terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mutação

Título no Brasil: Mutação
Título Original: Mimic
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Guillermo del Toro
Roteiro: Donald A. Wollheim, Matthew Robbins
Elenco: Mira Sorvino, F. Murray Abraham, Jeremy Northam, Alexander Goodwin, Josh Brolin, Charles S. Dutton
  
Sinopse:
Para deter o avanço de uma epidemia um grupo de cientistas promovem mutações em insetos dentro do laboratório, tudo com o propósito de se testar novas vacinas. Anos depois algumas espécies fogem para a natureza e lá sofrem novas mutações. Assim verdadeiros monstros começam a se desenvolver nos esgotos e subterrâneos de Nova Iorque, causando pânico naqueles que os encontram na escuridão das profundezas. Filme vencedor do prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor Maquiagem. Também indicado na categoria de Melhor Filme de Terror.

Comentários:
Esse filme tive a oportunidade de assistir no cinema, inclusive em uma tradicional sala de minha cidade que hoje em dia já não existe mais (ela foi fechada como centenas de outras salas do mesmo tipo depois que os cinemas migraram para os complexos de shopping center). Deixando esse aspecto nostálgico de lado o que temos aqui é uma nova roupagem para aqueles antigos filmes de insetos gigantes dos anos 50. Esse foi um dos primeiros filmes da carreira do diretor Guillermo del Toro. Na época de seu lançamento ele era praticamente desconhecido do grande público com poucos e inexpressivos títulos em sua filmografia. De qualquer forma diante dos desafios ele até que não se saiu tão mal como era esperado. Na verdade essa produção é uma adaptação de um curta-metragem que procurava resgatar o espírito dos antigos filmes de horror. Com a possibilidade trazida pelos avanços tecnológicos, principalmente no tocante a efeitos digitais, a produção realmente prometia bastante. O problema é que a fotografia ficou extremamente escura, o que prejudicou o resultado final. Quando os tais insetos mutantes gigantes surgem na tela o fazem apenas nas sombras. Quase não se consegue ver as criaturas por essa razão. Em termos de elenco temos duas surpresas. A primeira é a presença da oscarizada Mira Sorvino. Ela definitivamente não convence muito em seu papel. Outra surpresa é a presença do prestigiado F. Murray Abraham! Até hoje me pergunto o que um ator tão conceituado foi fazer em um filme sobre baratas gigantes!!! Enfim, assista se ainda não viu. Não é um grande filme, mas até que se torna uma boa diversão se você não for exigente demais.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

domingo, 25 de setembro de 2016

Star Wars: o despertar da Força

Esse novo filme da franquia "Star Wars" que chegou aos cinemas em 2016 certamente fez muito sucesso comercial, rendeu ótimas bilheterias, porém me deixou com aquela sensação amarga de que eu estava assistindo a uma reprise de um filme que já havia assistido antes. Se formos pensar bem foi exatamente isso que aconteceu. A trama é extremamente parecida com a do primeiro filme, "Guerra nas Estrelas" de 1977.

Com isso não estou querendo dizer que os velhos personagens que ressurgem aqui perderam o interesse, nada disso, mas sim chamando a atenção para o fato de que até os novos personagens são cópias rudimentares daqueles que vimos no filme original. A palavra originalidade inclusive é o grande problema desse sétimo filme. Os fãs podem fazer malabarismos de todos os tipos, mas não conseguem fugir de uma constatação óbvia: esse novo roteiro não tem originalidade nenhuma. Apenas pegaram o roteiro do primeiro filme, fizeram algumas adaptações, trouxeram algumas pequenas novidades, levaram ao forno esse prato requentado e jogaram para o público consumir. Como deu certo provavelmente veremos outra cópia disfarçada no próximo filme.

Essa falta de originalidade inclusive se estende a praticamente todos os personagens e não apenas aos protagonistas. O vilão desse novo filme nada mais é do que uma versão (um tanto sem graça devo dizer) de Darth Vader, aquele sim um dos melhores personagens da saga. Pois é, nem o lado negro da força escapou do plágio.

Como "Star Wars" agora pertence ao império Disney não espere por algo diferente. Tudo continuará no controle remoto para agradar os velhos fãs e a nova geração, já que essa é a verdadeira fonte de renda desse universo. Afinal quem vai comprar os brinquedos e bonequinhos com a marca Star Wars? Claro que a garotada. Tudo é marketing, tudo é vendas. Alguém realmente pensou que havia algo diferente disso? Claro que não. Eu provavelmente irei conferir o oitavo filme. Tanto por ser um pouco masoquista como por curiosidade. Quero ver até onde esses caras vão chegar! Se o segundo filme dessa fase do Pateta for pelo menos uma cópia de "O Império Contra-ataca" até que não vai ser tão ruim, já que esse foi o melhor filme de todos. Só não quero me deparar com outra revelação do tipo "Luke eu sou seu pai!" porque ai meu chapa seria ser cara de pau demais...

Erick Steve.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Demônio de Neon

A adolescente Jesse (Elle Fanning) sonha se tornar modelo de sucesso no mundo da moda. Para isso ela se muda para Los Angeles. Na nova cidade as coisas começam a dar certo. Ela é linda e bem jovem (embora diga que tem 19 anos, na verdade tem 16) e rapidamente arranja ótimos contratos. O frescor da juventude obviamente lhe abre muitas portas, mas também desperta a inveja e o rancor das outras modelos que começam a perder ensaios fotográficos e sessões de estúdio para ela. Ao se aproximar mais ainda de três modelos mais velhas, Jesse mal consegue entender o perigo em que está se metendo, pois elas definitivamente querem tirar a nova concorrente do mercado, seja da forma que for...

Esse novo filme é bem interessante. O enredo pode até ser banal, sem grandes novidades, mas o diretor Nicolas Winding Refn resolveu criar um visual único para o filme. É aquele tipo de thriller em que a forma como a estória está sendo contada é mais importante do que o próprio enredo. Cheio de climas, iluminações diferenciadas e muita música tecnopop, o filme se destaca mesmo por seu estilo, bem diferente. No meio da típica estória da garota bonita que deseja se tornar modelo entram coisas bizarras, como necrofilia (uma das conhecidas dela trabalha como maquiadora de cadáveres), assassinato e até canibalismo!!!

Claro que o filme poderia ser mais enxuto, pois as quase duas horas de duração soam completamente descabidas e excessivas. Conforme o filme vai caminhando para o seu final os diálogos vão desaparecendo, se tornando uma experiência cinematográfica puramente sensorial. Em termos de elenco temos dois destaques. O primeiro, como não poderia deixar de ser, é a beleza da atriz Elle Fanning. Loira de olhos azuis, muito bonita (com rostinho de boneca de porcelana) ela consegue transmitir a sensação de ser uma adolescente com muita força de vontade de vencer, mas pouca experiência de vida (o que em seu caso vai se revelar fatal). O outro destaque é a participação do ator  Keanu Reeves como o gerente do motel barato onde Elle vai morar. Sujeito intragável e insuportável, é capaz das piores canalhices para ganhar mais alguns trocados. Então é isso, deixo a dica desse filme que certamente vai se destacar por causa de seu visual Neon saturado. Não é definitivamente algo corriqueiro de se ver por aí em filmes desse estilo.

Demônio de Neon (The Neon Demon, Estados Unidos, 2016) Direção: Nicolas Winding Refn / Roteiro: Nicolas Winding Refn / Elenco: Elle Fanning, Christina Hendricks, Keanu Reeves / Sinopse: Jovem adolescente se muda para Los Angeles para vencer como modelo fotográfica do mundo da moda. Na nova cidade começa a se dar bem, porém desperta a inveja de pessoas perigosas, que estão dispostas a tudo para lhe tirar do mercado.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Mestre das Ilusões

Título no Brasil: O Mestre das Ilusões
Título Original: Lord of Illusions
Ano de Produção: 1995
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Clive Barker
Roteiro: Clive Barker
Elenco: Scott Bakula, Kevin J. O'Connor, Joseph Latimore, Sheila Tousey, Susan Traylor, Ashley Tesoro
  
Sinopse:
O detetive particular Harry D'Amour (Scott Bakula) é contratado para descobrir o que estaria por trás das inúmeras tentativas de assassinato de um famoso mágico da cidade, Phillip Swann (Kevin J. O'Connor). Seguindo as pistas deixadas pela esposa do ilusionista, o investigador acaba descobrindo uma ligação com o passado de uma seita de adoradores de Satã. No meio de seu caminho surgem tentativas de realização de um sacrifício humano. Para Harry agora o mais importante é descobrir a verdadeira identidade de todos os membros daquela sociedade satanista. Filme vencedor do Fangoria Chainsaw Awards na categoria de Melhor Trilha Sonora e do International Horror Guild na categoria de Melhor Filme de Suspense.

Comentários:
Pouca gente vai se lembrar desse filme. A principal referência obviamente vem do fato de ter sido dirigido por Clive Barker. O cineasta inglês (nascido em Liverpool, a mesma cidade natal dos Beatles) tinha se consagrado por causa do clássico de horror "Hellraiser - Renascido do Inferno". Depois de ter sido bastante elogiado pela crítica - e prestigiado pelo público mais antenado com filmes de terror - ele então lançou seu segundo filme, o mal sucedido "Raça das Trevas". Assim esse terceiro filme, "Lord of Illusions" vinha justamente para provar que ele tinha ainda potencial para o sucesso de bilheteria. Não foi bem como era esperado. Esse filme foi lançado em poucas salas de cinema nos Estados Unidos e Inglaterra e no Brasil foi lançado diretamente em vídeo (ainda nos tempos do mercado de fitas VHS). Na época em que o assisti pela primeira vez (por volta de janeiro de 1998) o filme realmente não me impressionou muito. De certa maneira foi um pouco decepcionante por causa justamente de "Hellraiser". Depois daquele filme sempre que o nome de Clive Barker surgia nos créditos ficava aquela expectativa maior, aquela sensação de que se iria assistir a algo fora do comum, surpreendente e inovador. Pois bem, "O Mestre das Ilusões" passa longe disso. Mesmo assim é um bom filme, bem feito, com uma ideia que se não chega a lhe deixar o espectador de queixo caído pelo menos tenta ser um pouco mais original. No geral o filme fica apenas na média do que era realizado em meados dos anos 90. Bem longe da genialidade de "Hellraiser" conseguiu pelo menos chamar alguma atenção por causa do nome de seu diretor, naqueles tempos considerado um verdadeiro mestre do gênero, um autor cult do horror moderno.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Atividade Paranormal

Título no Brasil: Atividade Paranormal
Título Original: Paranormal Activity
Ano de Produção: 2007
País: Estados Unidos
Estúdio: Solana Films, Blumhouse Productions
Direção: Oren Peli
Roteiro: Oren Peli
Elenco: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs, Amber Armstrong, Ashley Palmer
  
Sinopse:
Um jovem casal se muda para uma nova casa no subúrbio. No começo tudo vai muito bem, eles estão apaixonados e felizes por estarem finalmente em sua casa própria. Os problemas porém não tardam e começam a surgir durante as madrugadas. Para registrar tudo o casal decide deixar câmeras filmando tudo, 24 horas por dia! O que estas imagens revelam deixam todos apavorados. Uma presença demoníaca ronda as noites escuras naquela casa. Filme indicado ao Fangoria Chainsaw Awards, ao Independent Spirit Awards e ao MTV Movie Awards.

Comentários:
Esse foi o primeiro filme da franquia "Paranormal Activity". Quem é fã de terror sabe muito bem que esse filme, para o bem ou para o mal, acabou sendo um dos mais influentes dos últimos anos. Isso se deve ao fato de que a estética que é utilizada nessa produção acabou virando uma febre entre filmes de terror mais recentes. A fórmula realmente é muito tentadora pois é muito barata, fácil de se produzir, contando com uma falsa realidade para assustar o público. É o estilo Mockumentary, mais conhecido entre nós como "falso documentário", ou seja, uma obra cinematográfica que tenta reproduzir filmagens amadoras, feitas por qualquer pessoa, captando eventos extraordinários. Tudo é colocado para o público como se fossem registros amadores verdadeiros e não pura ficção. Isso acaba criando uma identificação que ajuda bastante na construção do medo e do terror. Esse tipo de filme começou a virar recorrente com o sucesso de "A Bruxa de Blair" que tentou convencer o público de que tudo o que se via na tela era a mais pura (e assustadora) verdade. Com "Atividade Paranormal" a ideia vai além. O foco é aquela típica família suburbana americana sendo assustada por eventos paranormais que simplesmente não se pode explicar. Nos cinemas o trailer valorizava mais a reação do público do que o filme em si, mostrando as reais intenções dos realizadores desse tipo de filme. Deu certo. Com orçamento extremamente enxuto e econômico a fita rendeu uma excelente bilheteria que justificaria uma infinidade de sequências, cada vez mais fracas e ruins. Não importa, em Hollywood como diz o ditado "money talks", ou seja, o dinheiro manda. Enquanto houver público para esse tipo de filme certamente haverá continuações, ano após ano.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Diário de um Louco

Título no Brasil: Diário de um Louco
Título Original: Diary of a Madman
Ano de Produção: 1963
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: Reginald Le Borg
Roteiro: Robert E. Kent
Elenco: Vincent Price, Nancy Kovack, Chris Warfield, Elaine Devry, Ian Wolfe, Stephen Roberts
  
Sinopse:
Baseado na obra do escritor francês Guy de Maupassant, o filme narra a estranha estória do magistrado Simon Cordier (Vincent Price). Após sua morte, o seu diário pessoal é aberto e seu conteúdo revelado. Em suas páginas o respeitado juiz então relembra o caso Girot. Um homem havia sido condenado à morte pelo assassinato de várias pessoas. Ele porém se defendia até o último momento dizendo que não havia realmente cometido os crimes, mas sim uma entidade demoníaca que tomou controle de sua mente. Após conhecer pessoalmente o acusado Louis Girot em sua cela, o juiz Cordier começa a ter estranhas alucinações com a mesma entidade que o prisioneiro alegava existir! Loucura ou mais um caso inexplicável de possessão?

Comentários:
Esse é certamente um dos filmes mais interessantes da carreira do ator Vincent Price. Isso porque seu roteiro tem uma elegância e um desenvolvimento tão sui generis que acabam se destacando em sua vasta filmografia. Price interpreta um juiz muito íntegro e honesto que se vê envolvido em uma situação do qual não consegue mais ter controle. Viúvo e solitário, ele começa a se envolver com uma jovem ambiciosa que deseja apenas colocar as mãos em sua fortuna. Ela já é casada com um pobre pintor, um artista que não consegue vender nem seus próprios quadros. Cansada dele, resolve dar o golpe do baú no velho magistrado. O problema é que o veterano juiz começa a ter alucinações, ouvindo vozes de uma entidade sobrenatural. Essas crises começaram logo após ele visitar um homem acusado de assassinatos que alegava que essas mesmas vozes o levava a cometer atrocidades. Depois desse dia essa voz - essencialmente maquiavélica - começa então a torturar a mente do magistrado Cordier (Price) e ele aos poucos vai trilhando o caminho da loucura. Uma forma do juiz tentar se livrar delas vem justamente nesse novo romance improvável que surge em sua vida. O problema é que sendo a garota uma aproveitadora, ela poderá se tornar facilmente uma das suas próximas vítimas. O curioso roteiro também surpreende ao tentar dar uma explicação ao estranho fenômeno o denominando de "horla". Em nenhum momento é revelado ao espectador que estaria havendo algum tipo de possessão demoníaca em tudo o que está acontecendo, embora em determinada cena a aversão dessa entidade a uma cruz que surge demonstre justamente o contrário. Assim o texto do escritor do século XIX Guy de Maupassant se mostra mais complexo do que se possa imaginar. Em relação a Price o grande destaque é a possibilidade dele desfilar na tela toda a sua elegância natural e seus modos de um típico cavalheiro. Na vida real Price era um gentleman, um homem muito culto e refinado, que aqui encontrou um personagem à altura de sua verdadeira personalidade. Em suma, um filme de terror psicológico que se diferencia por sua inteligência e complexidade. É seguramente um dos filmes mais recomendados de Vincent Price. Não deixe de conhecer.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Wes Craven (1939 - 2015)

Segue a seguir texto que escrevemos quando da morte do cineasta Wes Craven em 2015: Lamentavelmente o mestre do terror Wes Craven faleceu no último dia 30 de agosto, aos 76 anos, em Los Angeles. Ele foi aquele tipo de cineasta que o fã de terror tinha que acompanhar sua filmografia bem de perto. Após a divulgação de sua morte criou-se uma ridícula discussão sobre a relevância ou não de sua obra entre admiradores do gênero, o que achei desrespeitoso e inútil. É óbvio e claro que Craven deve ser homenageado por quem gosta de filmes de terror. Não importa que sua carreira estivesse em baixa e nem dos filmes de má qualidade que havia assinado nos últimos anos. Ninguém, absolutamente ninguém, está isento de também cometer erros em sua arte. Wes Craven não era exceção. Assim o importante agora, mais do que tudo, é louvar seus bons filmes e as películas que marcaram toda uma geração de cinéfilos.

No total Wes Craven dirigiu 29 filmes, um número muito bom para os padrões atuais. Sua estreia na direção se deu no longínquo ano de 1972 com o filme "Aniversário Macabro". Em uma época em que filmes de terror ainda soavam tímidos em termos de ousadia e violência, Craven se despiu de qualquer amarra e fez um terror considerado pesado naquele ano. Embora o roteiro não fosse grande coisa, o diretor conseguiu imprimir muito estilo no desenvolvimento da trama. Apesar de seu debut promissor apenas cinco anos depois Craven voltaria a dirigir algo marcante. O filme se chamava "Quadrilha de Sádicos" e foi considerado tão subversivo em seu lançamento que acabou se tornando um dos mais influentes do cinema de terror moderno. Ao invés de lidar com vampiros ou monstros, Craven direcionou sua lente para a monstruosidade da alma humana ao enveredar por dentro de uma família de psicopatas extremamente brutais, bem no meio de um deserto hostil. Tanto do ponto de vista da fotografia quanto do roteiro abusivamente insano, o filme poderia ser considerado um marco do terror americano.

Depois de "O Monstro do Pântano" e da sequência "Quadrilha de Sádicos 2" o diretor iria finalmente dirigir sua grande obra prima, o filme que iria lhe colocar no panteão dos grandes mestres do terror. O filme era intitulado "A Hora do Pesadelo". Fred Krueger era o personagem central. Ele havia sido um pedófilo e assassino em vida, nascido de um estupro coletivo que agora aterrorizava um grupo de adolescentes típicos dos anos 80. O detalhe mais interessante: Fred Krueger estava morto, havia sido linchado e só conseguia surgir nos pesadelos de suas pobres vítimas! Apoiado em um argumento tão perturbador (afinal ter pavor na hora de adormecer é algo que assusta a todos), "A Nightmare on Elm Street" logo se tornou um sucesso absoluto de bilheteria. A crítica também adorou a original proposta do diretor. O personagem que havia criado, com suas garras de metal e rosto distorcido pelo fogo, virou ícone pop, tão cultuado e amado pelos fãs de cinema quanto seu principal rival nas matanças das telas, o Jason de "Sexta-Feira 13". Estava inaugurado o cinema de terror dos grandes psicopatas de mentirinha que, a despeito de tudo isso, ainda conseguiam assustar muito o público.

"A Hora do Pesadelo" redefiniu toda a carreira de Craven que a partir daí ficou esmagado por sua maior criação. Todos queriam que o cineasta voltasse às telas com algo tão original, bom e aterrorizador quanto Krueger. A verdade porém é que houve um esgotamento por parte do diretor depois daquele filme. Ele parecia não ter mais ideias novas. Filmes como "A Maldição de Samantha", "Shocker - 100.000 Volts de Terror", "As Criaturas Atrás das Paredes" e "A Maldição dos Mortos-Vivos" podiam até divertir, mas estavam longe, bem longe, da genialidade que se esperava dele. Como declarou certa vez em uma entrevista, Craven parecia assombrado por sua própria criação, a tal ponto que resolveu se distanciar um pouco da franquia que nascia com força comercial em filmes, séries de TV e revistas, todas explorando o universo doentio de Fred Krueger.

Apenas dez anos depois do primeiro "A Hora do Pesadelo" foi que Wes Craven resolveu finalmente dirigir um novo filme sobre o infame assassino de jovens. "O Novo Pesadelo: O Retorno de Freddy Krueger" de 1994 deixou um gostinho de decepção no ar, já que todos esperavam por uma nova obra prima e isso não aconteceu. Era apenas mais um filme da franquia, sem muitas novidades dignas de nota. O fracasso comercial de "Um Vampiro no Brooklyn", com Eddie Murphy, um ano depois só agravou ainda mais o quadro e o prestigio do diretor em Hollywood. Ele parecia não ter mais nada de novo a dizer, sem rumo e sem direção certa a seguir na carreira.

Seu renascimento como diretor comercialmente consagrado só viria mesmo com "Pânico"! O curioso é que Craven escreveu uma espécie de sátira em cima dos filmes de terror, brincando o tempo todo com os clichês mais habituais do gênero. O público amou o resultado final e em pouco tempo Craven tinha outra franquia milionária em mãos. Só que ao contrário do que havia acontecido com "A Hora do Pesadelo" aqui ele faria questão de dirigir todas as continuações, exercendo mão de ferro sobre sua popular nova criação. Quatro filmes de "Pânico" depois e Craven já era um multimilionário. Com a velhice chegando ele começou a recusar a direção de filmes importantes, que fizeram muito sucesso depois. Ao invés disso resolveu se arriscar em produções duvidosas com roteiros fracos. "A Sétima Alma" é um exemplo dessa má fase do diretor.

Finalmente há quatro anos Wes Craven finalmente se despediu do cinema com o fracasso de "Pânico 4", um terror que não era tão ruim como se dizia na época de seu lançamento. Depois dessa decepção o diretor resolveu dar um tempo. Continuou produzindo e esporadicamente escrevendo alguns roteiros, mas nada muito frequente. Depois que sua saúde ficou debilitada ele se distanciou ainda mais da possibilidade de vir a dirigir novos filmes. Tudo bem que "Pânico 4" não foi uma despedida à altura do que tanto fez em sua carreira, mas certamente, pelo conjunto da obra, Craven merece todo o reconhecimento e elogios. Foi realmente um mestre do terror em sua passagem entre nós. Descanse em paz, Wes Craven.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Guia de Episódios - Fargo / Better Call Saul

Fargo 1.01 - The Crocodile's Dilemma
Depois que "Hannibal" e "Bates Motel" tiveram êxito na TV americana era de se esperar que outros filmes fossem adaptados para o mundo das séries. Assim, seguindo esses passos, surge esse "Fargo". Provavelmente você seja jovem demais ou então simplesmente nunca tenha assistido a "Fargo", filme lançado em 1996, com direção de Joel Coen. O filme foi bastante elogiado na época de seu lançamento. Acontece que a história real que deu origem ao roteiro da produção original era tão instigante que era questão de tempo para que virasse uma série. No fundo o enredo envolvendo diversas mortes numa cidadezinha gelada e sem importância de Minnesota revela na verdade a mediocridade da vida cotidiana de certas pessoas. O personagem Lester Nygaard (Martin Freeman) é o símbolo disso. Ele foi vítima de bullying nos tempos de escola e por pura infelicidade reencontra o valentão que o agredia naqueles tempos. O sujeito se acha no direito de voltar a ofendê-lo, bem no meio da rua, na frente de seus filhos. Para piorar a vida de Lester não é ruim apenas fora de casa, mas dentro também. Ele é casado com uma víbora, uma mulher que lhe humilha e lhe rebaixa sempre que pode. Um casamento sem amor, um verdadeiro inferno. A vida de Lester porém muda quando ele encontra por acaso a figura de Lorne Malvo (Billy Bob Thornton), um assassino profissional. O resto é história, aliás história mesmo, pois tudo foi baseado em fatos reais! Com mais de uma hora de duração esse episódio piloto já deixa claro que a série é realmente muito boa, ideal para acompanhar daqui em diante. Realmente Classe A. / Fargo 1.01 - The Crocodile's Dilemma (EUA, 2014) Direção: Adam Bernstein / Roteiro: Noah Hawley / Elenco: Billy Bob Thornton, Allison Tolman, Colin Hanks.

Fargo 1.02 - The Rooster Prince
Esse episódio toca em uma questão que é bem comum, inclusive no Brasil. Em cidades pequenas do interior a rede de amizades e relações sociais que existem entre as pessoas geralmente acabam prejudicando investigações policiais e mais além, até mesmo julgamentos são comprometidos por esse tipo de situação. Não é à toa que o tribunal do júri geralmente acaba fracassando no Brasil em cidadezinhas pelo interior afora. Mas voltemos a Fargo. Após as diversas mortes do primeiro episódio a polícia local continua a dar voltas sem ir a lugar nenhum. O xerife Bill Oswalt (Bob Odenkirk) foi amigo de escola de Lester Nygaard (Martin Freeman) e por isso se recusa a acreditar na tese de sua colega de farda, que insiste em dizer que Lester tem muito provavelmente algo a ver com os crimes. Para Bill isso seria uma bobagem, já que Lester sempre foi um garoto tímido, frágil, que jamais faria mal a alguém (e ele, para surpresa de todos, fez ao matar sua própria esposa com um martelo no porão de sua casa!). O ator Bob Odenkirk aliás é o mesmo que interpretou o advogado picareta Saul Goodman na série de grande sucesso "Breaking Bad". Ver ele aqui, com outra caracterização completamente diferente, interpretando um xerife bronco e caipira não deixa de ser uma das maiores diversões de acompanhar essa nova série. Tenho gostado muito dessa versão televisiva de "Fargo". O formato de muitos episódios proporciona um melhor desenvolvimento de todos os personagens, algo que não aconteceu no filme por motivos óbvios. / Fargo 1.02 - The Rooster Prince (EUA, 2014) Direção: Adam Bernstein / Roteiro: Noah Hawley, Noah Hawley / Elenco: Billy Bob Thornton, Allison Tolman, Colin Hanks, Bob Odenkirk, Martin Freeman.

Better Call Saul 1.01 - Uno
Bom, se você acompanhou a maravilhosa série "Breaking Bad" já sabe muito bem quem é Saul Goodman (Bob Odenkirk). Ele é aquele advogado completamente picareta que vivia de dar cobertura para Walter White e Jesse Pinkman. Certamente era um dos mais divertidos coadjuvantes dessa série que realmente marcou época. A partir daí era de se esperar que algum spin off aparecesse no horizonte. Assim os produtores aprovaram a ideia do criador e roteirista Vince Gilligan em focar apenas nele nesse novo seriado. O episódio tem duas linhas narrativas. Uma no presente, com Saul de bigode, trabalhando em uma lanchonete de Shopping Center. Claro que depois de tudo o que ele aprontou era mesmo previsível que ele tentasse se esconder atrás de um disfarce pelo resto de sua vida. Sua vida passa longe da adrenalina do passado. Após cumprir seu expediente tedioso tudo o que lhe resta é voltar para casa, solitário e deprimido. Para relembrar um pouco de seus tempos de advogado ele resolve rever em uma velha fita vhs as propagandas de TV que estrelava, onde sempre usava o bordão "Better Call Saul". A partir desse ponto o episódio dá um longo flashback, mostrando acontecimentos em sua vida, anteriores inclusive ao que acompanhamos em "Breaking Bad". O episódio piloto fez grande sucesso de audiência na TV americana, mas lamento dizer que me deixou um pouco decepcionado. Menos divertido e cômico do que era de se esperar a série precisa se soltar mais, criando situações realmente engraçadas, já que Saul sempre foi um alívio de humor na série que lhe deu origem. Do jeito que está ficou sombrio e melancólico além da conta. Espero que daqui para frente acertem o tom de uma vez. / Better Call Saul 1.01 - Uno (EUA, 2015) Direção: Vince Gilligan / Roteiro: Vince Gilligan, Peter Gould / Elenco: Bob Odenkirk, Jonathan Banks, Rhea Seehorn.

Better Call Saul 1.02 - Mijo
Esse segundo episódio foi bem melhor do que o primeiro. Na verdade os roteiristas encontraram o tom certo, mostrando e investindo muito mais no bom humor, que sempre foi o símbolo do personagem em "Breaking Bad". Nesse aqui Saul paga por suas picaretagens. Após se unir a dois skatistas sem noção, ele vê seu plano de arrancar dinheiro de uma pobre velhinha ir por água abaixo. Isso porque a velha senhora tem um neto que não vai deixar isso barato. O sujeito mais parece ter saído de uma gangue de traficantes mexicanos. Com cara de poucos amigos, ele resolve colocar Saul e seus comparsas em seus devidos lugares. Após render o trio de picaretas, ele então  leva todos para o deserto do Novo México - praticamente uma sentença de morte para quem conhece aquela região hostil! Lá ocorre a melhor cena do episódio. Saul, tal como se estivesse numa audiência de conciliação judicial, começa a barganhar com o criminoso, tentando convencer que não se mate os jovens, pois eles possuem uma mãe doente (o que é uma tremenda lorota) e que apenas lhes sejam aplicados uma lição, do tipo "quebrar suas pernas". Impecável realmente e muito divertido. O desfecho também é muito engraçado. Para os fãs de "Breaking Bad" vale a pena prestar atenção pois vários personagens da série original vão aparecendo em pequenas aparições, tão rápidas que merecem mesmo atenção dobrada! O caminho é esse, espero que continuem por essa linha daqui em diante. / Better Call Saul 1.02 - Mijo (EUA, 2015) Direção: Michelle MacLaren / Roteiro: Vince Gilligan, Peter Gould / Elenco: Bob Odenkirk, Jonathan Banks, Rhea Seehorn.

Better Call Saul 1.03 - Nacho
As aparências enganam. Quando uma família inteira desaparece de sua casa, sem deixar rastros, todos começam a desconfiar que Jimmy McGill (Bob Odenkirk), ou melhor dizendo Saul, estaria envolvido com o que supostamente seria um sequestro! Seria mesmo? Afinal de contas ninguém colocaria a mão no fogo por esse advogado especializado não em direito civil ou penal, mas sim em trambiques e fraudes de todos os tipos! Assim Saul resolve ir por conta própria atrás dessa família que parecia um modelo de honestidade e bondade, a típica família suburbana norte-americana, com tudo o que isso significa. Mesmo com terno, maleta e tudo, ele assim resolve encarar o desafio de sair pelo meio do deserto em busca deles! Aos poucos a realidade vai surgindo, mostrando que as primeiras deduções estavam completamente erradas. De todos os episódios dessa nova série "Better Call Saul" esse foi um dos mais divertidos, recuperando em parte o bom humor que caracterizava esse personagem na série "Breaking Bad". Pessoalmente acredito que esse programa não irá muito longe, provavelmente consiga duas ou até mesmo três temporadas pela frente (e isso sendo bem otimista). A questão é que Saul se encaixava muito bem na série original, mas aqui, de forma solo, falta um pouco mais de conteúdo para manter a atenção do espectador por um longo período. Vamos ver até onde "Better Call Saul" consegue ir. / Better Call Saul 1.03 - Nacho (EUA, 2015) Direção: Terry McDonough / Roteiro: Vince Gilligan, Peter Gould / Elenco: Bob Odenkirk, Jonathan Banks, Rhea Seehorn.

Better Call Saul 1.04 - Hero
Nesse episódio Jimmy McGill (Bob Odenkirk), ou melhor dizendo Saul, recebe pela primeira vez suborno - e fica com a consciência pesada por isso, quem diria... Pois é, em começo de carreira ele tenta levantar a bola de seu escritório situado nos fundo de um salão de beleza. O dinheiro é oferecido pela mesma família que a polícia pensa estar sequestrada, mas que na verdade se mandou para fugir com uma bolada de um golpe financeiro. Assim Saul acaba embolsando a grana e nem pensa duas vezes, compra um terno novo, roupas elegantes e contrata um imenso outdoor em uma avenida com suas já conhecidas propagandas picaretas (que iriam ficar famosas em "Breaking Bad"). Como se tudo isso não fosse o bastante ainda usa a logomarca de um escritório conhecido da cidade, tudo com o objetivo de angariar clientes de forma nada ética! Afinal de contas se não fosse jogar sujo ele não seria o velho Saul que conhecemos. Depois de ser processado administrativamente ele é condenado a retirar a propaganda enganosa, não sem antes fazer um grande teatro, como se estivesse sendo perseguido por ricos e poderosos e toda essa situação absurda acaba ocasionando um evento que acredite o vai transformar em um herói na mídia por 15 minutos (afinal todos terão seus quinze minutos de fama um dia)! Quinto episódio da temporada dessa nova série que sinceramente ainda não conseguiu me convencer muito. Sigo acompanhando mais ou menos no controle remoto. Embora seja fã de "Breaking Bad" esse Spin-off ainda não empolgou. Só o tempo dirá quando tempo ainda irei acompanhar. Por enquanto só tem servido mesmo para nos deixar com saudades de Walter White e cia. / Better Call Saul 1.05 - Hero (EUA, 2015) Direção: Colin Bucksey / Roteiro: Vince Gilligan, Peter Gould / Elenco: Bob Odenkirk, Jonathan Banks, Rhea Seehorn.
 
Better Call Saul 1.05 - Alpine Shepherd Boy
O episódio do outdoor trouxe finalmente a publicidade que Saul precisava. O problema é que os clientes que vão surgindo são os piores possíveis. Um rico e ignorante fazendeiro do Texas quer que seu rancho vire um país independente dos Estados Unidos, tal como se fosse um Vaticano americano. O outro coloca uma babá eletrônica na privada e pensa que se trata de uma nova invenção maravilhosa! Enfim, só pessoas sem noção, algumas completamente loucas. Ser advogado freelancer definitivamente não é fácil para Saul. Para piorar o seu irmão é levado sob custódia sob a acusação de ter roubado o jornal da vizinha! Como se sabe Chuck tem problemas em sair de casa (não se sabe se é um tipo de loucura ou uma condição real). Ele diz ter hiper sensibilidade à eletricidade o que o faz viver isolado em uma casa escura e sem nenhuma luz ou aparelho elétrico. Envolto em uma malha de alumínio ele tem ataques e convulsões se exposto a qualquer tipo de eletricidade. Mesmo uma lâmpada comum o deixa em pânico. Levado a um hospital após sofrer um colapso Saul precisa convencer a médica que o atende que ele realmente tem algum problema. Para a doutora ele é apenas um sujeito com problemas psicológicos sérios e nada mais. Enquanto isso Saul tem que correr atrás de clientes - e ele escolhe um asilo de idosos - seu cinismo nessa cena é a melhor coisa do episódio. Muito divertido. No mais a série ainda luta para encontrar seu próprio caminho. Por enquanto ainda não encontrou o tom certo. / Better Call Saul 1.05 - Alpine Shepherd Boy (EUA, 2015) Direção: Nicole Kassell / Roteiro: Vince Gilligan, Peter Gould  / Elenco: Bob Odenkirk, Jonathan Banks, Rhea Seehorn.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Guia de Episódios - Pretty Little Liars

Pretty Little Liars 4.01 - A Is for A-l-i-v-e
"Pretty Little Liars" é uma febre entre as adolescentes americanas. A série que começou para ter apenas uma temporada fez tanto sucesso que já vai seguindo rumo à sétima temporada!!! Isso tem um lado bom para a emissora que assim fatura horrores, mas também joga a série em um labirinto sem fim de pistas e enrolações onde nada é decifrado, sendo cada um episódio apenas um gancho para outro episódio e no final de tudo nada se resolve. Na quarta temporada, por exemplo, ainda persiste o mistério sobre a identidade de "A". Ninguém sabe ao certo quem seria ela e nisso a embromação ganha ares épicos. Para falar a verdade "Pretty Little Liars" se sustenta apenas pelo carisma à toda prova do elenco, formado por jovens atrizes gracinhas que conseguem manter o interesse na série. No mais Aria (Lucy Hale) continua enrolada com sua paixão ainda não resolvida pelo professor Ezra (Ian Harding) e Moma (Janel Parrish) se une às garotas para tentar decifrar o enigma de "A", o que não deixa de ser contraditório, já que apenas alguns episódios antes a própria Moma era a principal suspeita. Enfim se preparem meninas para mais uma rodada sem fim de embromação! Teste seus limites de paciência! / Pretty Little Liars - A Is for A-l-i-v-e (EUA, 2013) Direção: I. Marlene King / Roteiro: I. Marlene King, Sara Shepard / Elenco: Troian Bellisario, Ashley Benson, Tyler Blackburn, Lucy Hale.

Pretty Little Liars 4.02 - Turn of the Shoe
"Pretty Little Liars" finalmente chegou nas telas brasileiras e está sendo exibida pelo SBT com o pavoroso título nacional de "Malvadas". Vai entender a mente desses tradutores. De qualquer forma a saga das quatro garotas segue em frente. O espectador obviamente não saberá quem é "A" nesse episódio, mas pistas vão surgindo aqui e ali para tentar juntar o quebra-cabeças. Como o próprio título do episódio entrega, a peça central aqui é um sapato manchado de lama que Hanna Marin (Ashley Benson) descobre em sua própria casa, debaixo da pia. O objeto pertence à sua mãe, o que faz com que pela primeira vez ela apareça como uma potencial suspeita. E eu pensando que a mãe da Hanna Banana só servia mesmo para contracenar com ela na cozinha (praticamente todas as cenas delas juntas é nesse recinto da casa, provavelmente por ser o único cenário!). Pitadas de ironia à parte, o fato é que "Pretty Little Liars" caiu mesmo no gosto das adolescentes. Outro acontecimento digno de nota é a recusa de matrícula da universidade em relação a Spencer Hastings (Troian Bellisario). Ela tem seu pedido recusado, o que a deixa arrasada pois sempre foi a mais estudiosa das Liars. Enquanto isso Aria Montgomery (interpretada pela atriz Lucy Hale, que tem uma incrível semelhança com Priscilla Presley quando jovem) vai se enamorando do professor de artes marciais. A garota pelo visto tem mesmo obsessão por professores mais velhos! Por fim a mais chatinha do grupo, a sem graça Emily Fields (Shay Mitchell), sofre um sério acidente na piscina. Trocando em miúdos, um típico episódio da série. / Pretty Little Liars 4.02 - Turn of the Shoe (EUA, 2013) Direção: Joanna Kerns / Roteiro: I. Marlene King, Sara Shepard / Elenco: Troian Bellisario, Ashley Benson, Tyler Blackburn, Lucy Hale.

Pretty Little Liars 4.03 - Cat's Cradle
Que tal mais algumas doses dessa "guilty pleasure"? Pois é, a série segue em frente sem maiores sinais que o espectador vai finalmente descobrir quem é na verdade "A", a misteriosa entidade que vive chantageando as garotas. Pode ser uma só pessoa ou várias, como já foi ficando bem claro em vários episódios. Nesse episódio as meninas acabam descobrindo algumas pistas valiosas. Mexendo em tralhas de Alison DiLaurentis (Sasha Pieterse) elas descobrem uma máscara, que já havia sido usada várias vezes em ataques misteriosos anteriormente. Seguindo pistas vão parar no estúdio onde a peça foi confeccionada. A modelo usada foi a própria Alison. Várias máscaras foram produzidas, provando que elas ainda estão por ali. A mais reveladora descoberta vem porém quando elas descobrem que na mesma ocasião Melissa, irmã de Spencer Hastings (Troian Bellisario) também esteve por lá! Isso começa a formar de novo um quebra-cabeça onde surge Melissa, velha suspeita de todas as Liars. Estariam realmente certas sobre isso? / Pretty Little Liars 4.03 - Cat's Cradle (EUA, 2013) Direção: Norman Buckley / Roteiro: I. Marlene King, Sara Shepard / Elenco: Troian Bellisario, Ashley Benson, Tyler Blackburn, Lucy Hale.
 
Pretty Little Liars 4.05 - Gamma Zeta Die!
O sonho da mãe de Spencer Hastings (Troian Bellisario) é enviar ela para uma boa universidade. Para isso resolve contratar um conselheiro para preparar a filhona para sua nova vida. O problema é que Spencer parece mais preocupada com outras coisas, entre elas descobrir quem seria "A". Já Hanna leva um susto quando encontra uma arma nas coisas da mãe. Ela já vinha desconfiada de certas coisas, de certas histórias mal explicadas, de meias verdades que encontrou pelo meio do caminho. Assim elas decidem ir mais a fundo em suas investigações e acabam fazendo uma visita numa universidade, tudo com a intenção de seguir mais pistas envolvendo "A" e sua verdadeira identidade. Para falar a verdade nem sei mais porque assisto essa série adolescente. Na verdade deve ser algum tipo de masoquismo de ver um episódio atrás do outro sem que nada seja explicado. A enrolação de "Pretty Little Liars" atinge realmente picos olímpicos, pois a série já está chegando na marca expressiva de 150 episódios e nada de revelar o mistério que move sua trama! Uma coisa de outro mundo mesmo! Pior do que isso só o péssimo título no Brasil (Maldosas), um nome que mais parece ter saído de uma novela mexicana de quinta categoria! / Pretty Little Liars 4.05 - Gamma Zeta Die! / Direção: Mick Garris / Roteiro: Marlene King, Sara Shepard/ Elenco: Troian Bellisario, Ashley Benson, Tyler Blackburn.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Guia de Episódios - The Flash / The Astronaut Wives Club / Dominion / Manhattan

The Flash 1.01 - Pilot
Sou suspeito para avaliar uma série como essa. Escrevo isso porque sendo bem sincero nunca fui muito fã desse personagem. Eu me lembro vagamente da antiga série, que inclusive chegou a ser exibido pela Rede Globo na época, em 1990. Durou apenas uma temporada e para falar a verdade não chegou a fazer muito sucesso. Na verdade o Flash é um dos heróis que menos me interessam no universo DC. A Warner tem se dado bem em termos de audiência com "Arrow", então era de se esperar que outro personagem da mesma galeria viesse a ganhar uma nova série para o canal a cabo da empresa. Dito isso lamento confessar que esse episódio piloto não me empolgou em nada. O Flash aqui está bem mais jovem do que na antiga versão e o ator que o interpreta, o jovem Grant Gustin, é bem medíocre. O problema central é que o nível etário também caiu para o produto como um todo. Assim o que temos aqui é realmente um seriado mais infanto-juvenil, que provavelmente pouco interessará aos mais adultos. Comparações são sempre equivocadas, porém aqui abrirei uma exceção para dizer que "Arrow" é bem mais interessante do que esse "The Flash". Claro que o arqueiro verde até faz uma micro participação para dar uma força ao novo herói, mas isso soa mesmo gratuito e sem importância. Muito provavelmente não seguirei acompanhando, já que com tantas séries interessantes no ar não há como perder tempo com algo que não se curtiu muito. Vida que segue. / The Flash 1.01 - Pilot (EUA, 2014) Direção: David Nutter / Roteiro: Greg Berlanti, Andrew Kreisberg  / Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabaker.

The Astronaut Wives Club 1.01 - Launch
Essa é a nova série do canal abc. O enredo se passa no começo dos anos 1960. Os Estados Unidos se empenhavam para colocar o primeiro homem no espaço, mas perdem essa honra quando os russos colocam o cosmonauta Iuri Gagarin em órbita. A partir daí o governo de John Kennedy começa a se empenhar totalmente para colocar o primeiro homem na lua. E tudo começa justamente com o projeto Mercury que é mostrado nesse primeiro episódio. O roteiro dessa série porém não se preocupa em explorar a vida política envolvendo a questão e nem muito menos se propõe a mostrar os preparativos e a vida dos astronautas, mas sim focar o interesse nas esposas deles. Na época houve um intenso interesse nelas, uma vez que eram consideradas mulheres de grande coragem por causa da profissão arriscada de seus maridos. Assim a protagonista acaba sendo Louise Shepard (Dominique McElligott), esposa do astronauta Alan Shepard (Desmond Harrington), que em pouco tempo se tornaria o primeiro americano no espaço. Bom, obviamente que a história é interessante e provavelmente chamará a atenção dos que gostam da história da corrida espacial. Infelizmente, como acontece com quase todas as séries da abc, tudo é bem açucarado, amenizado e plastificado. Até mesmo questões que poderiam trazer um pouco de carga dramática para a série - como o fato de Alan Shepard ter sido um grande mulherengo - são deixadas de lado, sem grande desenvolvimento. Tudo é tão família e enlatado que se torna quase constrangedor. Mesmo assim vou seguir em frente acompanhando. Só o simples fato de se passar na década de 60 já é um ponto de interesse. Não tenho ideia se a série vai melhorar com o tempo, mas vale pelo menos lhe dar o benefício da dúvida. / The Astronaut Wives Club 1.01 - Launch (EUA, 2015) Direção: Lone Scherfig / Roteiro: Stephanie Savage / Elenco: JoAnna Garcia Swisher, Yvonne Strahovski, Dominique McElligott.

Manhattan 1.01 - You Always Hurt the One You Love
Episódio piloto dessa nova série Manhattan. Bom, se você andou matando as aulas de história o projeto Manhattan foi um dos mais importantes da história militar dos Estados Unidos. Foi através dele que os americanos conseguiram chegar na tecnologia atômica, criando uma bomba definitiva, que prometia encerrar de uma vez por todas a Segunda Guerra Mundial. Nesse primeiro episódio, como era de se esperar, todos os personagens são apresentados ao espectador. De uma maneira geral temos dois grupos de cientistas disputando internamente para decidir quem seguirá dando as cartas dentro do projeto. Embora não haja um foco em cima de apenas um personagem o enredo coloca em relevo um jovem físico e sua esposa que vão para o meio do deserto desenvolver teorias que depois seriam usadas na construção da bomba. Na verdade o acampamento no meio do nada mais parecia um grupo de habitações provisórias das forças armadas, o que levava as esposas à loucura pela falta de estrutura. No geral temos uma boa série, bem roteirizada e com boa direção de arte e reconstituição histórica. Essa promete por isso seguirei acompanhando.

Dominion 1.03 - Broken Places
Estou quase jogando a toalha dessa série. As coisas andam ruim demais. Claro que por ser uma série do canal Syfy não era de se esperar por nenhuma obra prima da televisão. O problema é mesmo de roteiro. Os episódios não são mal feitos, passa longe disso, alguns efeitos especiais são até bacanas, mas os textos são embaralhados, não possuem fluidez e para completar a trama é completamente truncada e confusa. Pouca coisa lembra o filme original (que repito, não era também lá grande coisa). Fizeram uma mistura indigesta além da conta, se tivessem simplificado mais, teria sido mais eficiente. Agora de todas as coisas ruins de Dominion a mais marcante é mesmo o protagonista e seu papel dentro da estória, uma mistura boba e tosca que o coloca como uma espécie de messias da raça humana. O problema é que como "messias" o sujeito não tem filosofia nenhuma, sabedoria zero e carisma abaixo da escala. Quem em sã consciência consegue acreditar em algo assim, tão sem conteúdo? Pois é, os anjos que me desculpem, gosto muito desse tema, mas seguir em frente está ficando complicado. Daqui a pouco quem baterá asas será esse que vos escreve. / Dominion - Broken Places (EUA, 2013) Direção: Rick Jacobson / Roteiro: Vaun Wilmott, Dario Scardapane / Elenco: Christopher Egan, Tom Wisdom, Roxanne McKee.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Preacher

Finalmente assisti o primeiro episódio dessa nova série chamada Preacher. É uma adaptação para a TV da cult graphic novel dos quadrinhos criada por Garth Ennis e Steve Dillon. Em um universo onde céu, inferno e o nosso mundo se cruzam, o padre Jesse Custer (Dominic Cooper) tenta sobreviver a uma grave crise de fé. Ele nunca foi um excelente sacerdote, na verdade não consegue sequer fazer um bom sermão aos domingos e agora pensa seriamente em abandonar tudo. Titular de uma pequena paróquia no fim do mundo (na verdade uma cidadezinha do Texas) ele tem poucos fiéis e uma rotina que engloba problemas com seus seguidores, brigas de bar com valentões locais e um conflito pessoal envolvendo bebidas. Passa longe de ser um pregador modelo. Tudo muda quando, durante uma noite solitária, ele é confrontado, dentro de sua própria igreja, com algo incompreensível, uma força sobrenatural que não consegue explicar.

Pela sinopse deu para ver que a premissa é das melhores. Provavelmente Preacher seria bem legal se não houvesse certos exageros que vão surgindo no meio do episódio, coisas que são bem típicas do mundo dos quadrinhos e quem nem sempre dão muito certo quando adaptadas para filmes ou séries. Uma delas é esse estilo mais cartunesco e exagerado. A personagem Tulip O'Hare, por exemplo, é apresentada numa sequência muito nonsense onde ela acaba até mesmo derrubando um helicóptero militar. Quando religiosos do mundo inteiro são atacados por essa estranha força sobrenatural (que nos gibis seria o gênesis, um monstro do além), tudo soa muito desproporcional, com seus corpos literalmente explodindo, espalhando sangue e tripas para todos os lados. Vai parecer bem estranho para quem não é ligado nos gibis. Mesmo assim, como não sou especialista no universo de Preacher nos quadrinhos, tenho no mínimo a curiosidade para acompanhar a série daqui para frente. Vamos ver se a série vai prender a minha atenção de alguma forma.

Preacher
(EUA, 2016)
Direção: Evan Goldberg, Seth Rogen
Roteiro: Evan Goldberg, Seth Rogen
Elenco: Dominic Cooper, Joseph Gilgun, Ruth Negga

Pablo Aluísio.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Jekyll & Hyde

Jekyll & Hyde 1.01 - The Harbinger
Apenas mediana essa nova série sobre o famoso clássico da literatura "Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde" escrito por Robert Louis Stevenson em 1886. Na verdade usaram o enredo do livro original apenas como ponto de partida. O personagem principal não é o Dr. Jekyll de Stevenson, mas sim seu filho, Robert Jekyll (Tom Bateman). A ação se passa na década de 1930 na colônia britânica da Índia. É lá que vive o jovem que foi criado por um casal de indianos. Ele herdou os problemas do pai, ou seja, quando submetido a tensão ou stress muda de personalidade, assumindo um modo de ser agressivo, ofensivo e brigão, surgindo dentro de si o infame Mr. Hyde. A obra clássica original está completamente descaracterizada nessa nova série, até porque fica claro desde o começo que esse novo programa visa conquistar o público mais jovem. Por essa razão surgem monstros (muito bem feitos por sinal) inexistentes no livro, como uma criatura chamada de Arauto, metade homem, metade cão, que profetiza a chegada de um mestre que irá destruir toda a Inglaterra. Os roteiristas criaram também um setor de inteligência do governo inglês especializado em fenômenos sobrenaturais (como se fossem Homens de Preto do século XIX). A produção é muito boa, com cenários e figurinos luxuosos. Pena que não optaram por contar ou adaptar o clássico da literatura de terror. Aqui surge algo mais desfigurado, tentando alcançar um público mais jovem e moderno, o que acabou descaracterizando praticamente tudo. Vou tentar seguir acompanhando, mesmo com um pé atrás. Possa até ser que melhore com o passar do tempo, muito embora não tenha gostado da premissa inicial. Por enquanto o que posso antecipar é que esse episódio piloto deixa um pouco a desejar. Porém como há um certo potencial vou dar o benefício da dúvida. / Jekyll & Hyde 1.01 - The Harbinger (Inglaterra, 2015) Direção: Colin Teague / Roteiro: Charlie Higson / Elenco: Tom Bateman, Donald Sumpter, Natalie Gumede.

Jekyll & Hyde 1.02 - Mr Hyde
No episódio anterior o Dr. Robert Jekyll (Tom Bateman) acaba sendo esfaqueado após uma intensa briga numa taverna. Agora ele está de volta à consciência. Para sua surpresa descobre que o ferimento cicatrizou completamente, sem lhe deixar quaisquer danos físicos. Em meio a lembranças ele se recorda que fora ajudado pelo barman, Garson (Donald Sumpter), que no passado trabalhou para a família Jekyll como assistente pessoal. Robert retorna ao bar em busca de maiores informações e consegue convencer Garson a ir com ele de volta à velha mansão de seu avô. Lá Garson resolveu revelar tudo, levando inclusive Robert e seu advogado até o antigo laboratório de seu avô, onde tudo teria começado. O velho acreditava que o ser humano na realidade trazia duas personalidades distintas em um só corpo. Tentando separá-las ele acabou criando uma poção que acabou por revelar seu pior lado, o Mr Hyde, um sujeito brigão, mal caráter, egoísta, egocêntrico e portador de todos os piores defeitos que um ser humano pode carregar consigo. Assim Robert acaba descobrindo de onde teria vindo essa sua outra personalidade que se manifesta nas horas mais impróprias. E ele também precisa ficar mais atento pois surge um estranho perseguidor em sua vida, o Capitão Dance (Enzo Cilenti). Bom episódio que vai revelando cada mais da trama. Por enquanto "Jekyll & Hyde" ainda vai demonstrando seguir uma linha mais juvenil, com monstros, etc, porém acredito que tem potencial para melhorar. Vou seguir acompanhando. Só espero que não derrape vertiginosamente em sua qualidade. / Jekyll & Hyde 1.02 - Mr Hyde (EUA, 2015) Direção: Colin Teague / Roteiro: Charlie Higson / Elenco: Tom Bateman, Donald Sumpter, Enzo Cilenti, Mohamed Adamaly, Nadika Aluwihare, Michael Ballard.

Jekyll & Hyde 1.03 - The Cutter
Essa série "Jekyll & Hyde" tem boa produção, bom elenco e uma reconstituição histórica de primeira linha. Além disso material não lhe falta já que o conhecido enredo que lhe deu origem é um dos mais celebrados do mundo Sci-fi. O que anda tão errado então? Na minha forma de ver a tentativa dos produtores em transformar a série em um produto mais comercial, voltado principalmente para o público mais adolescente, pode vir a colocar tudo a perder. Há uma série de monstros que vão surgindo do nada, bem apelativos e já não tão bem feitos, que tiram parte de graça ou do suspense que poderia vir a cada episódio. E isso tudo já vai ficando claro aqui no terceiro episódio da primeira temporada (cedo demais para esse tipo de coisa acontecer). Nessa linha de séries de terror "Jekyll & Hyde" já anda comendo poeira de programas bem melhores como "Salem" e até mesmo "The Frankenstein Chronicles". Nem vou comparar com "Penny Dreadful" porque aí já seria covardia demais. Ainda darei mais chances para melhorar, mas se continuar com esses momentos bem tolinhos realmente deixarei para trás, sem arrependimentos. / Jekyll & Hyde 1.03 - The Cutter (EUA, 2015) Direção: Colin Teague / Roteiro: Charlie Higson / Elenco:  Mohamed Adamaly, Nadika Aluwihare, Tom Bateman.

Jekyll & Hyde 1.04 - The Calyx
Sim, ainda estou insistindo em "Jekyll & Hyde". Um dos motivos - além de gostar da estória original - é sua direção de arte. Tudo é tão caprichado em termos de visual, figurinos, design, cenários, etc, que me faz seguir em frente mesmo sabendo que os roteiros não são lá grande coisa e nem que tudo esteja sendo desenvolvido muito bem. Na verdade ficou óbvio desde o começo que a produtora ITV quis criar um produto vinculado ao público mais jovem, adolescente. Não há nada de errado nisso, desde que venham a melhorar em termos de roteiro que muitas vezes são fracos demais. Nesse episódio aqui há um elemento novo na trama, um cálice que conteria o coração de um ser demoníaco do passado. O problema estaria em abrir tal artefato. Apenas uma pessoa com uma força descomunal poderia fazê-lo. Por essa razão os vilões vão atrás de Hyde. Capturam Robert Jekyll (Tom Bateman) e fazem de tudo para que ele finalmente se transforme em Hyde, passando para o seu lado, abrindo o tal cálice contendo o coração de Lord Trashy. Aqui nesse episódio há a destruição de um dos principais vilões da série, o Capitão Dance (Enzo Cilenti), o que me deixou surpreso pois pensei que ele seria o principal antagonista de Jekyll e Hyde. Enfim, temos que reconhecer que ainda falta muito para Jekyll & Hyde ser tão bom como material que lhe deu origem, mas pelo sim e pelo não vamos continuar acompanhando. / Jekyll & Hyde 1.04 - The Calyx (Inglaterra, 2015) Direção: Joss Agnew / Roteiro: Charlie Higson / Elenco: Tom Bateman, Ruby Bentall, Amy Bowden, Enzo Cilenti.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Guia de Episódios - Hannibal

Hannibal 1.07 - Sorbet
Jantar de alto nível é isso aí. Belas iguarias servidas à mesa pelo sofisticado e elegante Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen). Com uma lista classe A de convidados ele capricha bem no menu. Receitas da mais fina cozinha gourmet. O que todos ignoram é que a carne servida é de... órgãos de seres humanos! Pois é, segue a série de um dos psicopatas mais famosos do cinema na TV. Devo confessar que comecei a acompanhar "Hannibal" com uma certa resistência, afinal o personagem já havia sido imortalizado em uma franquia de filmes realmente maravilhosos no cinema. Haveria espaço para ele no mundo das séries? O fato porém é que essa série televisiva conseguiu criar identidade própria e a cada novo episódio surpreende cada vez mais. Nesse em particular o inspetor Jack Crawford (Laurence Fishburne) quebra a cabeça para colocar as mãos no estripador que anda aterrorizando sua cidade. Quando um jovem é encontrado em uma banheira cheia de sangue, com ferimentos profundos e sinais de brutalização em seu corpo, ele logo associa aos crimes cometidos pelo psicopata que anda perseguindo (que a imprensa batizou de "Estripador de Chesapeake"). Essa porém não é a opinião de Will Graham (Hugh Dancy), pois em sua visão se trata de outro criminoso, com estilo diferenciado. Enquanto eles não chegam em uma conclusão o  Dr. Hannibal Lecter segue preparando seus pratos finos. Fígado cortado em fatias elegantes, baço no liquidificador e coração ao molho! Estão servidos? Ah, antes que me esqueça, nesse episódio temos a participação muito especial da atriz Gillian Anderson (de "Arquivo X"), interpretando a Dr. Bedelia Du Maurier, psiquiatra do próprio Hannibal! Quem diria... / Hannibal 1.07 - Sorbet (EUA, 2013) Direção: James Foley / Roteiro: Bryan Fuller, Thomas Harris  / Elenco: Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Laurence Fishburne, Gillian Anderson, Caroline Dhavernas.

Hannibal 1.08 - Fromage
Não é raro um tipo de psicopatia gerar algum tipo de interesse em outra. É basicamente isso que temos explorado nesse episódio da série "Hannibal". Perceba que o Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) fica particularmente interessado nos métodos de Tobias Budge (Demore Barnes). E quem é ele? Um psicopata que usa as vísceras de suas vítimas para confeccionar delicadas cordas de instrumentos musicais clássicos como violoncelos e violinos. Tobias usa o intestino das pessoas que mata para criar finas e precisas cordas que acabam caindo no gosto dos mais exigentes músicos das principais filarmônicas dos Estados Unidos. O próprio Tobias é um sujeito refinado, extremamente culto e educado, que nas horas vagas se propõe a dar vazão a estranhas experiências, como por exemplo, tentar tocar in natura as cordas vocais de uma pessoa assassinada! Algo que logo chama a atenção de Hannibal que em determinado momento fica em dúvida se deve matar ele ou se tornar seu amigo, embora como saibamos é complicado para um psicopata ter amizade com quem quer que seja, já que a empatia não é algo presente na personalidade desses indivíduos. Outro fato curioso é que nesse episódio vemos que psicanálise demais também pode não fazer muito bem a uma pessoa! Acompanhe a razão: O assassino psicopata Tobias é paciente de um psiquiatra que por sua vez faz análise com Hannibal que por sua vez também é paciente da Dra Bedelia Du Maurier (Gillian Anderson, maravilhosamente fria no papel). E qual é o resultado desse ciclo nada evolutivo? Mais mortes e mortes em cada episódio para seu divertimento! / Hannibal 1.08 - Fromage (EUA, 2013) Direção: Tim Hunter / Roteiro:  Bryan Fuller, Thomas Harris / Elenco: Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Caroline Dhavernas.

Hannibal 1.09 - Trou Normand
Abigail Hobbs (Kacey Rohl) deixa mais ou menos claro para o Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) que sabia do que acontecia ao seu redor, de todas as mortes e assassinatos das jovens e até mesmo ajudava nos crimes de forma indireta. Isso era algo que Hannibal já desconfiava por causa de sua experiência profissional com assassinos em série. Afinal de contas a insanidade completa também pode ser genética e a mente humana realmente guarda recintos completamente obscuros e sinistros. Enquanto isso Will Graham (Hugh Dancy) começa a perceber que ele próprio está perdendo sua sanidade, sofrendo lapsos mentais, surgindo em lugares sem nem saber como foi parar lá! Claro que ele nunca foi o que podemos chamar de um sujeito normal, mas agora os ataques parecem tomar um rumo totalmente diferente do passado! Para piorar ainda mais o que já anda bem ruim o assassino que ele persegue resolve fazer uma obra de "arte" surreal, uma espécie de totem composto de corpos humanos expostos em uma praia deserta, algo completamente bizarro e assustador. Pelo visto ele deseja não apenas ser descoberto como também reconhecido por seus inúmeros crimes, uma velha obsessão que persegue certos serial killers, sempre dispostos a ganhar alguns minutos de infâmia. O grande atrativo desse episódio em particular vem da presença do ótimo ator Lance Henriksen. Conhecido de tantos filmes e séries, ele aqui surge em um personagem completamente sombrio, um homem atormentado por seu passado. Sem freios morais e éticos, ele acaba cometendo um erro fatal ao eliminar uma pessoa sem saber que ele próprio tinha laços de sangue com ela. Nesse processo acaba descobrindo que sua próxima parada é realmente o inferno. / Hannibal 1.09 - Trou Normand (EUA, 2013) Direção: Guillermo Navarro / Roteiro: Bryan Fuller, Thomas Harris, baseados no livro "Red Dragon" / Elenco: Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Lance Henriksen, Caroline Dhavernas.

Hannibal 1.10 - Buffet Froid
Uma garota morando sozinha percebe, pouco antes de pegar no sono, estranhos sons vindos da casa. Para piorar pingos de água começam a cair vindos do sótão. Sem outra alternativa, ainda sonolenta, ela sobe as escadas para ver o que está acontecendo. Há um buraco no teto e ela nem desconfia que também há um invasor dentro de sua residência que entrou lá justamente por aquele buraco em seu telhado. Depois de tentar consertar, ela finalmente volta para seu quarto apenas para ser surpreendida pelo assassino que a espera na escuridão. A morte brutal da jovem se torna mais um caso para Will Graham (Hugh Dancy) sondar, com seus poderes sensitivos, o que teria de fato acontecido na cena do crime. Dessa vez porém ele nota algo estranho. Ele não apenas consegue ver o que aconteceu, como também sentir-se na pele do próprio assassino, algo que o assusta e o deixa desnorteado pois nunca havia acontecido antes. Para o Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) tudo aquilo soa clinicamente muito interessante e ele resolve fazer novos exames em Will. Descobre-se, entre outras coisas, que Will sofre de encefalite, o que acabaria alterando sua percepção da realidade, justificando assim em parte suas estranhas visões. Hannibal porém decide preservar essa informação só para si, como algo valioso que poderá ser usado em um futuro próximo. Em relação às investigações, o modo em que a vítima é encontrada leva o Dr. Hannibal a levantar teses sobre a doença mental que estaria por trás das mortes. Pelo que deduz o assassino seria um portador de uma raro distúrbio mental chamado de Síndrome de Carton. Essa alteraria o modo de funcionamento do cérebro, fazendo com que o doente se convencesse de que na verdade já estaria morto! Além disso impediria ao paciente de reconhecer rostos humanos, o tornando violento e irracional. A brutalidade dos crimes seria assim apenas um efeito desse estado mental. Mais um bom episódio da série Hannibal, aqui valorizado por duas novidades: pela primeira vez o espectador verá Lecter brutalizando uma de suas vítimas e Will finalmente passa a ser encarado como um doente e não apenas como um "escolhido" com visões paranormais especiais. / Hannibal 1.10 - Buffet Froid (EUA, 2013) Direção: John Dahl / Roteiro: Bryan Fuller, Thomas Harris, baseados nos personagens criados no livro "Red Dragon" / Elenco: Mads Mikkelsen, Caroline Dhavernas, Hugh Dancy, Laurence Fishburne.

Hannibal 1.11 - Rôti 
O episódio começa quando o Dr. Abel Gideon, um assassino serial, é enviado para seu julgamento. Ele matou todas as pessoas de sua família. Em sua defesa ele alega que após passar por vários psiquiatras e psicoterapeutas acabou sendo induzido a acreditar que ele seria na verdade o próprio estripador de Chesapeake. Cirurgião respeitado, viu sua carreira e sua vida ruir após os crimes. Durante o transporte da cadeia para o tribunal ele consegue escapar. De volta às ruas começa uma insana jornada de vingança contra todos os psiquiatras que ele considera culpados por sua situação. Enquanto o matador psicopata sai cometendo seus assassinatos, Will Graham (Hugh Dancy) começa a perder o controle de suas visões, ficando aos poucos sem saber distinguir os delírios da realidade ao seu redor. Algo que intriga o Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen), Bom episódio de Hannibal. Esse roteiro explora um aspecto bem curioso, a do paciente que acaba ficando mais insano do que nunca após passar por terapias que deveriam lhe curar. A mente humana certamente pode ser um lugar bem misterioso. / Hannibal 1.11 - Rôti (EUA, 2013) Direção: Guillermo Navarro / Roteiro: Bryan Fuller, Thomas Harris / Elenco: Mads Mikkelsen, Hugh Dancy, Caroline Dhavernas.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Stalker

Stalker 1.01 - Pilot
Estou começando a assistir com certo atraso essa série "Stalker" que inclusive, se não estou enganado, já foi cancelada nos Estados Unidos. É outro programa assinado e criado pelo Kevin Williamson (da franquia "Pânico" e da série "The Vampire Diaries"). A marca registrada desse produtor é justamente esse tipo de terror mais adolescente, ao estilo horror enlatado para jovens. O foco aqui é desviado para esse tipo de criminoso denominado "perseguidor" (Stalker em inglês), que anda muito em voga atualmente, seja no mundo real ou virtual. São pessoas que se tornam obcecadas por outras e por essa razão passam a acompanhar todos os seus passos de forma oculta, escondida, nas sombras. O termo Stalker pode inclusive se referir tanto ao tipo mais inofensivo que apenas se contenta em ver tudo de longe o que acontece na vida de seu "crush" (um outro termo tirado do mundo adolescente que designa a pessoa perseguida) como também aos psicopatas que se tornam obcecados por determinadas pessoas e partem para a violência física contra elas após um certo tempo. Obviamente a série se concentra justamente nesse segundo tipo, caso contrário teríamos uma série sobre adolescentes apaixonadas e isso não faria muito sentido. Nesse primeiro episódio temos um grupo especializado em casos envolvendo stalkers da polícia de Los Angeles. Eles precisam lidar com dois casos: no primeiro um homem de meia idade, casado, careca e barrigudo, se apaixona por uma jovem que conheceu na academia. Em crise de meia-idade ele acaba se apaixonando e ficando obcecado por seu novo amor. Algo comum que acontece geralmente com homens que não conseguem lidar muito bem com a velhice que vem chegando. Após o breve romance chegar ao fim, ele se torna um stalker na vida da garota. No outro inquérito policial os agentes precisam resolver um estranho caso de obsessão envolvendo dois jovens que foram colegas de quarto numa faculdade. Embora esse primeiro episódio seja bem regular eu pude perceber que tudo caminha mesmo para o mais convencional. O formato é quadradinho, bem mainstream e nada inovador. Pode ser que os episódios seguintes tragam algum tipo de melhoria ou inovação, algo que não vemos nesse episódio piloto que é bem na média do que se vê costumeiramente em enlatados americanos de uma maneira em geral. Nada muito ousado ou inovador. / Stalker 1.01 - Pilot (EUA, 2014) Direção: Liz Friedlander / Roteiro: Kevin Williamson / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Mariana Klaveno.

Stalker 1.02 - Whatever Happened to Baby James?
A série "Stalker" é bem na média, feijão com arroz. Passa longe da qualidade de outros programas que atualmente estão em exibição na TV americana. Mesmo assim, para um fim de noite sem compromissos, pode servir como mero passatempo. Aqui uma adolescente começa a perceber que há um perseguidor à espreita. Ela sempre tem essa sensação de estar sendo observada o tempo todo. Suas suspeitas se confirmam quando alguém entra em sua casa, à noite, enquanto está sozinha ao lado do irmão, um garotinho de dez anos de idade. Desesperada, acaba fugindo para o meio da rua, pedindo socorro. As suspeitas da identidade do invasor recaem sobre um pedófilo que mora nas redondezas. As investigações porém se mostram equivocadas. Não se trata de um maníaco, mas sim de uma jovem mãe, acima de quaisquer suspeitas, que mora na vizinhança. Ela perdeu seu jovem filho há poucos meses e não conseguiu superar a perda. Na verdade ela não estava atrás da adolescente - que pensava estar sendo vítima de um stalker - mas sim de seu jovem irmãozinho, pois em sua mente deteriorada ela procura por um "substituto" para o filho morto. Pela sinopse você percebe que não há nada demais no enredo e nem o segredo é algo assim tão surpreendente. Isso porém tem pouca importância. "Stalker" é realmente apenas uma boa diversão sem pretensão. Afinal de contas Kevin Williamson passa longe de ser um Steven Soderbergh. PS: O título do episódio é uma bem sacada homenagem com o clássico estrelado por Bette Davis e Joan Crawford em 1962 chamado "What Ever Happened to Baby Jane?" (O Que Aconteceu com Baby Jane?, no Brasil). / Stalker 1.02 - Whatever Happened to Baby James? (EUA, 2014) Direção: Liz Friedlander / Roteiro: Kevin Williamson, Sanford Golden / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Victor Rasuk.

Stalker 1.03 - Manhunt
Para muitas mulheres o dia do casamento é o mais feliz de suas vidas. Pois é, algumas ainda associam casamento a felicidade absoluta! Mas enfim... Pois é justamente no dia de seu matrinônio que a filha de um renomado policial de Los Angeles encontra seu trágico destino. Ao subir no altar ela é atingida na cabeça por um tiro certeiro, dado por um sniper (um atirador de elite). Imediatamente todas as suspeitas recaem sobre um ex-namorado dela, um veterano dos fuzileiros navais, que jamais conseguiu se recompor após levar um fora dela (a clássica situação que dá origem ao Stalker, o perseguidor rejeitado, que passa a seguir os passos do amor perdido). Para piorar ele havia sido deixado para trás por causa de um amor lésbico! O detetive Jack Larsen (Dylan McDermott), do departamento especializado nesse tipo de caso da polícia de Los Angeles, logo passa a desconfiar desse tipo de solução que para ele parece ser óbvia demais. Mais um episódio de "Stalker" onde aqui os roteiristas focaram em um roteiro do tipo reviravolta, onde nada parece ser o que se pensava ser inicialmente. A série como um todo é na média, nada muito sofisticado ou surpreendente, mas como já escrevi antes tem potencial. Um caso curioso é que o próprio detetive Larsen é na verdade um stalker de sua ex-esposa, uma mulher que o detesta e o ameaça caso ele não vá embora de volta para Nova Iorque. Enfim, vale a pena acompanhar, até porque é mais uma que leva a assinatura de Kevin Williamson, o Workaholic mais obsessivo da TV americana. / Stalker 1.03 - Manhunt (EUA, 2014) Direção: Bronwen Hughes / Roteiro: Kevin Williamson, Brett Mahoney / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Mariana Klaveno.

Stalker 1.04 - Phobia
O Stalker (perseguidor) desse episódio é um tipo diferente de criminoso. Ele não se contenta apenas em seguir os passos, de longe, de seus alvos, mas ir além, explorando a fobia de cada uma para seu próprio prazer sádico pessoal. É um investidor do mercado financeiro que encontra suas vítimas em sites de encontros e namoros. Assim ele descobre que, por exemplo, determinada garota teria fobia do escuro, o que lhe inspira a fazer uma invasão às escuras ou então que tem pavor de serpentes o que o faz encher o quarto de sua vítima com víboras de todos os tipos. Enquanto as jovens se apavoram, gritam em desespero, ele filma tudo, se deliciando com tudo o que acontece. Parece insano demais para você? Pois é, os roteiristas queriam justamente isso. O mais curioso de Stalker é que o personagem principal, o policial Jack Larsen (Dylan McDermott), também é um stalker em sua vida privada, algo que piorou muito quando foi deixado por sua ex-esposa. Dessa maneira ninguém realmente escapa. / Stalker 1.04 - Phobia (EUA, 2014) Direção: Roxann Dawson / Roteiro:  Kevin Williamson, Heather Zuhlke / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Victor Rasuk .

Stalker 1.05 -  The Haunting
No começo parece ser um caso clássico de perseguição (stalking). Uma jovem e bonita garota universitária dispensa seu namorado por ele ser emocionalmente infantil e imaturo. Depois ela começa a perceber que ele anda à espreita. Quando é aterrorizada por um cara vestido de palhaço numa loja de fantasias (na verdade o amigo de seu namorado tentando passar uma peça nela), resolve procurar a polícia. O detetive Jack Larsen (Dylan McDermott) começa então a juntar todas as peças. Para sua surpresa ele descobre que na verdade o perseguidor não é seu ex-namorado, mas sim o antigo proprietário da velha casa onde moram. No passado o lugar foi palco de um crime horrível, envolvendo a morte de uma mulher e seu filho por seu próprio marido. Os anos passam e o tal criminoso finalmente é liberado do manicômio judicial. De volta às ruas ela volta para sua casa em busca de um passado que já não existe mais. Mais um episódio divertido de se acompanhar dessa série. Embora "Stalker" seja em muitos aspectos bem convencional ela traz algumas tiradas bem boladas em seus roteiros, como por exemplo o fato do investigador Jack ser ele próprio um stalker de sua ex-esposa! / Stalker 1.05 -  The Haunting (EUA, 2014) Direção: Brad Turner / Roteiro: Kevin Williamson / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Victor Rasuk.

Stalker 1.06 - Love Is a Battlefield
Situação clássica: Mulher se divorcia do marido e no divórcio acaba levando praticamente toda a sua fortuna. Acontece que ele a traiu com uma mulher bem mais jovem e por essa razão oitenta por cento de seus bens acabam indo para a ex-esposa traída. Coisa de contratos pré-nupciais bem elaborados. Agora ela denuncia que está sofrendo assédio de um perseguidor, que pode ser ou não ser ex-marido, mas que ao que tudo indica poderá ser ele mesmo, ainda mais agora que está financeiramente arruinado. Para investigar entram em campo os policiais do departamento especializado em stalkers, ou melhor dizendo, perseguidores que ficam obcecados por determinadas pessoas. Esse episódio usa e abusa das chamadas reviravoltas, o que no final das contas não é grande coisa, embora divirta bastante o espectador. A série inclusive é bem na média do que é exibido na TV americana. Kevin Williamson não parece ter se dedicado muito a essa sua nova criação e por essa razão talvez a série tenha ficado apenas na primeira temporada (foi cancelada recentemente). Para distrair um pouco a mente, como puro passatempo, até que está valendo. Assim vou tentar assistir todos os episódios (12 ao total). Já que comecei, espero finalizar. / Stalker 1.06 - Love Is a Battlefield (Estados Unidos, 2014) Direção: Omar Madha / Roteiro: Kevin Williamson, Dewayne Darian Jones / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Victor Rasuk.

Pablo Aluísio.

domingo, 28 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Salem

Salem 1.02 - The Stone Child
Na história real Salem foi uma cidade atingida em cheio pela Inquisição Protestante onde muitos homens e mulheres foram queimadas vivas ou enforcadas acusados de bruxaria. Na série porém temos um quadro de realismo fantástico, onde as bruxas existem, são poderosas e dominam o lugar com punhos de ferro. Mais uma produção muito bem realizada com estilosa direção de arte. Esse episódio em especial abre com uma frase interessante que diz: "A maioria das pessoas que já viveu na história estão mortas. E grande parte delas ardem nas profundezas do inferno pela eternidade"! Pela frase já deu para perceber que a série é bem escrita mesmo, palmas aos roteiristas. Mary Sibley é a personagem central. Bruxa, maquiavélica e cruel ela controla seu marido (colocando um sapo em sua boca) e como ele é o homem mais poderoso de Salem também tem a cidade sob seu domínio. Para quem aprecia cenas fortes duas sequências chamam a atenção nesse episódio: um aborto horrível e uma busca por um corpo em uma vala com vários cadáveres em decomposição. Uma série não recomendada para pessoas impressionáveis demais.

Salem 1.04 - Survivors
Um navio contaminado pela temida gripe espanhola chega no porto de Salem, pequena vila da colônia britânica no novo mundo. Para evitar que todos os habitantes morram ao terem contato com essa terrível doença que matou milhões de pessoas na Europa, Mary Sibley (Janet Montgomery) determina que ele fique bem longe da costa, de quarentena. Começa assim mais um episódio dessa série "Salem". O cenário é a famosa cidade americana que foi palco de um dos mais tristes eventos da inquisição protestante quando pastores deram ouvidos a uma jovem de apenas 12 anos de idade e saíram queimando homens e mulheres acusados de bruxaria e magia negra. Nesse episódio um pai católico realiza um exorcismo em sua própria filha pois ela apresenta um comportamento muito estranho, bem de acordo com o que se esperaria de uma jovem possuída por forças do mal. A questão é que ela foi enfeitiçada pela própria Sra Sibley, que debaixo de sua fachada de moradora exemplar da cidade esconde um grande segredo: ela própria é uma bruxa, das mais aterrorizantes da região. No geral "Salem" vem melhorando a cada episódio. Começou meio sem ritmo, ainda vacilante, mas conforme os episódios seguem em frente ela apresenta notáveis avanços. Também colabora e muito a boa presença da atriz Janet Montgomery. Ela tem um olhar tão expressivo que muitas vezes se torna desnecessários o uso de maquiagem e efeitos digitais. Bela interpretação. Por essa e por outras seguirei acompanhando daqui para frente, sem planos de desistir da série. / Salem 1.04 - Survivors (EUA, 2014) Direção: David Von Ancken / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon/ Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.05 - Lies
Uma das maiores loucuras da inquisição protestante aconteceu na cidadezinha de Salem, Massachusetts, no ano de 1692. Após algumas jovens relatarem que tiveram pesadelos com bruxas o pastor local, que também era um magistrado poderoso dentro da região, começou a perseguição contra as pessoas que supostamente estariam praticando bruxaria em rituais de magia negra realizados no meio da floresta. A paranóia, completamente sem controle, se espalhou e em pouco tempo sessões de torturas e execuções se tornaram prática costumeira. Um horror que serviu para demonstrar que o fanatismo religioso pode ser algo muito perigoso. O trágico acontecimento entrou na história americana, deu origem a livros e filmes e agora chega na TV em forma de série, só que ao invés de contar os acontecimentos históricos tais como se passaram os produtores resolveram investir forte na pura ficção e fantasia. A personagem central chamada Mary Sibley (Janet Montgomery) é de fato uma bruxa que coloca sob seu feitiço o homem mais poderoso do lugar, se tornando assim uma das pessoas mais influentes da cidade. Nesse episódio uma encomenda especial chega para ela, enviada diretamente da Europa. Se trata de um artefato usado em rituais de feitiçaria, que acaba caindo nas mãos erradas. Para Sibley é imperioso que ela tome posse do tal objeto que segundo a tradição teria o poder de invocar demônios de grande poder. Além disso Sibley precisa controlar uma jovem garota que se diz possuída pelo diabo. Ela começa a usar seu suposto poder de reconhecer bruxas e bruxos como forma de manipulação, punição e chantagem com os moradores locais. Algo que realmente aconteceu na história real. Insanidades que só o mais puro fanatismo causado pela religião podem causar. / Salem 1.05 - Lies (EUA, 2014) Direção: Sergio Mimica-Gezzan / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon/ Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.07 - Our Own Private America
Outra série de terror que começou meio irregular e foi melhorando com o tempo. O que salva "Salem" de outras séries próximas e derivadas e o caminho escolhido pelos roteiristas em explorar melhor o suspense e o terror. Nada de temáticas mais voltadas ao público adolescente. Aos poucos a série vai escolhendo o caminho do mais sinistro e isso conta muitos pontos a favor. Nesse episódio continua a disputa pelo artefato conhecido como Malum. Um objeto milenar, usado na antiguidade para evocar entidades do mal. Aqui temos uma novidade e tanto, a entrada no jogo de poder de Salem de um velho pastor, um veterano que sabe muito bem como tratar bruxas e seguidores de seitas satânicas (lembrando que dentro do universo de Salem as bruxas são uma realidade e não apenas fruto de superstições de uma era de obscurantismo). Pois bem, para descobrir onde foi parar o tal objeto, Mary Sibley (Janet Montgomery) resolve entrar literalmente na mente e nos pensamentos de John Alden (Shane West), algo muito perigoso e pouco tentado nos séculos passados. O perigo é que Sibley simplesmente se perca ao adentrar a mente de John, ficando presa para sempre nesse universo paralelo. É praticamente uma possessão entre pessoas vivas. Enfim, tudo muito interessante. Destaque para a cena em que três pessoas de uma mesma família são acusadas de bruxaria e queimadas vivas numa grande fogueira bem no centro de Salem. Efeitos especiais muito bem realizados. / Salem 1.07 - Our Own Private America (EUA, 2014) Direção: David Von Ancken / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Ashley Madekwe.

Salem 1.08 - Departures
Nenhuma série de terror sobre bruxas estaria completa sem a presença de um inquisidor. Alguém que colocaria todos os seus conhecimentos para destruir as filhas de Satã. Quem exerce essa função em "Salem" é o pastor puritano Increase Mather (Stephen Lang). Depois de alguns anos fora, viajando pela colônia, ele finalmente retorna para a pequena, mas próspera Salem. Ele havia deixado seu jovem filho como pastor da vila, mas ele se revelou fraco em sua fé. Pior do que isso, acabou caindo nas tentações da carne, vergonhosamente se apaixonando por uma das prostitutas do bordel local. Algo completamente inadmissível para Increase. E é justamente o bordel que se torna seu primeiro alvo. Numa vistoria no estabelecimento ele encontra peças usadas em rituais de magia negra. Imediatamente prende a dona do prostíbulo e a acusa de ser uma bruxa. Depois disso seguem os procedimentos de sempre: torturas e buscas por outras adeptas de satanismo. O que o experiente inquisidor ainda não sabe é que a líder das bruxas é a suposta respeitável Mary Sibley (Janet Montgomery) que logo despacha seu marido enfeitiçado para Boston, com receios de que Mather descubra tudo. Esse é certamente um episódio muito bom. "Salem" começou um pouco sem rumo, mas depois pegou ritmo. Hoje em dia é certamente uma das séries de terror mais interessantes da TV americana. / Salem 1.08 - Departures (EUA, 2014) Direção: Alex Zakrzewski / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Stephen Lang, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.09 - Children, Be Afraid
Confome vimos nos episódios anteriores o inquisidor Increase Mather (Stephen Lang) segue em sua caça às bruxas de Salem. Desde que resgatou George Sibley (Michael Mulheren) da morte na floresta ele está convencido que ele está sob o feitiço de alguma bruxa. E suas suspeitas vão se concretizando ainda mais, principalmente depois que descobre que a esposa de George, Mary Sibley (Janet Montgomery), mandou um de seus lacaios dar em segredo um estranho líquido para George. Para Mather essa seria mais uma poção proveniente de bruxaria. Convencido disso ruma até a casa de Mary com seus homens - todos com tochas em suas mãos como era comum na captura de bruxas durante aqueles tempos. Uma vez lá acaba sendo surpreendido pois uma das jovens que seguem Mary acusa Tituba (Ashley Madekwe) de ser a verdadeira feiticeira do povoado, uma vez que ela inclusive mantém uma tarântula como entidade de ligação com seu mestre, o próprio Satã. Imediatamente ela é presa e levada até o calabouço de Mather. A fogueira está mais próxima do que nunca. Eis aqui mais um bom episódio da série Salem. É a tal coisa, essa série de terror começou meio vacilante, com problemas de roteiro, mas aos poucos foi se acertando. Hoje já podemos dizer que é um bom programa para o fim de noite, principalmente se você gosta de terror histórico. Pois é crianças, tenham medo, muito medo! / Salem 1.09 - Children, Be Afraid (EUA, 2014) Direção: David Grossman / Roteiro:  Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.10 - The House of Pain
A tortura foi um método muito utilizado na inquisição protestante que se alastrou pelas colônias americanas. Nesse episódio isso é bem explorado. A escrava negra Tituba (Ashley Madekwe) foi acusada de bruxaria. Não era de toda inverídica a acusação uma vez que ela realmente lidava com forças ocultas e malignas. Presa pelo pastor Increase Mather (Stephen Lang) ela começa a ser torturada para entregar as outras pessoas de Salem envolvidas com bruxaria. É interessante essa cena porque o personagem de Stephen Long (ótimo ator, por sinal) começa a apresentar para sua prisioneira alguns instrumentos de tortura usados pela inquisição. Todos eles, diga-se de passagem, verdadeiros, que foram usados em torturas reais durante a idade média. Entre eles chamo a atenção para a "pera", um artefato completamente macabro e cruel. De uma forma ou outra o velho pastor faz jus a sua fama de realmente arrancar informações de hereges em geral, só que para sua surpresa os nomes que Tituba vai lhe passando não eram bem aqueles que ele esperava. Enquanto isso Mary Sibley (Montgomery), a verdadeira culpada, vai se safando. Pois é, mesmo a passos de tartaruga estou indo em frente nessa série Salem. O tema me interessa, além disso os episódios estão cada vez melhores. Que novas perseguições venham! Vale a pena acompanhar. / Salem 1.10 - The House of Pain (EUA, 2014) Direção: David Von Ancken / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.11 - Cat and Mouse
O inquisidor Increase Mather (Stephen Lang, em ótima interpretação) segue sua caça às bruxas. Ele sabe que Mary Sibley (Janet Montgomery) está envolvida em atos de bruxaria, mas ainda não tem provas. Como diz o ditado ele então começa a comer pelas beiradas, atingindo pessoas que rodeiam Sibley. Após prender sua criada acusada de ser uma bruxa, ele parte em busca de um grupo de jovens de Salem, lideradas pela insana Mercy Lewis (Elise Eberle, uma atriz de traços bem marcantes). Ele a enfrenta no meio do nada, na floresta, em uma bem articulada cena, com muito suspense e violência. É a tal coisa, Salem consegue divertir e assustar ao mesmo tempo. Tem algumas boberinhas aqui e acolá, mas nada que comprometa. Aqui Mather promove uma sessão de tortura básica com as garotas presas pela inquisição. Com um grande caldeirão de água fervendo ele resolve respingar gotas em todas elas. Coisa de sádico. Outro bom momento desse episódio acontece quando Increase Mather, em pleno sermão de domingo, é interrompido pelo próprio filho que o acusa de ser o próprio representante do diabo na Terra. Uma vibe pra lá de sinistra, isso literalmente falando, é claro! / Salem 1.11 - Cat and Mouse (EUA, 2014) Direção: Tricia Brock / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.13 - All Fall Down 
Último episódio da primeira temporada. É a tal coisa, a série começou meio aos trancos e barrancos, mas depois foi melhorando. Nesse décimo terceiro episódio as coisas ficam ainda melhores, embora em minha opinião a série tenha entrado em um beco sem saída em termos de enredo, afinal de contas o que poderia vir depois de tudo o que acontece aqui? Segue spoiler, assim se você ainda não assistiu fique por aqui na leitura. Pois bem, "All Fall Down" traz o desfecho para vários personagens importantes da série. Por amor, Mary Sibley (Janet Montgomery) resolve salvar John Alden (Shane West) da morte o salvando, tirando ele das mãos do inquisidor, o deixando livre no meio da floresta. Depois disso resolve ir para o tudo ou nada contra o inquisidor Increase Mather (Stephen Lang, certamente interpretando o melhor personagem da série). Depois de uma luta feroz ele acaba sendo morto por Sibley, pior do que isso, descobre também que foi enganado, trazendo o sangue de inocentes para o famigerado ritual que Sibley está prestes a realizar, libertando a morte escarlate pelo mundo. O assassinato de Mather fecha um ciclo narrativo extremamente importante na série e fico com dúvidas se ainda há algo a explorar em uma segunda temporada! Como eu escrevi, tudo parece tão consumado que fica complicado antever o que virá na sequência. De qualquer maneira esse episódio final de Salem vale muito a pena. Realmente acabou superando até mesmo minhas mais elevadas expectativas. Ponto para a série. Que novos episódios venham. / Salem 1.13 - All Fall Down (Estados Unidos, 2014) Direção: David Von Ancken / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel, Stephen Lang.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Gotham

Gotham 1.01 - Pilot
Muito bom esse primeiro episódio dessa nova séria da Warner. A primeira cena já mostra que teremos coisa muito boa pela frente. O garoto Bruce Wayne sai do cinema ao lado dos pais e são encurralados em um beco escuro e deserto. O suposto assaltante acaba matando os dois. Se você conhece a mitologia do Batman sabe muito bem que esse é o ponto de partida decisivo de toda a sua vida. Depois desse crime terrível finalmente surge Jim Gordon (Ben McKenzie). Ele é um novato no departamento de polícia da cidade. Idealista e honesto, Gordon promete ao jovem Bruce Wayne que irá desvendar esse crime (mal sabendo que no futuro ambos serão grandes parceiros na luta contra o crime!). O roteiro desse episódio piloto foi muito bem escrito pois vai introduzindo todos os grandes personagens e vilões do universo de Batman de forma muito sutil e inteligente. Ainda jovens e no começo de suas carreiras criminosas lá estão o Pinguim, a Mulher-Gato, o Charada (que passa despercebido de muitos) e o infame mafioso Carmine Falcone (também muito bem explorado na nova saga em quadrinhos "Batman Eterno"). O ator que intepreta Gordon (futuro comissário da cidade) é o conhecido Ben McKenzie. Não se lembra dele? Ora, apesar de ainda ser bem jovem já é um veterano de boas séries de TV desde "The O.C", passando pela mais recente "Southland", onde também interpretava um policial em uma cidade repleta de crimes e violência. Curiosamente não é o primeiro trabalho do ator envolvendo Batman, pois ele dublou o famoso personagem na elogiada animação "Batman: Ano Um" em 2011. Pelo jeito tomou gosto por esse universo. No saldo geral gostei de praticamente tudo, dos figurinos, da direção de arte primorosa, do elenco, do bom enredo e principalmente pelos pequenos detalhes que vão surgindo aos poucos, fazendo com que o fã do Homem-Morcego se sinta verdadeiramente desafiado a ir juntando todas as peças. Realmente, pelo que se vê aqui, essa série promete e muito! Das novas que estão pintando na programação é certamente uma das mais promissoras. / Gotham 1.01 - Pilot (EUA, 2014) Direção: Danny Cannon / Roteiro: Bruno Heller, Mitch Brian / Elenco: Ben McKenzie, Jada Pinkett Smith, Donal Logue.

Gotham 1.02 - Selina Kyle
Há um novo temor em Gotham City. Um estranho casal está recolhendo crianças abandonadas pelas ruas. Sorridentes, chegando oferecendo guloseimas e doces, eles atraem as crianças e depois as levam, sem que ninguém saiba exatamente do que se trata. Entre os adolescentes que viram alvo está justamente a jovem Selina, que prefere ser chamada de "Cat" (sim, estamos na presença da futura Mulher-Gato). Interpretada pela atriz Camren Bicondova, ela se torna a única a escapar das garras desses criminosos. Enquanto isso o mordomo Alfred procura novamente pelo policial James Gordon (Ben McKenzie). Ele deseja que Gordon tenha novamente uma conversa com o garoto Bruce Wayne que começa a desenvolver um estranho comportamento, desafiando o medo e a dor com exercícios de resistência, como colocar sua própria mão em uma vela acessa. A vida de Gordon inclusive anda bem movimentada. Ele está de namoro com a riquinha Barbara, que indiretamente o usa para conseguir furos de notícias no jornal onde trabalha. Já no mundo do crime o mafioso Carmine Falcone (John Doman) resolve enfrentar frente a frente Fish Mooney (Jada Pinkett Smith). Os rumores que ela estaria prestes a derrubá-lo teriam algum fundamento? E o que falar de Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor)? Com andar esquisito que lhe valeu o apelido de Pinguim, ele precisa retornar para Gotham após cair no lago da cidade. Depois de várias horas andando pela estrada acaba conseguindo carona de dois jovens estudantes. Péssima ideia por parte deles. Assim que entra no carro ele dá execução a mais uma atividade criminosa, matando um deles, para depois pedir um gordo resgate pelo sobrevivente. Assim temos mais um bom episódio dessa série que ao que tudo indica veio mesmo para ficar. / Gotham 1.02 - Selina Kyle (EUA, 2014) Direção: Danny Cannon / Roteiro: Bruno Heller  / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.03 - The Balloonman
Eticamente falando Gotham City mais se parece com uma lata de lixo. Os políticos são corruptos, os juízes corrompidos e os policiais extremamente mal vistos pela população. No meio de tanta desilusão e falta de esperanças não é de se espantar que comecem a surgir vigilantes pela cidade, entre eles aquele chamado pela imprensa de Balloonman (O Homem-Balão). Estranho nome não é mesmo? Sim... acontece que ele prende a escória de Gotham em um balão e os deixa subir até a estratosfera, onde obviamente morrem por falta de oxigênio. Para Gordon (Ben McKenzie) nada justifica esse tipo de comportamento pois a justiça feita pelas próprias mãos vai contra a letra da lei. Ele acredito que isso é um reflexo da podridão moral que reina em todos os cantos da cidade. Enquanto isso Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor), o Pinguim, está de volta à cidade. Assim que chega presencia todos os tipos de atos ilegais, assaltos, policiais recebendo propina, furtos e tudo o mais que se possa imaginar. Obviamente sente-se em casa novamente já que ele tem uma mente deteriorada, sem quaisquer valores morais. Por enquanto porém ele ainda está longe de seus dias de glória no submundo do crime e resolve ganhar uns trocados como copeiro em um restaurante italiano. Lá acaba conhecendo Sal Maroni, um mafioso que parece ter saído direto de uma reunião da cosa nostra. Se você acompanhou Dexter vai reconhecer de imediato o ator David Zayas que interpreta esse personagem. Não lembra muito dele? Sim, é o próprio Sargento Angel Batista da Miami Metro Police do seriado sobre o mais famoso serial killer da TV. Por fim a adolescente Cat (a futura Mulher-Gato) acaba passando a perna em Gordon, o deixando literalmente afundado em um bueiro de esgoto. Certos hábitos felinos já parecem nascer com as pessoas... / Gotham 1.03 - The Balloonman (EUA, 2014) Direção: Dermott Downs / Roteiro: Bruno Heller, John Stephens / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.04 - Arkham
Quem acompanha as sagas do Batman sabe muito bem que o asilo Arkham é o terrível hospício para onde são levados todos os criminosos insanos de Gotham City. Por lá já estiveram o Coringa, o Charada, a Mulher Gato e todos os demais vilões malucos que povoam o universo do Homem Morcego. Pois bem, nesse episódio dois mafiosos disputam entre si para dominar o lugar onde Arkham está localizada. É o último bairro a ser explorado economicamente em Gotham e os planos do prefeito em modernizar aquela instituição - ou até mesmo transferi-la de lugar, acaba acirrando os ânimos entre os criminosos da cidade, pois todos eles querem levar seu pedaço nessa transação. Como se sabe Gotham parece com o nosso Brasil, sendo que praticamente todos os políticos são corruptos e as instituições públicas, como a própria prefeitura, parecem corrompidos até a alma pela lama da corrupção desenfreada. Por falar nisso o policial James Gordon (Ben McKenzie) é designado para investigar a morte de vários vereadores da cidade, todos eles envolvidos de alguma forma com o crime organizado (não disse que se parece muito com nosso querido país?). Na outra ponta narrativa Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor), mais conhecido por Pinguim, começa a subir lentamente dentro da hierarquia criminosa da quadrilha de Sal Maroni (interpretado pelo excelente David Zayas, o desde já eterno Sgt. Angel Batista da maravilhosa série "Dexter"). Então basicamente é isso. Um bom episódio que mantém o bom nível dessa inovadora transposição do universo Batman para a TV. Ah... e antes que me esqueça: há um hitman (assassino profissional) muito interessante nesse episódio, um sujeito frio e calculista que mata com requintes de crueldade, usando de uma arma toda singular. / Gotham 1.04 - Arkham (EUA, 2014) Direção: T.J. Scott / Roteiro: Bruno Heller, Ken Woodruff/ Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz, David Zayas.

Gotham 1.05 - Viper
Há uma nova droga nas ruas de Gotham City chamada Viper. Aquele que a toma começa a ter uma força fora do normal, porém o efeito não dura muito e em pouco tempo toda a estrutura óssea do viciado se transforma em pó. Algo bem devastador. Mais um problema sério surgido dentro do mundo da criminalidade que James Gordon (Ben McKenzie) precisa lidar. As investigações porém reservam mais surpresas do que era de se esperar, uma vez que o produto parece ter sido criado dentro das próprias empresas Wayne, revelando um submundo de corrupção ignorado até mesmo pelo jovem Bruce Wayne (David Mazouz) que, apesar de ser apenas um garoto, começa a se preocupar profundamente com os rumos da empresa que seu pai lhe deixou como herança e legado. Esse episódio é muito interessante e de forma indireta conta a estória do surgimento do vilão Bane, aquele fortão com super força que acabou se destacando até mesmo nos filmes de Batman no cinema. No mais, os roteiristas novamente exploram a subida ao mundo do crime do Pinguim (Robin Lord Taylor), aqui ainda um jovem inexperiente, lavador de pratos, numa das cantinas do chefão mafioso Sal Maroni (David Zayas). Ambicioso e mal caráter, ele está determinado a subir na hierarquia do crime de Gotham. Quem diria que uma origem tão humilde criaria um dos melhores inimigos da mitologia do homem-morcego? Pois é... / Gotham 1.05 - Viper (EUA, 2014) Direção: Tim Hunter / Roteiro: Bruno Heller, Rebecca Perry Cutter/ Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.06 - Spirit of the Goat
Dez anos antes Gotham City foi assolada por um estranho criminoso, um sujeito que afirmava estar possuído pelo "Espírito do Bode", uma entidade satanista que exigia sangue humano em rituais de magia negra e morte. Depois de uma caçada implacável o detetive Harvey Bullock (Donal Logue) finalmente conseguiu colocar as mãos no maníaco. Agora, uma década depois, ele precisa lidar com o mesmo tipo de modus operandi do passado. Estaria o assassino de volta? Impossível, já que ele havia sido morto pelo próprio Bullock. As vítimas agora são jovens de famílias ricas, herdeiros de verdadeiros impérios industriais da cidade. As investigações apontam para a existência de um copycat (assassinos que matam suas vítimas imitando velhos modos de execução de psicopatas do passado, geralmente o fazendo como uma maneira de "homenagear" seus "ídolos" no mundo do crime e da perversão). Bom episódio da série Gotham, com enredo fechado em si mesmo, o que deixa a brecha aberta para quem quiser assistir sem necessariamente ter assistido a todos os demais episódios. O roteiro abre possibilidades interessantes, entre elas a existência de uma possessão do demônio que se repetiria ao longo do tempo. Será mesmo? Ou apenas se está diante da mente muito perturbada de alguém que deseja reviver todos aqueles crimes? Só vendo para conferir. PS: a solução de toda a trama é muito boa, mas carece de um clímax mais empolgante. / Gotham 1.06 - Spirit of the Goat (EUA, 2014) Direção: T.J. Scott / Roteiro: Bruno Heller, Ben Edlund/ Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.07 - Penguin's Umbrella
Mesmo a passos de tartaruga sigo acompanhando "Gotham". Acredito que essa série vai responder a uma questão crucial: Será que uma série que se passa no universo de Batman, com todos os clássicos vilões, mas sem a presença do super-herói, pode realmente dar certo? "Gotham" é passada logo após a morte dos pais de Bruce Wayne e ele é apenas um garoto. O Pinguim, por exemplo, é também apenas um jovem que deseja subir na hierarquia do mundo do crime. E é justamente em cima dele que se desenvolve o enredo desse episódio. Oswald Cobblepot (o nome real do famoso vilão) é interpretado pelo bom ator Robin Lord Taylor. Ele é uma figura estranha, com cabelos sem forma e o famoso andar que lhe valeu o seu mais conhecido apelido. Dentro da criminalidade ainda não é ninguém. Na superfície parece trabalhar para o gangster Sal Maroni (David Zayas), mas na verdade está sob as ordens do rival Carmine Falcone (John Doman). É um informante que repassa informações importantes para a outra quadrilha. Esses dois chefões mafiosos vieram inclusive diretamente do mundo dos quadrinhos. Como Gotham City é um poço de crime e corrupção não poderia haver a ausência de tipos como esses. O próprio Falcone aliás resolve sequestrar a bela Barbara Kean (futura esposa do inspetor Gordon) para lhe pressionar diretamente. Numa das melhores cenas o próprio James Gordon (Ben McKenzie) é intimidado dentro da central de polícia, mostrando que as instituições não andam muito bem na cidade. Assim "Gotham" vai prendendo nossa atenção. Não diria que se tornará um grande sucesso e nem que terá muitas temporadas pela frente (justamente pela ausência do Batman), mas que é no mínimo um bom programa para se assistir no fim de semana, isso certamente é. / Gotham 1.07 - Penguin's Umbrella (EUA, 2014) Direção: Rob Bailey / Roteiro: Bruno Heller / Elenco:  Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz, John Doman, Robin Lord Taylor, David Zayas.

Gotham 1.08 - The Mask
James Gordon (Ben McKenzie) tem um novo caso para resolver. Um jovem recém formado, que há tempos vinha procurando por emprego no ramo das finanças de Gotham, é encontrado morto na rua. Os ferimentos comprovam que sua morte foi violenta. Aos poucos Gordon vai descobrindo que dentro do mercado de ações impera realmente uma competição feroz e desumana e não, não estamos nos referindo apenas ao lado mais cruel do capitalismo selvagem americano. Enquanto Gordon tenta localizar os responsáveis pela morte do jovem a cidade fervilha dentro do mundo do crime. Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor) entra em um espiral de traições e conspirações envolvendo os principais líderes criminosos da cidade. Jurado de morte por Fish Mooney (Jada Pinkett Smith) ele escapa da morte por causa da intervenção do chefão mafioso Carmine Falcone. Já para o pequeno Bruce Wayne, ainda uma criança fragilizada e traumatizada pela morte dos pais, a vida na escola não anda nada fácil. Vítima de intimidação e bullying pelos colegas, ele precisa aprender rápido a se defender, algo que contará com o apoio do fiel mordomo Alfred. Uma verdadeira chama inicial do que viria a se transformar nos anos seguintes. Por fim, a garota Selina Kyle, futura Mulher-Gato, é pega no flagrante por tiras ao tentar sair pelas ruas com uma coleção de roupas de pele. Pelo visto desde a adolescência ela já não era uma moça de fino trato! Mais um bom episódio de "Gotham", onde vários personagens clássicos da saga do Batman surgem em suas origens. O Pinguim, por exemplo, nada mais é do que um jovem aspirante ao topo do mundo do crime. Pela boa produção e pelos roteiros cheios de referências a série é uma boa pedida para o fim de semana. / Gotham 1.08 - The Mask (EUA, 2014) Direção: Paul A. Edwards / Roteiro: Bruno Heller, John Stephens / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.09 - Harvey Dent
Nesse episódio a série "Gotham" apresenta o vilão Duas-Caras. Na história da série, passada ainda quando Bruce Wayne é apenas um garotinho, Harvey Dent nada mais é do que um jovem promotor com acessos de ira. Ele quer encurralar um figurão da cidade, um empresário bilionário, e não mede esforços para conseguir seus objetivos. Sempre com uma moeda nas mãos, com duas faces iguais, cabelo engomadinho, ele já demonstra claramente alguns sinais de desequilíbrio mental que iriam se tornar a marca registrada do vilão dentro da mitologia do Batman. Outro aspecto curioso vem da aproximação entre Selina Kyle (a futura Mulher-Gato, interpretada pela gatinha Camren Bicondova) e o adolescente Bruce Wayne (David Mazouz). Ela é levada para a mansão da família Wayne por James Gordon (Ben McKenzie) pois o detetive está apostando todas as suas fichas nela como a principal testemunha para localizar o assassino dos pais do jovem Wayne. Claro que logo pinta um romancezinho entre eles. No outro arco narrativo o policial ainda precisa deter a ação de um jovem especializado em explosivos. Após ele destruir mais de dez prédios em Gotham City é finalmente capturado, mas logo depois é solto pela ação de um quadrilha que o liberta enquanto está sendo transferido da prisão. Ao que tudo indica seria um grupo criminoso formado apenas por russos que seguiria as ordens do mafioso Falcone. "Harvey Dent" é um bom episódio de origens, para ir introduzindo novos personagens clássicos na série de TV. Não há nada de muito marcante, porém a paquera entre Wayne e Selina acaba se tornando a melhor coisa do roteiro. Afinal de contas esse seria o começo de um caso amoroso dos mais complicados do mundo dos quadrinhos, um caso clássico de amor e ódio que nunca consegue se definir direito, mesmo após longos anos. Um amor mal resolvido que não deixa de ser também cativante. / Gotham 1.09 - Harvey Dent (EUA, 2014) Direção: Karen Gaviola / Roteiro: Bruno Heller, Ken Woodruff / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.10 - Lovecraft
Selina Kyle (Camren Bicondova) acaba sendo alvo de criminosos que invadem a mansão Wayne para colocar as mãos nela. Acontece que Selina sabe demais. Ela é provavelmente a única testemunha da morte dos pais do garoto Bruce Wayne (David Mazouz) e por essa razão se torna imperativo pegá-la. Ela, fazendo jus ao fato de ser a futura Mulher-Gato, consegue escapar ao lado de Bruce. Acabam indo parar em um velho depósito abandonado da cidade onde moradores de rua, órfãos abandonados e pessoas sem rumo se encontram todos os dias. É justamente lá que Bruce encontra pela primeira vez Ivy Pepper (Clare Foley), uma garotinha ruiva. Não está ligando o nome à pessoa? No futuro ela se tornará uma das vilãs mais conhecidas do universo Batman, a Hera Venenosa. Pois bem, enquanto Bruce e Selina conhecem o lado menos glamourosa de Gotham City, o policial James Gordon (Ben McKenzie) também passa por apuros. Ao mexer com um figurão da cidade acaba enfurecendo o prefeito. Como punição acaba sendo enviado para ser guarda no manicômio e asilo Arkham, onde estão presos alguns dos mais loucos e infames criminosos da cidade - o que certamente também abrirá novos rumos para a série. Em suma, Gotham continua muito interessante de se acompanhar, principalmente pelo fato de ser uma série muito bem produzida, com direção de arte de extremo bom gosto. Tudo muito comum nas produções da Warner Bros. O padrão de qualidade típico do estúdio se faz presente em praticamente todas as cenas. Uma questão de bom gosto, acima de tudo. / Gotham 1.10 - Lovecraft (EUA, 2014) Direção: Guy Ferland / Roteiro: Bruno Heller, Rebecca Dameron/ Elenco: Ben McKenzie, Camren Bicondova, Donal Logue, David Mazouz, Clare Foley.

Gotham 1.11 - Rogues' Gallery
E a primeira temporada segue em frente. Rebaixado depois de tentar causar problemas a um figurão da cidade (pensava que a corrupção só existia no Brasil?) o policial James Gordon (Ben McKenzie) vai parar no Asilo Arkham. O lugar é o inferno na Terra, para onde são levados todos os criminosos loucos e psicopatas de Gotham City. Muito explorado nos quadrinhos (e até em games) esse sinistro manicômio é o pior lugar de trabalho para um tira na cidade. E assim que coloca os pés por lá Gordon descobre que terá muitos problemas. Um interno é encontrado eletrocutado misteriosamente. Imediatamente Gordon começa a investigar quem teria cometido o crime, mas as coisas não são exatamente claras naquele lugar esquecido por Deus. Fora dos muros daquele insano hospício, explode uma verdadeira guerra pelo poder no submundo da cidade. No centro de tudo está Fish Mooney (interpretada por uma Jada Pinkett Smith cada dia mais exagerada em cena). Finalizando o episódio o roteiro ainda explora a amizade entre Selina Kyle (Camren Bicondova), a futura Mulher-Gato, e uma garotinha ruiva que ela encontra abandonada pelas ruas, no meio da chuva, tentando sobreviver entre latas de lixo. Essa menina daria origem anos depois à Hera Venenosa, outra conhecida vilã do universo Batman. Então é isso, mais um bom episódio de "Gotham" que nunca perde seu charme gótico. / Gotham 1.11 - Rogues' Gallery (EUA, 2015) Direção: Oz Scott / Roteiro: Bruno Heller, Sue Chung / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.12 - What the Little Bird Told Him
Os brutos também amam. O mafioso e assassino Carmine Falcone (John Doman) está pensando erroneamente que vive um grande amor em sua vida. Finalmente na velhice ele teria encontrado a paixão que tanto desejava. Que nada! A jovem bailarina Lisa, fruto de sua afeição, nada mais é do que uma infiltrada em seu reino do crime. Quem a enviou para lá foi Fish Mooney (Jada Pinkett Smith), a dona de um night club que deseja controlar o submundo de Gotham. Ela moldou uma personalidade falsa na garota, tentando imitar o jeito de ser da própria mãe de Falcone. Um golpe baixo, vamos convir. Quem alerta o chefão da armadilha é justamente o jovem Pinguim (Robin Lord Taylor). Depois de entender que foi vítima de uma cilada, Falcone parte para sua vingança. Na outra linha narrativa o tira Gordon (Ben McKenzie) tem 72 horas para colocar atrás das grades uma dupla de maníacos fugitivos do asilo Arkham (que ficou famoso nos quadrinhos por ser o "lar" do Coringa e outros vilões malucos do Batman). Se conseguir pegar os criminosos que fugiram de Arkham, Gordon (sim, o futuro comissário Gordon, braço direito do Homem Morcego) finalmente voltará a trabalhar no departamento de polícia da cidade. Aqui temos outro bom episódio dessa série que tem uma das melhores direções de arte da TV americana. Dá gosto de ver seu visual requintado e caprichado. / Gotham 1.12 - What the Little Bird Told Him (EUA, 2015) Direção: Eagle Egilsson / Roteiro: Bruno Heller, Ben Edlund, baseado nos personagens criados por Bob Kane / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.13 - Welcome Back, Jim Gordon
No episódio anterior o mafioso Falcone descobre que o grande amor de sua vida - uma jovem garota pelo qual ele se apaixonou - não passou de uma cilada armada por Fish Mooney. Sua vingança toma forma aqui. Ele manda seu capangas pegarem Fish e uma sessão de tortura começa. Enquanto isso o Pinguim se delicia como o novo proprietário da boate que um dia pertenceu a Fish. A questão é: Tudo ficará tão barato assim? Enquanto isso James Gordon descobre que um de seus informantes foi pego. Pendurado e enforcado, Gordon descobre que há muito mais envolvido com sua morte, inclusive a corrupção de figurões da própria polícia! Por fim, para fechar o episódio o jovem Bruce Wayne vai atrás de Selina (a futura Mulher Gato). Ele obviamente tem uma quedinha por ela, mas como logo é demonstrado ir atrás da garota acaba não sendo uma das melhores ideias. Bom episódio de "Gotham", uma série que faz jus ao legado do universo Batman. Uma das melhores já feitas para a TV - e isso definitivamente não é pouca coisa. / Gotham 1.13 - Welcome Back, Jim Gordon (Estados Unidos, 2015) Direção: Wendey Stanzler / Roteiro: Bruno Heller, Megan Mostyn-Brown / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.