terça-feira, 25 de abril de 2017

Bruxa de Blair (2016)

Título no Brasil: Bruxa de Blair
Título Original: Blair Witch
Ano de Produção: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate Films
Direção: Adam Wingard
Roteiro: Simon Barrett
Elenco: James Allen McCune, Callie Hernandez, Corbin Reid, Brandon Scott, Wes Robinson, Valorie Curry
  
Sinopse:
Um grupo de jovens decide viajar até a cidade de Burkittsville para adentrar na sombria floresta de Black Hills Forest. A irmã de um dos jovens desapareceu nesse mesmo lugar há muitos anos e ele precisa descobrir o que aconteceu a ela. Há a velha lenda de uma bruxa que havia sido morta na região, mas ele definitivamente não acredita em nada disso. Portando aparelhos de gravação de última geração ele pretende localizar a garota desaparecida, ao mesmo tempo em que tem a intenção de desmistificar tudo da velha lenda local.

Comentários:
Muita gente andou pensando que esse seria um remake do primeiro filme "A Bruxa de Blair", mas não! Esse filme não é um remake, mas sim uma espécie de continuação. Seu nome correto deveria ser "A Bruxa de Blair III", pois é uma continuação da estória dos filmes anteriores, porém por motivos comerciais os produtores não quiseram seguir por esse caminho. O filme segue basicamente o mesmo estilo da produção original, ou seja, vários jovens com câmeras na mão, filmando tudo o que lhes acontece dentro da floresta onde supostamente vive uma bruxa amaldiçoada. No geral não é um filme muito assustador. O impacto do primeiro filme há muito passou, dessa maneira o que temos aqui é mais um genérico do estilo mockumentary. As situações não são particularmente originais, nem bem boladas e nem muito menos assustadoras. A tal bruxa novamente fica à espreita e quase nunca aparece frontalmente. Aqui ainda usaram um pouco de computação gráfica para mostrá-la em momentos breves, mas a tal criatura, a bruxa, não consegue ser nem muito aterrorizante. O filme assim só tem um mérito: é melhor filmado do que o primeiro, com enquadramentos melhores e imagem melhor. Fora isso, nada de muito importante. É uma continuação que tenta ser diferente, mas que no final apenas repete o primeiro filme. Em suma, mais do mesmo, sem muitas novidades.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sábado, 22 de abril de 2017

O Estranho de um Mundo Perdido

Título no Brasil: O Estranho de um Mundo Perdido
Título Original: X the Unknown
Ano de Produção: 1956
País: Inglaterra
Estúdio: Hammer Films
Direção: Leslie Norman, Joseph Losey
Roteiro: Jimmy Sangster
Elenco: Dean Jagger, Edward Chapman, Leo McKern, Anthony Newley, Jameson Clark, Peter Hammond
  
Sinopse:
Durante exercícios militares das forças armadas britânicas em uma vila remota da Escócia, uma onda de radiação é liberada no meio ambiente. A radioatividade acaba despertando uma estranha criatura que vive nas profundezas. Uma fenda é aberta e cria uma via de comunicação entre o nosso mundo e o desconhecido que vive nas camadas inferiores de nosso planeta.

Comentários:
Um filme de monstro produzido pela sempre ótima Hammer Films. Inicialmente o espectador pode pensar que tudo será feito na base do filão "monstro da semana", mas os diretores optaram por algo mais elegante, bem de acordo com o cinema inglês da época. No centro da trama uma estranha criatura que absorve energia radioativa, crescendo cada vez mais ao ser exposta a elementos de radiação. Era bem em voga naqueles tempos a paranoia da guerra fria onde entrava em primeiro plano o medo de todos os tipos de tecnologias nucleares. Isso acabou criando uma série de filmes sobre monstros radioativos que destruíam cidades e mais cidades. Quem inventou esse filão foram os filmes de Sci-fi americanos, mas logo foram imitados, principalmente pelos japoneses que criaram toda uma indústria em cima desse mesmo tipo de enredo, bastando lembrar do monstrão Godzilla. De uma forma em geral esse "O Estranho de um Mundo Perdido" é bem bacaninha. Claro que envelheceu muito, porém essa mesma característica lhe trouxe um clima de pura nostalgia que é simplesmente irresistível.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Segundas Intenções

Título no Brasil: Segundas Intenções
Título Original: Cruel Intentions
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Roger Kumble
Roteiro: Roger Kumble
Elenco: Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe, Reese Witherspoon, Tara Reid, Joshua Jackson, Selma Blair
  
Sinopse:
A jovem adolescente Annette Hargrove (Reese Witherspoon) escreve um artigo para uma conhecida revista teen defendendo a virgindade. Ela própria escreve que pretende se casar virgem, seguindo as antigas tradições de sua família. O texto chama a atenção de dois estudantes fúteis e ricos, Sebastian Valmont (Ryan Phillippe) e Kathryn Merteuil (Sarah Michelle Gellar) que decidem se aproximar de Annette para testar suas pretensas virtudes morais. Filme premiado pelo MTV Movie Awards e Teen Choice Awards.

Comentários:
Essa história você já assistiu antes em dois filmes bem conhecidos, "Ligações Perigosas" e "Valmont". Na verdade o roteiro era mais uma adaptação do famoso romance do século XVII escrito por Choderlos de Laclos. Aquele mesmo enredo de um grupo de pessoas fúteis e ricas que resolvem colocar em teste as virtudes tão propagadas de uma jovem inocente, pura e virgem. A diferença básica de "Cruel Intentions" para as demais adaptações cinematográficas é que o diretor e roteirista Roger Kumble resolveu inovar na adaptação, não colocando os personagens em seu contexto histórico original, mas trazendo a mesma história de intrigas para os Estados Unidos dos anos 1990. Como filmes de terror e suspense dessa época estavam em moda, ele resolveu trazer o velho romance para o mundo atual, escalando um grupo de jovens atores (alguns mais parecendo modelos do que atores) para seu filme. Como se sabe os filmes de terror e suspense dos anos 1990 apostavam muito nessa fórmula, levando um grupo de estrelinhas adolescentes para estrelar as fitas. O resultado final é até muito bom. O filme ganhou elogios da crítica, o que é de se admirar para esse tipo de filme. Particularmente ainda prefiro as versões mais fiéis, com tudo sendo passado no século XVII. De qualquer forma inegavelmente essa transposição temporal até que funcionou bem, para surpresa de muitos. O sucesso foi tão surpreendente que o filme ganhou uma sequência, essa porém bem mais inferior e sem o elenco original.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 18 de abril de 2017

The Institute

Supostamente baseado em fatos reais, o filme mostra um instituto de tratamento psiquiátrico do século XIX que tinha a proposta de tratar mulheres com problemas mentais. Usando de métodos científicos avançados para a época, o lugar acabou virando referência. Depois da morte de seus pais, abalada e fragilizada emocionalmente, a jovem Isabel Porter (Allie Gallerani) resolve passar uma temporada na instituição. Ela pensa que o lugar na verdade seria uma espécie de spa mais sofisticado, só que ela estava completamente equivocada sobre isso.

Ao ser internada ela passa aos cuidados do Dr. Cairn (James Franco), um psiquiatra que aparente ser um médico comum. Por trás da fachada de profissional respeitado se esconde um sujeito completamente sádico e insano que vai colocar a sanidade mental de sua paciente no limite. Ele desconstrói a personalidade de Isabel, a manipulando psicologicamente de todas as formas. O resultado acaba sendo o pior possível.

Esse filme me pareceu como uma tentativa de voltar ao passado. De certa maneira ele me lembrou dos antigos filmes da Hammer dos anos 70, só que sem o mesmo charme e criatividade. O roteiro avança muito na esquisitice, colocando no meio do caminho uma estranha e bizarra seita de rituais satânicos que usa como sacrifícios humanos as pobres garotas que estão internadas no tal instituto. Esse exagero em seu enredo faz com que o filme perca todo o seu potencial de assustar. Isso se dá em razão do absurdo que vai se tornando cada vez mais frequente. Como se não bastassem todos aqueles homens fazendo rituais ridículos de satanismo que não convencem ninguém, ainda temos que aturar um James Franco usando um bigode postiço, tentando se passar como médico de filmes de terror. É uma caracterização absurda e nada convincente também.

O filme assim é bem fraco. Todo o potencial de se criar horror dentro de uma instituição psiquiátrica se perde. A caracterização histórica não é boa e os atores não parecem bem inseridos dentro da trama. O roteiro não é nada original, usando de clichês ridículos, com direito até mesmo a uma assistente corcunda e sinistro. James Franco produziu, dirigiu e atuou nesse projeto bem pessoal. Não sei quais eram suas verdadeiras intenções, só sei dizer que tudo acabou sendo muito mal executado. Ele é mais divertido em suas comédias sobre maconheiros da Califórnia. Nunca deveria ter tentando entrar nesse tipo de filme de terror. Definitivamente não é a sua praia.

The Institute (EUA, 2017) Direção: James Franco, Pamela Romanowsky / Roteiro: Adam Rager, Matt Rager / Elenco: Allie Gallerani, James Franco, Vincent Alvas, Pamela Anderson, Carmen Argenziano / Sinopse: Jovem da aristocracia resolve passar uma temporada em uma instituição psiquiátrica no século XIX sem saber que o lugar na verdade é uma hospício, onde a tortura e a violência são constantemente usados contra as pacientes internadas.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

The Monster

Título Original: The Monster
Título no Brasil: Ainda Não Definido
Ano de Produção: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Atlas Independent
Direção: Bryan Bertino
Roteiro: Bryan Bertino
Elenco: Zoe Kazan, Ella Ballentine, Aaron Douglas, Christine Ebadi, Marc Hickox, Scott Speedman
  
Sinopse:
Mãe e filha, viajando por uma estrada no meio da floresta, acabam sofrendo um acidente, quando um lobo atravessa a pista. Enquanto esperam por socorro, descobrem que não estão sozinhas, que uma estranha criatura se esconde na escuridão, entre as árvores do lugar. Agora elas tentarão sobreviver a todo custo. Filme indicado ao Fangoria Chainsaw Awards e ao Rondo Hatton Classic Horror Awards. 

Comentários:
Esse diretor Bryan Bertino não rodou apenas um filme de monstros. Ele quis também explorar a conturbada relação entre mãe e filha. Divorciada, com problemas de alcoolismo, a mãe precisa reconquistar o amor da filha, porém logo descobre que ela a odeia. Assim a viagem se desenrola no pior clima possível até que elas sofrem um acidente e descobrem que no meio da floresta se esconde uma criatura, um monstro que mais se parece com um dinossauro! É a tal coisa, o filme até que funciona relativamente bem, mostrando os problemas familiares entre mãe e filha. A coisa só piora justamente quando o tal monstro resolve dar as caras. No começo o diretor aproveita para trabalhar o suspense e se sai bem, depois conforme a presença da criatura vai ficando cada vez mais frequente o filme vai piorando a cada cena. Talvez o filme seria melhor se o tal dinossauro nunca fosse mostrado completamente, para que tudo ficasse apenas na exploração do suspense de seu aparecimento. Como isso não pode acontecer, justamente pelo estilo do filme, o que sobra é uma encruzilhada em termos de roteiro. Basicamente o que temos é isso, um filme chamado "The Monster" (O Monstro), onde o próprio monstro acaba estragando tudo!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Salem 2.02 - Blood Kiss

Série: Salem
Episódio: Blood Kiss
Ano de Produção: 2015
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox Television
Direção: Allan Arkush
Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon
Elenco: Janet Montgomery, Lucy Lawless, Shane West, Seth Gabel, Tamzin Merchant, Ashley Madekwe, Elise Eberle
  
Sinopse e comentários:
Segue o caos. Depois das jovens bruxas matarem as anciãs, Mary Sibley (Janet Montgomery) resolve se vingar delas. Ela literalmente toca o terror, tocando fogo no bosque de corpos em decomposição onde as feiticeiras vivem. Ao tocar fogo em tudo, elas acabam sendo incineradas! No final de tudo, entre as cinzas, a única que parece ter sobrevivido é justamente Mercy Lewis (interpretada pela atriz nascida no Novo México, Elise Eberle).

Esse episódio também traz uma novidade para os fãs de séries em geral. No elenco, surge pela primeira vez, a atriz Lucy Lawless! Esse nome não lhe lembra nada? Ora, Lucy Lawless foi a estrela de "Xena: A Princesa Guerreira", seu papel mais conhecido. Além disso ela trabalhou em séries como "Arquivo X", "Battlestar Galactica" e "Spartacus: Deuses da Arena". Bagagem em séries ela realmente possui. Aqui ela interpreta uma personagem chamada Condessa Marburg, uma velha bruxa, de tempos imemoriais, que está de volta à ativa. Na última cena do episódio ela ganha um presente de seu filho, uma jovem camponesa acorrentada, no melhor estilo de matança da infame Condessa Isabel Bathory, que no século XVII matava pobres garotas para se banhar no sangue retirado de seus corpos.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O cinema de Steven Spielberg - Parte 1

O cinema de Steven Spielberg - Parte 1
Há muitas histórias diferentes sobre Steven Spielberg em seu começo de carreira no cinema. Algumas dizem que ele simplesmente um dia pegou um crachá do estúdio Universal, entrou lá e fingindo ser um diretor experiente começou a dirigir seus primeiros filmes. Claro que algo assim passa longe da verdade, são mitos divertidos que o próprio Spielberg usou para se divertir. O fato é que por trás desse tipo de anedota se esconde um dos diretores mais importantes da história do cinema americano. Não é exagero. Spielberg é seguramente um dos cineastas mais marcantes das últimas décadas.

Em seu nível provavelmente só teremos nomes como Francis Ford Coppola e Martin Scorsese. A diferença básica é que enquanto cineastas como esses procuravam acima de tudo agradar a crítica, Spielberg direcionou praticamente toda a sua carreira para o grande público. Certa vez ele disse que o seu cinema não tinha muitos mistérios, que ele apenas dirigia aqueles filmes que ele próprio, como um fã de cinema, gostaria de assistir. É foi justamente pensando nisso que Spielberg cravou seu nome na história de Hollywood.

Judeu, louco por cinema desde a juventude, Steven decidiu bem cedo que queria dirigir filmes. Ele nunca quis dar uma de intelectual com suas obras. Na verdade Steven Spielberg teve sua infância nos anos 1950, justamente a era de ouro da ficção no cinema americano. Essa influência ficou com ele para sempre. Os filmes do diretor jamais deixaram essa herança de lado, sempre com extraterrestres, fantasia, diversão. Exatamente por ser um fã de cultura pop é que Spielberg se tornou o que é hoje em dia.

Seus filmes nunca foram tão eruditos como os de Coppola ou Scorsese. Ao invés disso o diretor direcionou sua filmografia para a diversão do jovem louco por quadrinhos, TV e cinema. E tudo começou lá atrás, quando ele dirigiu um episódio da série de sucesso "O Incrível Hulk". Spielberg ainda era um jovem, mas a emissora, confiante em seu talento, o escalou para dirigir o episódio chamado "Never Give a Trucker an Even Break". Esse foi o ponto zero da carreira de Spielberg na direção. A série era estrelada pelos atores Bill Bixby (que interpretava o cientista  Dr. David Banner) e Lou Ferrigno (que dava vida ao monstro verde dos quadrinhos). Como já era tradição dentro da indústria americana, primeiro os jovens diretores ganhavam experiência em séries de TV, para só depois tentar a sorte nas telas de cinema, algo que para Spielberg veio até muito rápido, rápido demais para dizer a verdade.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Vírus

Título no Brasil: Vírus
Título Original: Virus
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: John Bruno
Roteiro: Chuck Pfarrer
Elenco: Jamie Lee Curtis, William Baldwin, Donald Sutherland, Joanna Pacula, Marshall Bell, Sherman Augustus
  
Sinopse:
Durante uma missão em alto-mar a tripulação do navio "Sea Star" acaba encontrando uma embarcação russa abandonada. O capitão Robert Everton (Donald Sutherland) vê nessa descoberta a chance de ganhar alguns milhões de dólares por seu resgate. Já os demais membros do comando, entre eles Kit Foster (Jamie Lee Curtis) e o engenheiro Steve Baker (William Baldwin), acreditam que essa não seria uma boa ideia, pois o velho navio desaparecido parece ter algo sinistro a esconder. Afinal a tripulação daquele navio estava praticamente toda morta.

Comentários:
Esse filme de terror e suspense tem algumas curiosidades interessantes. A primeira delas é que foi uma das primeiras adaptações de quadrinhos para o cinema. O roteiro era baseado na Graphic Novel "Virus" de Chuck Pfarrer (que também assinou o roteiro), publicação da editora Dark Horse Comics. A segunda é que contou com um generoso orçamento, de quase 100 milhões de dólares, algo bem raro em produções desse tipo. Tantos pré-requisitos porém não garantiram a qualidade do filme como um todo. "Virus" tem muitos problemas. Apesar do bom elenco que contava com a presença do veterano Donald Sutherland, da "Rainha do Grito" Jamie Lee Curtis e do esforçado William Baldwin, o fato é que a própria trama não tinha muita qualidade. O enredo é bem previsível e qualquer cinéfilo com um mínimo de experiência matará tudo o que vai acontecer com apenas poucos minutos de filme. Nada de novo no front. Além dos clichês há um problema de ritmo, onde não se valorizou bem os momentos de tensão e suspense. Assim o filme acabou valendo apenas por algumas coisas, que no fundo não tinham muita importância.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Atomica

Título no Brasil: Atomica
Título Original: Deep Burial
Ano de Produção: 2017
País: Estados Unidos
Estúdio: Lifeboat Productions
Direção: Dagen Merrill
Roteiro: Kevin Burke, Federico Fernandez-Armesto
Elenco: Tom Sizemore, Sarah Habel, Dominic Monaghan, Phil Austin, Tony Doupe, Hahn Cho
  
Sinopse:
Após um desastre nuclear de proporções globais, uma empresa americana instala estações de descontaminações nas chamadas zonas vermelhas (onde a radiação nuclear se torna mortal para qualquer ser humano). Após uma dessas estações apresentar problemas de comunicação com a base, uma engenheira é enviada para descobrir o que estaria acontecendo lá. Acaba descobrindo algo bem sinistro naquelas instalações.

Comentários:
Essa ficção "Deep Burial" explora não o espaço, mas sim o nosso próprio planeta, devastado em um futuro de contaminação radiotiva. Basicamente o roteiro explora apenas três personagens, todos eles isolados em uma estação remota de descontaminação nuclear do ambiente. A protagonista é uma jovem engenheira chamada Abby (Sarah Habel). Inexperiente, ela chega na estação e encontra apenas um zelador, Robinson (Dominic Monaghan). O engenheiro da estação Dr. Zek (Tom Sizemore) está desaparecido. Após alguns dias, tentando recuperar o sistema de comunicação daquela estação, Abby consegue localizar Zek, no meio da zona vermelha, prestes a morrer. Ela o traz de volta e então cria-se uma situação de tensão. O engenheiro afirma que o zelador não é quem diz ser, mas sim um terrorista. Já Robinson diz que está falando a verdade e que Zek enlouqueceu ao ser exposto à radiação, se tornando um psicótico. Quem afinal estaria falando a verdade? O roteiro se baseia justamente nessa dúvida até o fim, até a última cena. Os efeitos especiais são apenas medianos. Toda a trama se passa dentro da estação, então temos quase um teatro filmado. Três personagens, sendo que um deles está dizendo a verdade, enquanto o outro é um psicopata pronto para tudo. O veterano Tom Sizemore segura a onda no quesito atuação já que a jovem atriz Sarah Habel é bem fraca. Melhor se sai Dominic Monaghan com seu personagem, que tanto pode ser um zelador falando a pura verdade, como um psicótico terrorista perigoso. Assista para conferir e descobrir.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 28 de março de 2017

Missão: Marte

Título no Brasil: Missão: Marte
Título Original: Mission to Mars
Ano de Produção: 2000
País: Estados Unidos
Estúdio: Touchstone Pictures
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Lowell Cannon, Jim Thomas
Elenco: Tim Robbins, Gary Sinise, Don Cheadle, Connie Nielsen, Jerry O'Connell, Peter Outerbridge
  
Sinopse:
Quando a primeira missão tripulada à Marte encontra algo inesperado, resultando em uma tragédia, um grupo de resgate é enviado para o Planeta Vermelho com a missão de investigar o que de fato teria acontecido. A missão é não apenas desvendar o mistério do que se abateu sobre os tripulantes dessa missão pioneira, mas também resgatar possíveis sobreviventes, para trazê-los de volta à Terra.

Comentários:
O filme custou 100 milhões de dólares, mas acabou fracassando nas bilheterias. É até complicado entender porque um filme como esse fracassou. Na realidade o diretor Brian De Palma já vinha em baixa há muitos anos. Depois dos anos 80 o cineasta entrou em uma decadência incrível, não acertando mais em nada do que dirigiu. A crítica então criou uma aversão natural, instantânea e muitas vezes injusta em relação aos seus filmes. Esse "Missão: Marte" foi severamente massacrado pela crítica americana antes mesmo de chegar nas telas. Quando o filme finalmente foi lançado já havia um clima ruim completo em relação a ele. É certo que "Mission to Mars" não é um filmão, porém ele não é tão ruim como foi escrito nas críticas da época. É uma ficção até bem interessante, com alguns problemas é claro, mas passa longe, bem longe de ser a bomba que pintaram dele. Provavelmente o erro maior tenha sido na escolha do elenco, já que Tim Robbins não convence nunca em seu personagem. Esse estilo definitivamente não é o dele. Melhor se sai Gary Sinise, que não importa o tipo de papel, parece sempre disposto a dar o melhor de si em uma boa interpretação. Então é isso, considerado um lixo por muitos, o pior filme de Brian De Palma, essa ficção não é tão péssima como pintaram em seu lançamento. Vale a pena assistir.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 26 de março de 2017

A Casa Amaldiçoada

Título no Brasil: A Casa Amaldiçoada
Título Original: The Haunting
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: DreamWorks Pictures
Direção: Jan de Bont
Roteiro: David Self, Shirley Jackson
Elenco: Liam Neeson, Catherine Zeta-Jones, Owen Wilson, Lili Taylor, Bruce Dern, Virginia Madsen
  
Sinopse:
Hill House é uma velha casa vitoriana assombrada que acaba servindo de atração para um grupo de pessoas. Estão lá a perturbada Eleanor Lance (Lili Taylor), que tem muitos problemas emocionais; o pesquisador Dr. David Marrow (Liam Neeson) que ambiciona descobrir os segredos daquele lugar; a sensual Theo (Catherine Zeta-Jones), cuja atração sexual não passa despercebida pelos demais e o jovem Luke (Owen Wilson), que só está lá para tentar atrair Theo. Eles são avisados que não devem entrar na casa durante a noite, mas ignoram o aviso. Pagarão caro por isso. Filme premiado pelo BMI Film & TV Awards na categoria Melhor Trilha Sonora Incidental - Terror (Jerry Goldsmith).

Comentários:
Produção milionária, com orçamento próximo de 100 milhões de dólares, contando com a preciosa mão de Steven Spielberg na produção, ou seja, tudo parecia estar no lugar certo. Era um Menu cinematográfico dos mais atraentes. Só que aquilo que parecia tão promissor acabou não se concretizando nas telas. Certamente os melhores efeitos especiais estão lá, o rico figurino, o elenco com astros conhecidos do público, a ambientação sinistra completamente adequada, só não havia mesmo um bom roteiro por trás de tudo isso. O filme é visualmente muito bonito, mas é fraco, não dá sustos e nem medo no espectador. Ora, o que poderia ser pior para um filme de terror? Nem o carisma da dupla Liam Neeson e Catherine Zeta-Jones consegue superar o fiasco que o filme acabou se tornando. A atriz inclusive desfila uma certa antipatia em cena, o que para um filme que já apresentava problemas de ritmo fez tudo parecer ainda pior. Enfim, temos aqui uma daquelas produções luxuosas que não convencem, que deixam aquela sensação de que é falsa, nada assustadora. Muito dinheiro jogado fora por nada. Para se fazer um bom filme de terror, com clima das antigas fitas do gênero, dinheiro apenas não basta, tem que ter talento.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Do Fundo do Mar

Título no Brasil: Do Fundo do Mar
Título Original: Deep Blue Sea
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Renny Harlin
Roteiro: Duncan Kennedy, Donna Powers
Elenco: Samuel L. Jackson, Thomas Jane, Stellan Skarsgård, Saffron Burrows, Jacqueline McKenzie, Michael Rapaport
  
Sinopse:
Procurando pela cura do mal de Alzheimer, um grupo de cientistas começa uma pesquisa em um lugar isolado, distante da civilização. Uma vez lá eles se deparam com um novo tipo de tubarão desconhecido pela ciência. Os animais não são apenas predadores ferozes, mas também apresentam uma inteligência fora do comum, o que piora ainda mais a situação de todos eles. Filme indicado ao BMI Film & TV Awards.

Comentários:
Mais um herdeiro tardio de "Tubarão". É a tal coisa, com os anos 90 vieram também as novas tecnologias de efeitos digitais, que eram inexistentes nos anos anteriores. De repente não havia mais limitações para a imaginação dos roteiros. Basta lembrar de como foi complicado dar veracidade ao Tubarão original de Steven Spielberg para perceber como os novos tempos tinham mudado o cinema. Tudo era possível de se reproduzir nas telas. Assim, com tantas comodidades, não era complicado prever o surgimento de fitas como essa, com toneladas de efeitos criados em computação gráfica. Só que os produtores desse filme esqueceram que por trás de todo bom filme é preciso ter um bom roteiro. Nesse quesito esse "Deep Blue Sea" deixa muito a desejar. Ok, temos que admitir que visualmente o filme é muito bem realizado, mas a estorinha por trás de tudo é muito fraca, fraca demais. Para piorar o que já não era muito bom o diretor Renny Harlin (uma espécie de aprendiz fracassado de Michael Bay) resolveu realizar um filme vazio, que mais parece um videogame. O problema é que os fãs de games não podiam jogar e os cinéfilos não queriam pagar uma entrada de cinema para assistir um game. Só sobrou então o fracasso comercial, merecidamente aliás. Enfim, um filme de tubarões que não chega nem perto do clássico de Spielberg. No fundo não passa de uma bomba no fundo do mar. Esqueça!

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 21 de março de 2017

A Bruxa de Blair

Título no Brasil: A Bruxa de Blair
Título Original: The Blair Witch Project
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos
Estúdio: Lionsgate Films
Direção: Daniel Myrick, Eduardo Sánchez
Roteiro: Daniel Myrick, Eduardo Sánchez
Elenco: Heather Donahue, Michael C. Williams, Joshua Leonard, Bob Griffin, Jim King, Sandra Sánchez
  
Sinopse:
Um grupo de jovens resolve entrar na floresta para descobrir a verdade por trás de uma antiga lenda da região, que afirmava existir uma maldição em torno de uma bruxa que vivera no lugar há muitos anos. Essa lenda conhecida como "A Bruxa de Blair" teria algum fundo de verdade? Anos depois dessa busca o material de filmagem é encontrado perdido na floresta. O que teria acontecido com os jovens? Filme indicado ao Cannes Film Festival.

Comentários:
Essa produção pode ser considerada a grande pioneira no gênero mockumentary, do inglês mock (falso) + documentary (documentário), ou seja, os conhecidos falsos documentários, que assolam as produções de terror desde então. A ideia foi genial, não se pode negar. Os diretores, um bando de garotos, pegaram suas câmeras de mão e foram para a floresta fazer tomadas bem amadoras. Depois lançaram trechos na internet, como se tudo tivesse acontecido de verdade. Os tais vídeos se tornaram virais, trazendo uma enorme publicidade grátis. Depois de finalizado (com apenas 60 mil dólares), eles procuraram uma distribuidora e lançaram o filme no cinema. Acabou arrecadando nas bilheterias algo em torno de 140 milhões de dólares, se tornando assim um dos filmes mais lucrativos da história do cinema americano. "The Blair Witch Project", falando a verdade, tem uma história de bastidores mais interessante do que o próprio filme. Cinematograficamente falando, deixando de lado como a fita foi lançada, seus lucros absurdos, etc, não podemos negar que tudo é muito fraco. O roteiro praticamente inexiste, pois tudo foi criado ali mesmo, no meio do mato, sem muitos cuidados. O elenco, se é que podemos dizer que há um elenco no filme, é todo formado por jovens inexperientes, que nunca tinham participado de um filme antes. Mesmo com tanta precariedade (ou talvez justamente por causa disso), "A Bruxa de Blair" acabou virando um fenômeno. Como escrevi, o filme é ruim, mas a forma como ele mostrou a força da internet e as novas possibilidades de linguagem, não deixa de ter sua importância.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 17 de março de 2017

A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça

Título no Brasil: A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça
Título Original: Sleepy Hollow
Ano de Produção: 1999
País: Estados Unidos, Alemanha
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Tim Burton
Roteiro: Washington Irving, Kevin Yagher
Elenco: Johnny Depp, Christina Ricci, Miranda Richardson, Christopher Walken, Christopher Lee
  
Sinopse:
Em fins do século XVIII, uma série de mortes misteriosas começam a assustar os moradores do pequeno e distante vilarejo de Sleepy Hollow. Quem seria o autor de mortes tão horrendas? Para solucionar o mistério chega um investigador de Nova Iorque chamado Ichabod Crane (Johnny Depp). Ele tem seu próprio estilo de investigação e acaba descobrindo a figura de um sinistro cavaleiro sem cabeça, que cavalga pelas noites escuras da região aterrorizando os pacatos moradores que lá vivem. Filme vencedor do Oscar na categoria de Melhor Direção de Arte (Rick Heinrichs e Peter Young). Também indicado nas categorias de Melhor Fotografia (Emmanuel Lubezki) e Melhor Figurino (Colleen Atwood).

Comentários:
O conto original "The Legend of Sleepy Hollow" faz parte do folclore americano, das tradições que deram origem ao feriado nacional daquele país conhecido como Halloween, o dia das bruxas. É aquele tipo de obra cultural que já deu origem a livros, filmes, desenhos e todos os tipos de produtos que você possa imaginar. Adaptar algo assim sempre envolve controvérsias pelo fato de ser algo muito conhecido pelo público em geral. Nas mãos de Tim Burton, o mais gótico de todos os cineastas americanos, era de se esperar que tivéssemos pelo menos um grande filme para assistir. Na realidade essa produção só é realmente fantástica em termos de direção de arte. Figurinos, cenários, efeitos digitais, tudo é de primeira linha. Fora isso algumas coisas realmente parecem bem fora do lugar. O próprio elenco não foi bem escalado. Johnny Depp, em eterna parceria com Burton, tem certamente o seu valor, mas não se mostra adequado para viver o personagem Ichabod Crane. Depp não tinha idade e nem o visual certo para interpretar Crane, que basicamente era um sujeito na meia idade, nada heroico, que tinha que enfrentar um grande perigo vindo diretamente das trevas. Em termos de roteiro Burton não quis arriscar muito, preferindo rodar uma história que lembra bastante o texto original. Provavelmente teria sido melhor dar pitadas de inovação em certos aspectos. Do jeito que está, não existe grande justificativa para a produção de algo tão elaborado assim. O orçamento do filme foi milionário, algo em torno de cem milhões de dólares, o que aumentou a decepção quando o filme finalmente chegou nas telas de cinema. Foi muito dinheiro investido para pouco resultado artístico. Nas bilheterias o estúdio teve pouco resultado em termos de retorno financeiro. O filme praticamente apenas arrecadou seu custo de produção, sem muito lucro, o que serviu para queimar um pouco Tim Burton dentro da indústria. A única coisa realmente memorável vem das participações de veteranos consagrados como o mito Christopher Lee, recentemente falecido. Sua presença vale por quase todo o filme.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.


terça-feira, 14 de março de 2017

Sala Verde

Título no Brasil: Sala Verde
Título Original: Green Room
Ano de Produção: 2015
País: Estados Unidos
Estúdio: Broad Green Pictures
Direção: Jeremy Saulnier
Roteiro: Jeremy Saulnier
Elenco: Patrick Stewart, Anton Yelchin, Imogen Poots, Alia Shawkat, Kai Lennox, Samuel Summer
  
Sinopse:
Um grupo de jovens, membros de uma banda de hard rock, é contratado para tocar em um bar, frequentado por neonazistas e skinheads. O lugar é isolado, escondido na floresta, onde só entra gente barra pesada, racista, seguidores do White Power. Assim que eles começam a tocar são hostilizados pelo público, um bando de selvagens. Pior acontece logo após o show, pois um dos músicos acaba entrando sem querer em um quarto, onde uma garota acabou de ser morta, com uma facada na cabeça. Agora todos eles se tornam prisioneiros desse lugar mortal.

Comentários:
Achei bem fraca essa produção estrelada pelo ator Patrick Stewart. Ele interpreta o dono de um club barra pesada, onde se reúnem os seguidores dos mais variados movimentos de supremacia branca dos Estados Unidos. Nesse lugar rolam shows de rock pauleira, com punks violentos de todos os tipos. Ele não paga bem pelos concertos, mas sempre tem alguma banda nova que topa o convite. Uma dessas bandas acaba indo tocar lá, mas nos bastidores se encrenca ao testemunhar o corpo de uma garota que acabou de ser morta. Eles então tentam se mandar de lá, mas são impedidos por Darcy (Stewart), uma vez que agora todos eles são testemunhas de um crime de homicídio. Assim eles ficam presos numa sala, enquanto o gerente tenta descobrir o que fazer. Ele então toma a decisão de matar todos eles, em uma clara operação de queima de arquivo, só que os jovens reagem e assim começa um verdadeiro banho de sangue no club e na floresta que o cerca. Para piorar ainda mais a já critica situação, o lugar é usado como laboratório de fabricação de heroína e aí, como já se viu, tudo acaba se resumindo em se tentar manter vivo no meio do fogo cruzado. O roteiro é básico, com os homens comandados por Patrick Stewart tentando matar os jovens da banda, enquanto esses tentam sobreviver. Com 90 minutos de duração nisso se resume toda a sua trama. Fica complicado se importar muito com os jovens punks da banda de rock porque os personagens além de vazios são chatos demais. Um bando de garotos e garotas com cabelos pintados e aquele modo de ser bem idiotizado que caracteriza essa fase da vida de todo rebelde de butique. No saldo final o que temos nem é um filme tão sangrento e nem tão bom no quesito ação. O suspense não funciona, é inegavelmente bem fraco. É apenas um filme que procura entreter um pouco enquanto conta sua rasa história. Patrick Stewart, um ator tão talentoso, merecia algo bem melhor do que isso.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Comportamento Suspeito

Título no Brasil: Comportamento Suspeito
Título Original: Disturbing Behavior
Ano de Produção: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: David Nutter
Roteiro: Scott Rosenberg
Elenco: Katie Holmes, James Marsden, Nick Stahl, Katharine Isabelle, Bruce Greenwood, Steve Railsback
  
Sinopse:
Recém chegado em uma nova cidade, o jovem Steve Clark (James Marsden) se matricula em seu novo colégio. Ele e a família deixaram tudo para trás, se mudando da cidade onde viviam, após a morte do irmão de Steve. Na nova escola ele logo percebe que os alunos fazem parte de panelinhas, grupinhos fechados onde poucos entram. Pior do que isso, ele passa a perceber que algo muito sinistro se esconde nos corredores daquele colégio.

Comentários:
Nos anos 90 surgiram vários filmes de terror com adolescentes. A maioria deles não tinha qualquer relevância ou qualidade. Costumo chamar esses filmes de "filhotes de pânico", já que todos eles eram tentativas de faturar em cima do sucesso do mais bem sucedido filme teen de terror da história, o próprio "Pânico". Meras imitações, sem muita importância. A grande maioria deles sequer chegou a ser lançado nos cinemas, indo parar diretamente nas prateleiras das locadoras de vídeos VHS. Esse "Disturbing Behavior" foi uma dessas fitinhas B, totalmente descartáveis, que chegaram ao mercado. O elenco é basicamente formado todos por jovens, muitos deles sem qualquer talento dramático. A única atriz que chegou a se sobressair foi justamente Katie Holmes, mas isso obviamente não por sua participação nesse filmezinho esquecível, mas sim porque ela já fazia sucesso na época na série de sucesso "Dawson's Creek" que curiosamente chegava nas telinhas justamente nesse mesmo ano de lançamento (1998) desse terror adolescente. O mais curioso de tudo é que apesar desse primeiro filme ser uma bomba, Katie Holmes continuou a investir nesse mesmo estilo, aparecendo em filmes de terror teen como "Tentação Fatal" e "O Dom da Premonição". De duas uma, ou só existiam oportunidades para jovens atrizes nesse tipo de horror pop descartável ou ela queria mesmo investir nesse tipo de produção em sua carreira no cinema. As duas opções porém não eram nada boas. Enfim, não há mais muito o que dizer. Esse "Comportamento Suspeito" é apenas produto não reciclável da década de 90. Melhor fazer como todo mundo fez e esquecer esse filme de uma vez por todas. É pura perda de tempo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 7 de março de 2017

X-Men 2

Título no Brasil: X-Men 2
Título Original: X-Men 2
Ano de Produção: 2003
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Bryan Singer
Roteiro: Zak Penn, David Hayter
Elenco: Famke Janssen, Patrick Stewart, Hugh Jackman, Ian McKellen, Halle Berry, Anna Paquin, Rebecca Romijn
  
Sinopse:
O grupo de mutantes conhecidos como X-Men são liderados pelo professor Charles Xavier (Patrick Stewart). Eles agora precisam enfrentar um novo desafio, um mutante assassino que está colocando em risco a vida do presidente dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que espalha terror e destruição por onde passa. Seu maior objetivo é destruir a escola de mutantes dirigida pelo professor Xavier. Quem será ele? Filme indicado ao Empire Award UK na categoria de Melhor ator (Hugh Jackman). Também indicado ao MTV Movie Awards.

Comentários:
Primeira continuação das aventuras do X-Men no cinema, ao custo de 110 milhões de dólares! É a tal coisa. Nunca fui leitor de quadrinhos, por isso não conheço muito os mutantes dos gibis, assim os filmes sempre foram praticamente minha única aproximação com esse universo criado por Stan Lee. De modo em geral eu gosto desses filmes com os X-Men. Claro, para quem nunca leu o material original, as coisas podem parecer um pouco mais complicadas, mas no quadro geral o roteiro explora mesmo essa situação de dualidade entre ter poderes especiais ao mesmo tempo em que se é alvo de discriminações na sociedade. Embora os roteiros desses filmes não fossem lá grande coisa, eles acabavam se salvando pelo elenco (sempre muito bom, bem escolhido) e pelos efeitos visuais (que, como sabemos, logo se tornam datados por causa do avanço da tecnologia, o que não deixa de ser uma pena). Outro aspecto que sempre me chamou atenção nessa franquia era o fato da extrema importância dada pelos roteiros à personagem de Jean Grey! Interpretada pela atriz Famke Janssen (que nunca conseguiu ter uma grande carreira no cinema). Se formos pensar bem a Grey, no final das contas, é sempre a protagonista das estórias, deixando personagens bem mais populares (e clássicos) como Wolverine e o próprio Professor Charles Xavier em segundo plano! Talvez os fãs dos quadrinhos possam explicar melhor. Para mim, por outro lado, sempre foi um aspecto que me impressionou. Então é isso, em tempos de lançamento de "Logan" nos cinemas, que traz a despedida final do ator Hugh Jackman de Wolverine, é sempre bom rever os antigos filmes da série. Não há nenhuma obra prima nessa franquia, nada é muito espetacular, mas sem dúvida todos os filmes acabam se tornando uma boa diversão.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Westworld 1.08 - Trace Decay

Série: Westworld
Episódio: Trace Decay
Ano de Produção:
País: Estados Unidos
Estúdio: HBO
Direção: Stephen Williams
Roteiro: Jonathan Nolan, Lisa Joy
Elenco: Evan Rachel Wood, Anthony Hopkins, Ed Harris, Rodrigo Santoro, Thandie Newton, Jeffrey Wright
  
Sinopse e comentários:
A série "Westworld" vai ficando cada vez mais interessante. Nesse episódio o personagem do Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins) sai apagando os rastros do crime que ele mandou Bernard Lowe (Jeffrey Wright) cometer. No episódio anterior inclusive o espectador descobriu que Bernard não é uma pessoa comum, mas sim um anfitrião. Isso foi uma surpresa e tanto. Pois bem, já que ele é um robô nada mais simples do que apagar sua memória, só que Ford ignora que apagando essa parte de suas lembranças acabará apagando outra também - o que irá gerar uma desconfiança geral nos demais funcionários de Westworld.

Na outra linha narrativa Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood) segue sua viagem nos confins do parque. Ela reencontra a velha vila onde viveu uma de suas narrativas. Encontra tudo destruído. O curioso é que sua memória parece intacta. Já a prostituta Maeve Millay (Thandie Newton) já sabe tudo o que acontece em Westworld e ela começa a agir, usando uns membros da manutenção para atender seus interesses. Por fim o episódio revela mais aspectos do personagem do pistoleiro negro (interpretado pelo ótimo Ed Harris). Para quem gosta do personagem vai curtir bastante. É isso, mais uma excelente peça nesse quebra-cabeças chamado Westworld.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.