Elenco: Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe, Reese Witherspoon, Tara Reid, Joshua Jackson, Selma Blair
  
Sinopse:
A jovem adolescente Annette Hargrove (Reese Witherspoon) escreve um artigo para uma conhecida revista teen defendendo a virgindade. Ela própria escreve que pretende se casar virgem, seguindo as antigas tradições de sua família. O texto chama a atenção de dois estudantes fúteis e ricos, Sebastian Valmont (Ryan Phillippe) e Kathryn Merteuil (Sarah Michelle Gellar) que decidem se aproximar de Annette para testar suas pretensas virtudes morais. Filme premiado pelo MTV Movie Awards e Teen Choice Awards.

Comentários:
Essa história você já assistiu antes em dois filmes bem conhecidos, "Ligações Perigosas" e "Valmont". Na verdade o roteiro era mais uma adaptação do famoso romance do século XVII escrito por Choderlos de Laclos. Aquele mesmo enredo de um grupo de pessoas fúteis e ricas que resolvem colocar em teste as virtudes tão propagadas de uma jovem inocente, pura e virgem. A diferença básica de "Cruel Intentions" para as demais adaptações cinematográficas é que o diretor e roteirista Roger Kumble resolveu inovar na adaptação, não colocando os personagens em seu contexto histórico original, mas trazendo a mesma história de intrigas para os Estados Unidos dos anos 1990. Como filmes de terror e suspense dessa época estavam em moda, ele resolveu trazer o velho romance para o mundo atual, escalando um grupo de jovens atores (alguns mais parecendo modelos do que atores) para seu filme. Como se sabe os filmes de terror e suspense dos anos 1990 apostavam muito nessa fórmula, levando um grupo de estrelinhas adolescentes para estrelar as fitas. O resultado final é até muito bom. O filme ganhou elogios da crítica, o que é de se admirar para esse tipo de filme. Particularmente ainda prefiro as versões mais fiéis, com tudo sendo passado no século XVII. De qualquer forma inegavelmente essa transposição temporal até que funcionou bem, para surpresa de muitos. O sucesso foi tão surpreendente que o filme ganhou uma sequência, essa porém bem mais inferior e sem o elenco original.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 18 de abril de 2017

The Institute

Supostamente baseado em fatos reais, o filme mostra um instituto de tratamento psiquiátrico do século XIX que tinha a proposta de tratar mulheres com problemas mentais. Usando de métodos científicos avançados para a época, o lugar acabou virando referência. Depois da morte de seus pais, abalada e fragilizada emocionalmente, a jovem Isabel Porter (Allie Gallerani) resolve passar uma temporada na instituição. Ela pensa que o lugar na verdade seria uma espécie de spa mais sofisticado, só que ela estava completamente equivocada sobre isso.

Ao ser internada ela passa aos cuidados do Dr. Cairn (James Franco), um psiquiatra que aparente ser um médico comum. Por trás da fachada de profissional respeitado se esconde um sujeito completamente sádico e insano que vai colocar a sanidade mental de sua paciente no limite. Ele desconstrói a personalidade de Isabel, a manipulando psicologicamente de todas as formas. O resultado acaba sendo o pior possível.

Esse filme me pareceu como uma tentativa de voltar ao passado. De certa maneira ele me lembrou dos antigos filmes da Hammer dos anos 70, só que sem o mesmo charme e criatividade. O roteiro avança muito na esquisitice, colocando no meio do caminho uma estranha e bizarra seita de rituais satânicos que usa como sacrifícios humanos as pobres garotas que estão internadas no tal instituto. Esse exagero em seu enredo faz com que o filme perca todo o seu potencial de assustar. Isso se dá em razão do absurdo que vai se tornando cada vez mais frequente. Como se não bastassem todos aqueles homens fazendo rituais ridículos de satanismo que não convencem ninguém, ainda temos que aturar um James Franco usando um bigode postiço, tentando se passar como médico de filmes de terror. É uma caracterização absurda e nada convincente também.

O filme assim é bem fraco. Todo o potencial de se criar horror dentro de uma instituição psiquiátrica se perde. A caracterização histórica não é boa e os atores não parecem bem inseridos dentro da trama. O roteiro não é nada original, usando de clichês ridículos, com direito até mesmo a uma assistente corcunda e sinistro. James Franco produziu, dirigiu e atuou nesse projeto bem pessoal. Não sei quais eram suas verdadeiras intenções, só sei dizer que tudo acabou sendo muito mal executado. Ele é mais divertido em suas comédias sobre maconheiros da Califórnia. Nunca deveria ter tentando entrar nesse tipo de filme de terror. Definitivamente não é a sua praia.

The Institute (EUA, 2017) Direção: James Franco, Pamela Romanowsky / Roteiro: Adam Rager, Matt Rager / Elenco: Allie Gallerani, James Franco, Vincent Alvas, Pamela Anderson, Carmen Argenziano / Sinopse: Jovem da aristocracia resolve passar uma temporada em uma instituição psiquiátrica no século XIX sem saber que o lugar na verdade é uma hospício, onde a tortura e a violência são constantemente usados contra as pacientes internadas.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

The Monster

Título Original: The Monster
Título no Brasil: Ainda Não Definido
Ano de Produção: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Atlas Independent
Direção: Bryan Bertino
Roteiro: Bryan Bertino
Elenco: Zoe Kazan, Ella Ballentine, Aaron Douglas, Christine Ebadi, Marc Hickox, Scott Speedman
  
Sinopse:
Mãe e filha, viajando por uma estrada no meio da floresta, acabam sofrendo um acidente, quando um lobo atravessa a pista. Enquanto esperam por socorro, descobrem que não estão sozinhas, que uma estranha criatura se esconde na escuridão, entre as árvores do lugar. Agora elas tentarão sobreviver a todo custo. Filme indicado ao Fangoria Chainsaw Awards e ao Rondo Hatton Classic Horror Awards. 

Comentários:
Esse diretor Bryan Bertino não rodou apenas um filme de monstros. Ele quis também explorar a conturbada relação entre mãe e filha. Divorciada, com problemas de alcoolismo, a mãe precisa reconquistar o amor da filha, porém logo descobre que ela a odeia. Assim a viagem se desenrola no pior clima possível até que elas sofrem um acidente e descobrem que no meio da floresta se esconde uma criatura, um monstro que mais se parece com um dinossauro! É a tal coisa, o filme até que funciona relativamente bem, mostrando os problemas familiares entre mãe e filha. A coisa só piora justamente quando o tal monstro resolve dar as caras. No começo o diretor aproveita para trabalhar o suspense e se sai bem, depois conforme a presença da criatura vai ficando cada vez mais frequente o filme vai piorando a cada cena. Talvez o filme seria melhor se o tal dinossauro nunca fosse mostrado completamente, para que tudo ficasse apenas na exploração do suspense de seu aparecimento. Como isso não pode acontecer, justamente pelo estilo do filme, o que sobra é uma encruzilhada em termos de roteiro. Basicamente o que temos é isso, um filme chamado "The Monster" (O Monstro), onde o próprio monstro acaba estragando tudo!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Salem 2.02 - Blood Kiss

Série: Salem
Episódio: Blood Kiss
Ano de Produção: 2015
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox Television
Direção: Allan Arkush
Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon
Elenco: Janet Montgomery, Lucy Lawless, Shane West, Seth Gabel, Tamzin Merchant, Ashley Madekwe, Elise Eberle
  
Sinopse e comentários:
Segue o caos. Depois das jovens bruxas matarem as anciãs, Mary Sibley (Janet Montgomery) resolve se vingar delas. Ela literalmente toca o terror, tocando fogo no bosque de corpos em decomposição onde as feiticeiras vivem. Ao tocar fogo em tudo, elas acabam sendo incineradas! No final de tudo, entre as cinzas, a única que parece ter sobrevivido é justamente Mercy Lewis (interpretada pela atriz nascida no Novo México, Elise Eberle).

Esse episódio também traz uma novidade para os fãs de séries em geral. No elenco, surge pela primeira vez, a atriz Lucy Lawless! Esse nome não lhe lembra nada? Ora, Lucy Lawless foi a estrela de "Xena: A Princesa Guerreira", seu papel mais conhecido. Além disso ela trabalhou em séries como "Arquivo X", "Battlestar Galactica" e "Spartacus: Deuses da Arena". Bagagem em séries ela realmente possui. Aqui ela interpreta uma personagem chamada Condessa Marburg, uma velha bruxa, de tempos imemoriais, que está de volta à ativa. Na última cena do episódio ela ganha um presente de seu filho, uma jovem camponesa acorrentada, no melhor estilo de matança da infame Condessa Isabel Bathory, que no século XVII matava pobres garotas para se banhar no sangue retirado de seus corpos.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O cinema de Steven Spielberg - Parte 1

O cinema de Steven Spielberg - Parte 1
Há muitas histórias diferentes sobre Steven Spielberg em seu começo de carreira no cinema. Algumas dizem que ele simplesmente um dia pegou um crachá do estúdio Universal, entrou lá e fingindo ser um diretor experiente começou a dirigir seus primeiros filmes. Claro que algo assim passa longe da verdade, são mitos divertidos que o próprio Spielberg usou para se divertir. O fato é que por trás desse tipo de anedota se esconde um dos diretores mais importantes da história do cinema americano. Não é exagero. Spielberg é seguramente um dos cineastas mais marcantes das últimas décadas.

Em seu nível provavelmente só teremos nomes como Francis Ford Coppola e Martin Scorsese. A diferença básica é que enquanto cineastas como esses procuravam acima de tudo agradar a crítica, Spielberg direcionou praticamente toda a sua carreira para o grande público. Certa vez ele disse que o seu cinema não tinha muitos mistérios, que ele apenas dirigia aqueles filmes que ele próprio, como um fã de cinema, gostaria de assistir. É foi justamente pensando nisso que Spielberg cravou seu nome na história de Hollywood.

Judeu, louco por cinema desde a juventude, Steven decidiu bem cedo que queria dirigir filmes. Ele nunca quis dar uma de intelectual com suas obras. Na verdade Steven Spielberg teve sua infância nos anos 1950, justamente a era de ouro da ficção no cinema americano. Essa influência ficou com ele para sempre. Os filmes do diretor jamais deixaram essa herança de lado, sempre com extraterrestres, fantasia, diversão. Exatamente por ser um fã de cultura pop é que Spielberg se tornou o que é hoje em dia.

Seus filmes nunca foram tão eruditos como os de Coppola ou Scorsese. Ao invés disso o diretor direcionou sua filmografia para a diversão do jovem louco por quadrinhos, TV e cinema. E tudo começou lá atrás, quando ele dirigiu um episódio da série de sucesso "O Incrível Hulk". Spielberg ainda era um jovem, mas a emissora, confiante em seu talento, o escalou para dirigir o episódio chamado "Never Give a Trucker an Even Break". Esse foi o ponto zero da carreira de Spielberg na direção. A série era estrelada pelos atores Bill Bixby (que interpretava o cientista  Dr. David Banner) e Lou Ferrigno (que dava vida ao monstro verde dos quadrinhos). Como já era tradição dentro da indústria americana, primeiro os jovens diretores ganhavam experiência em séries de TV, para só depois tentar a sorte nas telas de cinema, algo que para Spielberg veio até muito rápido, rápido demais para dizer a verdade.

Pablo Aluísio.