segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Stalker

Stalker 1.01 - Pilot
Estou começando a assistir com certo atraso essa série "Stalker" que inclusive, se não estou enganado, já foi cancelada nos Estados Unidos. É outro programa assinado e criado pelo Kevin Williamson (da franquia "Pânico" e da série "The Vampire Diaries"). A marca registrada desse produtor é justamente esse tipo de terror mais adolescente, ao estilo horror enlatado para jovens. O foco aqui é desviado para esse tipo de criminoso denominado "perseguidor" (Stalker em inglês), que anda muito em voga atualmente, seja no mundo real ou virtual. São pessoas que se tornam obcecadas por outras e por essa razão passam a acompanhar todos os seus passos de forma oculta, escondida, nas sombras. O termo Stalker pode inclusive se referir tanto ao tipo mais inofensivo que apenas se contenta em ver tudo de longe o que acontece na vida de seu "crush" (um outro termo tirado do mundo adolescente que designa a pessoa perseguida) como também aos psicopatas que se tornam obcecados por determinadas pessoas e partem para a violência física contra elas após um certo tempo. Obviamente a série se concentra justamente nesse segundo tipo, caso contrário teríamos uma série sobre adolescentes apaixonadas e isso não faria muito sentido. Nesse primeiro episódio temos um grupo especializado em casos envolvendo stalkers da polícia de Los Angeles. Eles precisam lidar com dois casos: no primeiro um homem de meia idade, casado, careca e barrigudo, se apaixona por uma jovem que conheceu na academia. Em crise de meia-idade ele acaba se apaixonando e ficando obcecado por seu novo amor. Algo comum que acontece geralmente com homens que não conseguem lidar muito bem com a velhice que vem chegando. Após o breve romance chegar ao fim, ele se torna um stalker na vida da garota. No outro inquérito policial os agentes precisam resolver um estranho caso de obsessão envolvendo dois jovens que foram colegas de quarto numa faculdade. Embora esse primeiro episódio seja bem regular eu pude perceber que tudo caminha mesmo para o mais convencional. O formato é quadradinho, bem mainstream e nada inovador. Pode ser que os episódios seguintes tragam algum tipo de melhoria ou inovação, algo que não vemos nesse episódio piloto que é bem na média do que se vê costumeiramente em enlatados americanos de uma maneira em geral. Nada muito ousado ou inovador. / Stalker 1.01 - Pilot (EUA, 2014) Direção: Liz Friedlander / Roteiro: Kevin Williamson / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Mariana Klaveno.

Stalker 1.02 - Whatever Happened to Baby James?
A série "Stalker" é bem na média, feijão com arroz. Passa longe da qualidade de outros programas que atualmente estão em exibição na TV americana. Mesmo assim, para um fim de noite sem compromissos, pode servir como mero passatempo. Aqui uma adolescente começa a perceber que há um perseguidor à espreita. Ela sempre tem essa sensação de estar sendo observada o tempo todo. Suas suspeitas se confirmam quando alguém entra em sua casa, à noite, enquanto está sozinha ao lado do irmão, um garotinho de dez anos de idade. Desesperada, acaba fugindo para o meio da rua, pedindo socorro. As suspeitas da identidade do invasor recaem sobre um pedófilo que mora nas redondezas. As investigações porém se mostram equivocadas. Não se trata de um maníaco, mas sim de uma jovem mãe, acima de quaisquer suspeitas, que mora na vizinhança. Ela perdeu seu jovem filho há poucos meses e não conseguiu superar a perda. Na verdade ela não estava atrás da adolescente - que pensava estar sendo vítima de um stalker - mas sim de seu jovem irmãozinho, pois em sua mente deteriorada ela procura por um "substituto" para o filho morto. Pela sinopse você percebe que não há nada demais no enredo e nem o segredo é algo assim tão surpreendente. Isso porém tem pouca importância. "Stalker" é realmente apenas uma boa diversão sem pretensão. Afinal de contas Kevin Williamson passa longe de ser um Steven Soderbergh. PS: O título do episódio é uma bem sacada homenagem com o clássico estrelado por Bette Davis e Joan Crawford em 1962 chamado "What Ever Happened to Baby Jane?" (O Que Aconteceu com Baby Jane?, no Brasil). / Stalker 1.02 - Whatever Happened to Baby James? (EUA, 2014) Direção: Liz Friedlander / Roteiro: Kevin Williamson, Sanford Golden / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Victor Rasuk.

Stalker 1.03 - Manhunt
Para muitas mulheres o dia do casamento é o mais feliz de suas vidas. Pois é, algumas ainda associam casamento a felicidade absoluta! Mas enfim... Pois é justamente no dia de seu matrinônio que a filha de um renomado policial de Los Angeles encontra seu trágico destino. Ao subir no altar ela é atingida na cabeça por um tiro certeiro, dado por um sniper (um atirador de elite). Imediatamente todas as suspeitas recaem sobre um ex-namorado dela, um veterano dos fuzileiros navais, que jamais conseguiu se recompor após levar um fora dela (a clássica situação que dá origem ao Stalker, o perseguidor rejeitado, que passa a seguir os passos do amor perdido). Para piorar ele havia sido deixado para trás por causa de um amor lésbico! O detetive Jack Larsen (Dylan McDermott), do departamento especializado nesse tipo de caso da polícia de Los Angeles, logo passa a desconfiar desse tipo de solução que para ele parece ser óbvia demais. Mais um episódio de "Stalker" onde aqui os roteiristas focaram em um roteiro do tipo reviravolta, onde nada parece ser o que se pensava ser inicialmente. A série como um todo é na média, nada muito sofisticado ou surpreendente, mas como já escrevi antes tem potencial. Um caso curioso é que o próprio detetive Larsen é na verdade um stalker de sua ex-esposa, uma mulher que o detesta e o ameaça caso ele não vá embora de volta para Nova Iorque. Enfim, vale a pena acompanhar, até porque é mais uma que leva a assinatura de Kevin Williamson, o Workaholic mais obsessivo da TV americana. / Stalker 1.03 - Manhunt (EUA, 2014) Direção: Bronwen Hughes / Roteiro: Kevin Williamson, Brett Mahoney / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Mariana Klaveno.

Stalker 1.04 - Phobia
O Stalker (perseguidor) desse episódio é um tipo diferente de criminoso. Ele não se contenta apenas em seguir os passos, de longe, de seus alvos, mas ir além, explorando a fobia de cada uma para seu próprio prazer sádico pessoal. É um investidor do mercado financeiro que encontra suas vítimas em sites de encontros e namoros. Assim ele descobre que, por exemplo, determinada garota teria fobia do escuro, o que lhe inspira a fazer uma invasão às escuras ou então que tem pavor de serpentes o que o faz encher o quarto de sua vítima com víboras de todos os tipos. Enquanto as jovens se apavoram, gritam em desespero, ele filma tudo, se deliciando com tudo o que acontece. Parece insano demais para você? Pois é, os roteiristas queriam justamente isso. O mais curioso de Stalker é que o personagem principal, o policial Jack Larsen (Dylan McDermott), também é um stalker em sua vida privada, algo que piorou muito quando foi deixado por sua ex-esposa. Dessa maneira ninguém realmente escapa. / Stalker 1.04 - Phobia (EUA, 2014) Direção: Roxann Dawson / Roteiro:  Kevin Williamson, Heather Zuhlke / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Victor Rasuk .

Stalker 1.05 -  The Haunting
No começo parece ser um caso clássico de perseguição (stalking). Uma jovem e bonita garota universitária dispensa seu namorado por ele ser emocionalmente infantil e imaturo. Depois ela começa a perceber que ele anda à espreita. Quando é aterrorizada por um cara vestido de palhaço numa loja de fantasias (na verdade o amigo de seu namorado tentando passar uma peça nela), resolve procurar a polícia. O detetive Jack Larsen (Dylan McDermott) começa então a juntar todas as peças. Para sua surpresa ele descobre que na verdade o perseguidor não é seu ex-namorado, mas sim o antigo proprietário da velha casa onde moram. No passado o lugar foi palco de um crime horrível, envolvendo a morte de uma mulher e seu filho por seu próprio marido. Os anos passam e o tal criminoso finalmente é liberado do manicômio judicial. De volta às ruas ela volta para sua casa em busca de um passado que já não existe mais. Mais um episódio divertido de se acompanhar dessa série. Embora "Stalker" seja em muitos aspectos bem convencional ela traz algumas tiradas bem boladas em seus roteiros, como por exemplo o fato do investigador Jack ser ele próprio um stalker de sua ex-esposa! / Stalker 1.05 -  The Haunting (EUA, 2014) Direção: Brad Turner / Roteiro: Kevin Williamson / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Victor Rasuk.

Stalker 1.06 - Love Is a Battlefield
Situação clássica: Mulher se divorcia do marido e no divórcio acaba levando praticamente toda a sua fortuna. Acontece que ele a traiu com uma mulher bem mais jovem e por essa razão oitenta por cento de seus bens acabam indo para a ex-esposa traída. Coisa de contratos pré-nupciais bem elaborados. Agora ela denuncia que está sofrendo assédio de um perseguidor, que pode ser ou não ser ex-marido, mas que ao que tudo indica poderá ser ele mesmo, ainda mais agora que está financeiramente arruinado. Para investigar entram em campo os policiais do departamento especializado em stalkers, ou melhor dizendo, perseguidores que ficam obcecados por determinadas pessoas. Esse episódio usa e abusa das chamadas reviravoltas, o que no final das contas não é grande coisa, embora divirta bastante o espectador. A série inclusive é bem na média do que é exibido na TV americana. Kevin Williamson não parece ter se dedicado muito a essa sua nova criação e por essa razão talvez a série tenha ficado apenas na primeira temporada (foi cancelada recentemente). Para distrair um pouco a mente, como puro passatempo, até que está valendo. Assim vou tentar assistir todos os episódios (12 ao total). Já que comecei, espero finalizar. / Stalker 1.06 - Love Is a Battlefield (Estados Unidos, 2014) Direção: Omar Madha / Roteiro: Kevin Williamson, Dewayne Darian Jones / Elenco: Dylan McDermott, Maggie Q, Victor Rasuk.

Pablo Aluísio.

domingo, 28 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Salem

Salem 1.02 - The Stone Child
Na história real Salem foi uma cidade atingida em cheio pela Inquisição Protestante onde muitos homens e mulheres foram queimadas vivas ou enforcadas acusados de bruxaria. Na série porém temos um quadro de realismo fantástico, onde as bruxas existem, são poderosas e dominam o lugar com punhos de ferro. Mais uma produção muito bem realizada com estilosa direção de arte. Esse episódio em especial abre com uma frase interessante que diz: "A maioria das pessoas que já viveu na história estão mortas. E grande parte delas ardem nas profundezas do inferno pela eternidade"! Pela frase já deu para perceber que a série é bem escrita mesmo, palmas aos roteiristas. Mary Sibley é a personagem central. Bruxa, maquiavélica e cruel ela controla seu marido (colocando um sapo em sua boca) e como ele é o homem mais poderoso de Salem também tem a cidade sob seu domínio. Para quem aprecia cenas fortes duas sequências chamam a atenção nesse episódio: um aborto horrível e uma busca por um corpo em uma vala com vários cadáveres em decomposição. Uma série não recomendada para pessoas impressionáveis demais.

Salem 1.04 - Survivors
Um navio contaminado pela temida gripe espanhola chega no porto de Salem, pequena vila da colônia britânica no novo mundo. Para evitar que todos os habitantes morram ao terem contato com essa terrível doença que matou milhões de pessoas na Europa, Mary Sibley (Janet Montgomery) determina que ele fique bem longe da costa, de quarentena. Começa assim mais um episódio dessa série "Salem". O cenário é a famosa cidade americana que foi palco de um dos mais tristes eventos da inquisição protestante quando pastores deram ouvidos a uma jovem de apenas 12 anos de idade e saíram queimando homens e mulheres acusados de bruxaria e magia negra. Nesse episódio um pai católico realiza um exorcismo em sua própria filha pois ela apresenta um comportamento muito estranho, bem de acordo com o que se esperaria de uma jovem possuída por forças do mal. A questão é que ela foi enfeitiçada pela própria Sra Sibley, que debaixo de sua fachada de moradora exemplar da cidade esconde um grande segredo: ela própria é uma bruxa, das mais aterrorizantes da região. No geral "Salem" vem melhorando a cada episódio. Começou meio sem ritmo, ainda vacilante, mas conforme os episódios seguem em frente ela apresenta notáveis avanços. Também colabora e muito a boa presença da atriz Janet Montgomery. Ela tem um olhar tão expressivo que muitas vezes se torna desnecessários o uso de maquiagem e efeitos digitais. Bela interpretação. Por essa e por outras seguirei acompanhando daqui para frente, sem planos de desistir da série. / Salem 1.04 - Survivors (EUA, 2014) Direção: David Von Ancken / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon/ Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.05 - Lies
Uma das maiores loucuras da inquisição protestante aconteceu na cidadezinha de Salem, Massachusetts, no ano de 1692. Após algumas jovens relatarem que tiveram pesadelos com bruxas o pastor local, que também era um magistrado poderoso dentro da região, começou a perseguição contra as pessoas que supostamente estariam praticando bruxaria em rituais de magia negra realizados no meio da floresta. A paranóia, completamente sem controle, se espalhou e em pouco tempo sessões de torturas e execuções se tornaram prática costumeira. Um horror que serviu para demonstrar que o fanatismo religioso pode ser algo muito perigoso. O trágico acontecimento entrou na história americana, deu origem a livros e filmes e agora chega na TV em forma de série, só que ao invés de contar os acontecimentos históricos tais como se passaram os produtores resolveram investir forte na pura ficção e fantasia. A personagem central chamada Mary Sibley (Janet Montgomery) é de fato uma bruxa que coloca sob seu feitiço o homem mais poderoso do lugar, se tornando assim uma das pessoas mais influentes da cidade. Nesse episódio uma encomenda especial chega para ela, enviada diretamente da Europa. Se trata de um artefato usado em rituais de feitiçaria, que acaba caindo nas mãos erradas. Para Sibley é imperioso que ela tome posse do tal objeto que segundo a tradição teria o poder de invocar demônios de grande poder. Além disso Sibley precisa controlar uma jovem garota que se diz possuída pelo diabo. Ela começa a usar seu suposto poder de reconhecer bruxas e bruxos como forma de manipulação, punição e chantagem com os moradores locais. Algo que realmente aconteceu na história real. Insanidades que só o mais puro fanatismo causado pela religião podem causar. / Salem 1.05 - Lies (EUA, 2014) Direção: Sergio Mimica-Gezzan / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon/ Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.07 - Our Own Private America
Outra série de terror que começou meio irregular e foi melhorando com o tempo. O que salva "Salem" de outras séries próximas e derivadas e o caminho escolhido pelos roteiristas em explorar melhor o suspense e o terror. Nada de temáticas mais voltadas ao público adolescente. Aos poucos a série vai escolhendo o caminho do mais sinistro e isso conta muitos pontos a favor. Nesse episódio continua a disputa pelo artefato conhecido como Malum. Um objeto milenar, usado na antiguidade para evocar entidades do mal. Aqui temos uma novidade e tanto, a entrada no jogo de poder de Salem de um velho pastor, um veterano que sabe muito bem como tratar bruxas e seguidores de seitas satânicas (lembrando que dentro do universo de Salem as bruxas são uma realidade e não apenas fruto de superstições de uma era de obscurantismo). Pois bem, para descobrir onde foi parar o tal objeto, Mary Sibley (Janet Montgomery) resolve entrar literalmente na mente e nos pensamentos de John Alden (Shane West), algo muito perigoso e pouco tentado nos séculos passados. O perigo é que Sibley simplesmente se perca ao adentrar a mente de John, ficando presa para sempre nesse universo paralelo. É praticamente uma possessão entre pessoas vivas. Enfim, tudo muito interessante. Destaque para a cena em que três pessoas de uma mesma família são acusadas de bruxaria e queimadas vivas numa grande fogueira bem no centro de Salem. Efeitos especiais muito bem realizados. / Salem 1.07 - Our Own Private America (EUA, 2014) Direção: David Von Ancken / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Ashley Madekwe.

Salem 1.08 - Departures
Nenhuma série de terror sobre bruxas estaria completa sem a presença de um inquisidor. Alguém que colocaria todos os seus conhecimentos para destruir as filhas de Satã. Quem exerce essa função em "Salem" é o pastor puritano Increase Mather (Stephen Lang). Depois de alguns anos fora, viajando pela colônia, ele finalmente retorna para a pequena, mas próspera Salem. Ele havia deixado seu jovem filho como pastor da vila, mas ele se revelou fraco em sua fé. Pior do que isso, acabou caindo nas tentações da carne, vergonhosamente se apaixonando por uma das prostitutas do bordel local. Algo completamente inadmissível para Increase. E é justamente o bordel que se torna seu primeiro alvo. Numa vistoria no estabelecimento ele encontra peças usadas em rituais de magia negra. Imediatamente prende a dona do prostíbulo e a acusa de ser uma bruxa. Depois disso seguem os procedimentos de sempre: torturas e buscas por outras adeptas de satanismo. O que o experiente inquisidor ainda não sabe é que a líder das bruxas é a suposta respeitável Mary Sibley (Janet Montgomery) que logo despacha seu marido enfeitiçado para Boston, com receios de que Mather descubra tudo. Esse é certamente um episódio muito bom. "Salem" começou um pouco sem rumo, mas depois pegou ritmo. Hoje em dia é certamente uma das séries de terror mais interessantes da TV americana. / Salem 1.08 - Departures (EUA, 2014) Direção: Alex Zakrzewski / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Stephen Lang, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.09 - Children, Be Afraid
Confome vimos nos episódios anteriores o inquisidor Increase Mather (Stephen Lang) segue em sua caça às bruxas de Salem. Desde que resgatou George Sibley (Michael Mulheren) da morte na floresta ele está convencido que ele está sob o feitiço de alguma bruxa. E suas suspeitas vão se concretizando ainda mais, principalmente depois que descobre que a esposa de George, Mary Sibley (Janet Montgomery), mandou um de seus lacaios dar em segredo um estranho líquido para George. Para Mather essa seria mais uma poção proveniente de bruxaria. Convencido disso ruma até a casa de Mary com seus homens - todos com tochas em suas mãos como era comum na captura de bruxas durante aqueles tempos. Uma vez lá acaba sendo surpreendido pois uma das jovens que seguem Mary acusa Tituba (Ashley Madekwe) de ser a verdadeira feiticeira do povoado, uma vez que ela inclusive mantém uma tarântula como entidade de ligação com seu mestre, o próprio Satã. Imediatamente ela é presa e levada até o calabouço de Mather. A fogueira está mais próxima do que nunca. Eis aqui mais um bom episódio da série Salem. É a tal coisa, essa série de terror começou meio vacilante, com problemas de roteiro, mas aos poucos foi se acertando. Hoje já podemos dizer que é um bom programa para o fim de noite, principalmente se você gosta de terror histórico. Pois é crianças, tenham medo, muito medo! / Salem 1.09 - Children, Be Afraid (EUA, 2014) Direção: David Grossman / Roteiro:  Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.10 - The House of Pain
A tortura foi um método muito utilizado na inquisição protestante que se alastrou pelas colônias americanas. Nesse episódio isso é bem explorado. A escrava negra Tituba (Ashley Madekwe) foi acusada de bruxaria. Não era de toda inverídica a acusação uma vez que ela realmente lidava com forças ocultas e malignas. Presa pelo pastor Increase Mather (Stephen Lang) ela começa a ser torturada para entregar as outras pessoas de Salem envolvidas com bruxaria. É interessante essa cena porque o personagem de Stephen Long (ótimo ator, por sinal) começa a apresentar para sua prisioneira alguns instrumentos de tortura usados pela inquisição. Todos eles, diga-se de passagem, verdadeiros, que foram usados em torturas reais durante a idade média. Entre eles chamo a atenção para a "pera", um artefato completamente macabro e cruel. De uma forma ou outra o velho pastor faz jus a sua fama de realmente arrancar informações de hereges em geral, só que para sua surpresa os nomes que Tituba vai lhe passando não eram bem aqueles que ele esperava. Enquanto isso Mary Sibley (Montgomery), a verdadeira culpada, vai se safando. Pois é, mesmo a passos de tartaruga estou indo em frente nessa série Salem. O tema me interessa, além disso os episódios estão cada vez melhores. Que novas perseguições venham! Vale a pena acompanhar. / Salem 1.10 - The House of Pain (EUA, 2014) Direção: David Von Ancken / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel.

Salem 1.11 - Cat and Mouse
O inquisidor Increase Mather (Stephen Lang, em ótima interpretação) segue sua caça às bruxas. Ele sabe que Mary Sibley (Janet Montgomery) está envolvida em atos de bruxaria, mas ainda não tem provas. Como diz o ditado ele então começa a comer pelas beiradas, atingindo pessoas que rodeiam Sibley. Após prender sua criada acusada de ser uma bruxa, ele parte em busca de um grupo de jovens de Salem, lideradas pela insana Mercy Lewis (Elise Eberle, uma atriz de traços bem marcantes). Ele a enfrenta no meio do nada, na floresta, em uma bem articulada cena, com muito suspense e violência. É a tal coisa, Salem consegue divertir e assustar ao mesmo tempo. Tem algumas boberinhas aqui e acolá, mas nada que comprometa. Aqui Mather promove uma sessão de tortura básica com as garotas presas pela inquisição. Com um grande caldeirão de água fervendo ele resolve respingar gotas em todas elas. Coisa de sádico. Outro bom momento desse episódio acontece quando Increase Mather, em pleno sermão de domingo, é interrompido pelo próprio filho que o acusa de ser o próprio representante do diabo na Terra. Uma vibe pra lá de sinistra, isso literalmente falando, é claro! / Salem 1.11 - Cat and Mouse (EUA, 2014) Direção: Tricia Brock / Roteiro: Brannon Braga, Adam Simon / Elenco: Janet Montgomery, Shane West, Seth Gabel.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Guia de Episódios - Gotham

Gotham 1.01 - Pilot
Muito bom esse primeiro episódio dessa nova séria da Warner. A primeira cena já mostra que teremos coisa muito boa pela frente. O garoto Bruce Wayne sai do cinema ao lado dos pais e são encurralados em um beco escuro e deserto. O suposto assaltante acaba matando os dois. Se você conhece a mitologia do Batman sabe muito bem que esse é o ponto de partida decisivo de toda a sua vida. Depois desse crime terrível finalmente surge Jim Gordon (Ben McKenzie). Ele é um novato no departamento de polícia da cidade. Idealista e honesto, Gordon promete ao jovem Bruce Wayne que irá desvendar esse crime (mal sabendo que no futuro ambos serão grandes parceiros na luta contra o crime!). O roteiro desse episódio piloto foi muito bem escrito pois vai introduzindo todos os grandes personagens e vilões do universo de Batman de forma muito sutil e inteligente. Ainda jovens e no começo de suas carreiras criminosas lá estão o Pinguim, a Mulher-Gato, o Charada (que passa despercebido de muitos) e o infame mafioso Carmine Falcone (também muito bem explorado na nova saga em quadrinhos "Batman Eterno"). O ator que intepreta Gordon (futuro comissário da cidade) é o conhecido Ben McKenzie. Não se lembra dele? Ora, apesar de ainda ser bem jovem já é um veterano de boas séries de TV desde "The O.C", passando pela mais recente "Southland", onde também interpretava um policial em uma cidade repleta de crimes e violência. Curiosamente não é o primeiro trabalho do ator envolvendo Batman, pois ele dublou o famoso personagem na elogiada animação "Batman: Ano Um" em 2011. Pelo jeito tomou gosto por esse universo. No saldo geral gostei de praticamente tudo, dos figurinos, da direção de arte primorosa, do elenco, do bom enredo e principalmente pelos pequenos detalhes que vão surgindo aos poucos, fazendo com que o fã do Homem-Morcego se sinta verdadeiramente desafiado a ir juntando todas as peças. Realmente, pelo que se vê aqui, essa série promete e muito! Das novas que estão pintando na programação é certamente uma das mais promissoras. / Gotham 1.01 - Pilot (EUA, 2014) Direção: Danny Cannon / Roteiro: Bruno Heller, Mitch Brian / Elenco: Ben McKenzie, Jada Pinkett Smith, Donal Logue.

Gotham 1.02 - Selina Kyle
Há um novo temor em Gotham City. Um estranho casal está recolhendo crianças abandonadas pelas ruas. Sorridentes, chegando oferecendo guloseimas e doces, eles atraem as crianças e depois as levam, sem que ninguém saiba exatamente do que se trata. Entre os adolescentes que viram alvo está justamente a jovem Selina, que prefere ser chamada de "Cat" (sim, estamos na presença da futura Mulher-Gato). Interpretada pela atriz Camren Bicondova, ela se torna a única a escapar das garras desses criminosos. Enquanto isso o mordomo Alfred procura novamente pelo policial James Gordon (Ben McKenzie). Ele deseja que Gordon tenha novamente uma conversa com o garoto Bruce Wayne que começa a desenvolver um estranho comportamento, desafiando o medo e a dor com exercícios de resistência, como colocar sua própria mão em uma vela acessa. A vida de Gordon inclusive anda bem movimentada. Ele está de namoro com a riquinha Barbara, que indiretamente o usa para conseguir furos de notícias no jornal onde trabalha. Já no mundo do crime o mafioso Carmine Falcone (John Doman) resolve enfrentar frente a frente Fish Mooney (Jada Pinkett Smith). Os rumores que ela estaria prestes a derrubá-lo teriam algum fundamento? E o que falar de Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor)? Com andar esquisito que lhe valeu o apelido de Pinguim, ele precisa retornar para Gotham após cair no lago da cidade. Depois de várias horas andando pela estrada acaba conseguindo carona de dois jovens estudantes. Péssima ideia por parte deles. Assim que entra no carro ele dá execução a mais uma atividade criminosa, matando um deles, para depois pedir um gordo resgate pelo sobrevivente. Assim temos mais um bom episódio dessa série que ao que tudo indica veio mesmo para ficar. / Gotham 1.02 - Selina Kyle (EUA, 2014) Direção: Danny Cannon / Roteiro: Bruno Heller  / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.03 - The Balloonman
Eticamente falando Gotham City mais se parece com uma lata de lixo. Os políticos são corruptos, os juízes corrompidos e os policiais extremamente mal vistos pela população. No meio de tanta desilusão e falta de esperanças não é de se espantar que comecem a surgir vigilantes pela cidade, entre eles aquele chamado pela imprensa de Balloonman (O Homem-Balão). Estranho nome não é mesmo? Sim... acontece que ele prende a escória de Gotham em um balão e os deixa subir até a estratosfera, onde obviamente morrem por falta de oxigênio. Para Gordon (Ben McKenzie) nada justifica esse tipo de comportamento pois a justiça feita pelas próprias mãos vai contra a letra da lei. Ele acredito que isso é um reflexo da podridão moral que reina em todos os cantos da cidade. Enquanto isso Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor), o Pinguim, está de volta à cidade. Assim que chega presencia todos os tipos de atos ilegais, assaltos, policiais recebendo propina, furtos e tudo o mais que se possa imaginar. Obviamente sente-se em casa novamente já que ele tem uma mente deteriorada, sem quaisquer valores morais. Por enquanto porém ele ainda está longe de seus dias de glória no submundo do crime e resolve ganhar uns trocados como copeiro em um restaurante italiano. Lá acaba conhecendo Sal Maroni, um mafioso que parece ter saído direto de uma reunião da cosa nostra. Se você acompanhou Dexter vai reconhecer de imediato o ator David Zayas que interpreta esse personagem. Não lembra muito dele? Sim, é o próprio Sargento Angel Batista da Miami Metro Police do seriado sobre o mais famoso serial killer da TV. Por fim a adolescente Cat (a futura Mulher-Gato) acaba passando a perna em Gordon, o deixando literalmente afundado em um bueiro de esgoto. Certos hábitos felinos já parecem nascer com as pessoas... / Gotham 1.03 - The Balloonman (EUA, 2014) Direção: Dermott Downs / Roteiro: Bruno Heller, John Stephens / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.04 - Arkham
Quem acompanha as sagas do Batman sabe muito bem que o asilo Arkham é o terrível hospício para onde são levados todos os criminosos insanos de Gotham City. Por lá já estiveram o Coringa, o Charada, a Mulher Gato e todos os demais vilões malucos que povoam o universo do Homem Morcego. Pois bem, nesse episódio dois mafiosos disputam entre si para dominar o lugar onde Arkham está localizada. É o último bairro a ser explorado economicamente em Gotham e os planos do prefeito em modernizar aquela instituição - ou até mesmo transferi-la de lugar, acaba acirrando os ânimos entre os criminosos da cidade, pois todos eles querem levar seu pedaço nessa transação. Como se sabe Gotham parece com o nosso Brasil, sendo que praticamente todos os políticos são corruptos e as instituições públicas, como a própria prefeitura, parecem corrompidos até a alma pela lama da corrupção desenfreada. Por falar nisso o policial James Gordon (Ben McKenzie) é designado para investigar a morte de vários vereadores da cidade, todos eles envolvidos de alguma forma com o crime organizado (não disse que se parece muito com nosso querido país?). Na outra ponta narrativa Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor), mais conhecido por Pinguim, começa a subir lentamente dentro da hierarquia criminosa da quadrilha de Sal Maroni (interpretado pelo excelente David Zayas, o desde já eterno Sgt. Angel Batista da maravilhosa série "Dexter"). Então basicamente é isso. Um bom episódio que mantém o bom nível dessa inovadora transposição do universo Batman para a TV. Ah... e antes que me esqueça: há um hitman (assassino profissional) muito interessante nesse episódio, um sujeito frio e calculista que mata com requintes de crueldade, usando de uma arma toda singular. / Gotham 1.04 - Arkham (EUA, 2014) Direção: T.J. Scott / Roteiro: Bruno Heller, Ken Woodruff/ Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz, David Zayas.

Gotham 1.05 - Viper
Há uma nova droga nas ruas de Gotham City chamada Viper. Aquele que a toma começa a ter uma força fora do normal, porém o efeito não dura muito e em pouco tempo toda a estrutura óssea do viciado se transforma em pó. Algo bem devastador. Mais um problema sério surgido dentro do mundo da criminalidade que James Gordon (Ben McKenzie) precisa lidar. As investigações porém reservam mais surpresas do que era de se esperar, uma vez que o produto parece ter sido criado dentro das próprias empresas Wayne, revelando um submundo de corrupção ignorado até mesmo pelo jovem Bruce Wayne (David Mazouz) que, apesar de ser apenas um garoto, começa a se preocupar profundamente com os rumos da empresa que seu pai lhe deixou como herança e legado. Esse episódio é muito interessante e de forma indireta conta a estória do surgimento do vilão Bane, aquele fortão com super força que acabou se destacando até mesmo nos filmes de Batman no cinema. No mais, os roteiristas novamente exploram a subida ao mundo do crime do Pinguim (Robin Lord Taylor), aqui ainda um jovem inexperiente, lavador de pratos, numa das cantinas do chefão mafioso Sal Maroni (David Zayas). Ambicioso e mal caráter, ele está determinado a subir na hierarquia do crime de Gotham. Quem diria que uma origem tão humilde criaria um dos melhores inimigos da mitologia do homem-morcego? Pois é... / Gotham 1.05 - Viper (EUA, 2014) Direção: Tim Hunter / Roteiro: Bruno Heller, Rebecca Perry Cutter/ Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.06 - Spirit of the Goat
Dez anos antes Gotham City foi assolada por um estranho criminoso, um sujeito que afirmava estar possuído pelo "Espírito do Bode", uma entidade satanista que exigia sangue humano em rituais de magia negra e morte. Depois de uma caçada implacável o detetive Harvey Bullock (Donal Logue) finalmente conseguiu colocar as mãos no maníaco. Agora, uma década depois, ele precisa lidar com o mesmo tipo de modus operandi do passado. Estaria o assassino de volta? Impossível, já que ele havia sido morto pelo próprio Bullock. As vítimas agora são jovens de famílias ricas, herdeiros de verdadeiros impérios industriais da cidade. As investigações apontam para a existência de um copycat (assassinos que matam suas vítimas imitando velhos modos de execução de psicopatas do passado, geralmente o fazendo como uma maneira de "homenagear" seus "ídolos" no mundo do crime e da perversão). Bom episódio da série Gotham, com enredo fechado em si mesmo, o que deixa a brecha aberta para quem quiser assistir sem necessariamente ter assistido a todos os demais episódios. O roteiro abre possibilidades interessantes, entre elas a existência de uma possessão do demônio que se repetiria ao longo do tempo. Será mesmo? Ou apenas se está diante da mente muito perturbada de alguém que deseja reviver todos aqueles crimes? Só vendo para conferir. PS: a solução de toda a trama é muito boa, mas carece de um clímax mais empolgante. / Gotham 1.06 - Spirit of the Goat (EUA, 2014) Direção: T.J. Scott / Roteiro: Bruno Heller, Ben Edlund/ Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.07 - Penguin's Umbrella
Mesmo a passos de tartaruga sigo acompanhando "Gotham". Acredito que essa série vai responder a uma questão crucial: Será que uma série que se passa no universo de Batman, com todos os clássicos vilões, mas sem a presença do super-herói, pode realmente dar certo? "Gotham" é passada logo após a morte dos pais de Bruce Wayne e ele é apenas um garoto. O Pinguim, por exemplo, é também apenas um jovem que deseja subir na hierarquia do mundo do crime. E é justamente em cima dele que se desenvolve o enredo desse episódio. Oswald Cobblepot (o nome real do famoso vilão) é interpretado pelo bom ator Robin Lord Taylor. Ele é uma figura estranha, com cabelos sem forma e o famoso andar que lhe valeu o seu mais conhecido apelido. Dentro da criminalidade ainda não é ninguém. Na superfície parece trabalhar para o gangster Sal Maroni (David Zayas), mas na verdade está sob as ordens do rival Carmine Falcone (John Doman). É um informante que repassa informações importantes para a outra quadrilha. Esses dois chefões mafiosos vieram inclusive diretamente do mundo dos quadrinhos. Como Gotham City é um poço de crime e corrupção não poderia haver a ausência de tipos como esses. O próprio Falcone aliás resolve sequestrar a bela Barbara Kean (futura esposa do inspetor Gordon) para lhe pressionar diretamente. Numa das melhores cenas o próprio James Gordon (Ben McKenzie) é intimidado dentro da central de polícia, mostrando que as instituições não andam muito bem na cidade. Assim "Gotham" vai prendendo nossa atenção. Não diria que se tornará um grande sucesso e nem que terá muitas temporadas pela frente (justamente pela ausência do Batman), mas que é no mínimo um bom programa para se assistir no fim de semana, isso certamente é. / Gotham 1.07 - Penguin's Umbrella (EUA, 2014) Direção: Rob Bailey / Roteiro: Bruno Heller / Elenco:  Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz, John Doman, Robin Lord Taylor, David Zayas.

Gotham 1.08 - The Mask
James Gordon (Ben McKenzie) tem um novo caso para resolver. Um jovem recém formado, que há tempos vinha procurando por emprego no ramo das finanças de Gotham, é encontrado morto na rua. Os ferimentos comprovam que sua morte foi violenta. Aos poucos Gordon vai descobrindo que dentro do mercado de ações impera realmente uma competição feroz e desumana e não, não estamos nos referindo apenas ao lado mais cruel do capitalismo selvagem americano. Enquanto Gordon tenta localizar os responsáveis pela morte do jovem a cidade fervilha dentro do mundo do crime. Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor) entra em um espiral de traições e conspirações envolvendo os principais líderes criminosos da cidade. Jurado de morte por Fish Mooney (Jada Pinkett Smith) ele escapa da morte por causa da intervenção do chefão mafioso Carmine Falcone. Já para o pequeno Bruce Wayne, ainda uma criança fragilizada e traumatizada pela morte dos pais, a vida na escola não anda nada fácil. Vítima de intimidação e bullying pelos colegas, ele precisa aprender rápido a se defender, algo que contará com o apoio do fiel mordomo Alfred. Uma verdadeira chama inicial do que viria a se transformar nos anos seguintes. Por fim, a garota Selina Kyle, futura Mulher-Gato, é pega no flagrante por tiras ao tentar sair pelas ruas com uma coleção de roupas de pele. Pelo visto desde a adolescência ela já não era uma moça de fino trato! Mais um bom episódio de "Gotham", onde vários personagens clássicos da saga do Batman surgem em suas origens. O Pinguim, por exemplo, nada mais é do que um jovem aspirante ao topo do mundo do crime. Pela boa produção e pelos roteiros cheios de referências a série é uma boa pedida para o fim de semana. / Gotham 1.08 - The Mask (EUA, 2014) Direção: Paul A. Edwards / Roteiro: Bruno Heller, John Stephens / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.09 - Harvey Dent
Nesse episódio a série "Gotham" apresenta o vilão Duas-Caras. Na história da série, passada ainda quando Bruce Wayne é apenas um garotinho, Harvey Dent nada mais é do que um jovem promotor com acessos de ira. Ele quer encurralar um figurão da cidade, um empresário bilionário, e não mede esforços para conseguir seus objetivos. Sempre com uma moeda nas mãos, com duas faces iguais, cabelo engomadinho, ele já demonstra claramente alguns sinais de desequilíbrio mental que iriam se tornar a marca registrada do vilão dentro da mitologia do Batman. Outro aspecto curioso vem da aproximação entre Selina Kyle (a futura Mulher-Gato, interpretada pela gatinha Camren Bicondova) e o adolescente Bruce Wayne (David Mazouz). Ela é levada para a mansão da família Wayne por James Gordon (Ben McKenzie) pois o detetive está apostando todas as suas fichas nela como a principal testemunha para localizar o assassino dos pais do jovem Wayne. Claro que logo pinta um romancezinho entre eles. No outro arco narrativo o policial ainda precisa deter a ação de um jovem especializado em explosivos. Após ele destruir mais de dez prédios em Gotham City é finalmente capturado, mas logo depois é solto pela ação de um quadrilha que o liberta enquanto está sendo transferido da prisão. Ao que tudo indica seria um grupo criminoso formado apenas por russos que seguiria as ordens do mafioso Falcone. "Harvey Dent" é um bom episódio de origens, para ir introduzindo novos personagens clássicos na série de TV. Não há nada de muito marcante, porém a paquera entre Wayne e Selina acaba se tornando a melhor coisa do roteiro. Afinal de contas esse seria o começo de um caso amoroso dos mais complicados do mundo dos quadrinhos, um caso clássico de amor e ódio que nunca consegue se definir direito, mesmo após longos anos. Um amor mal resolvido que não deixa de ser também cativante. / Gotham 1.09 - Harvey Dent (EUA, 2014) Direção: Karen Gaviola / Roteiro: Bruno Heller, Ken Woodruff / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.10 - Lovecraft
Selina Kyle (Camren Bicondova) acaba sendo alvo de criminosos que invadem a mansão Wayne para colocar as mãos nela. Acontece que Selina sabe demais. Ela é provavelmente a única testemunha da morte dos pais do garoto Bruce Wayne (David Mazouz) e por essa razão se torna imperativo pegá-la. Ela, fazendo jus ao fato de ser a futura Mulher-Gato, consegue escapar ao lado de Bruce. Acabam indo parar em um velho depósito abandonado da cidade onde moradores de rua, órfãos abandonados e pessoas sem rumo se encontram todos os dias. É justamente lá que Bruce encontra pela primeira vez Ivy Pepper (Clare Foley), uma garotinha ruiva. Não está ligando o nome à pessoa? No futuro ela se tornará uma das vilãs mais conhecidas do universo Batman, a Hera Venenosa. Pois bem, enquanto Bruce e Selina conhecem o lado menos glamourosa de Gotham City, o policial James Gordon (Ben McKenzie) também passa por apuros. Ao mexer com um figurão da cidade acaba enfurecendo o prefeito. Como punição acaba sendo enviado para ser guarda no manicômio e asilo Arkham, onde estão presos alguns dos mais loucos e infames criminosos da cidade - o que certamente também abrirá novos rumos para a série. Em suma, Gotham continua muito interessante de se acompanhar, principalmente pelo fato de ser uma série muito bem produzida, com direção de arte de extremo bom gosto. Tudo muito comum nas produções da Warner Bros. O padrão de qualidade típico do estúdio se faz presente em praticamente todas as cenas. Uma questão de bom gosto, acima de tudo. / Gotham 1.10 - Lovecraft (EUA, 2014) Direção: Guy Ferland / Roteiro: Bruno Heller, Rebecca Dameron/ Elenco: Ben McKenzie, Camren Bicondova, Donal Logue, David Mazouz, Clare Foley.

Gotham 1.11 - Rogues' Gallery
E a primeira temporada segue em frente. Rebaixado depois de tentar causar problemas a um figurão da cidade (pensava que a corrupção só existia no Brasil?) o policial James Gordon (Ben McKenzie) vai parar no Asilo Arkham. O lugar é o inferno na Terra, para onde são levados todos os criminosos loucos e psicopatas de Gotham City. Muito explorado nos quadrinhos (e até em games) esse sinistro manicômio é o pior lugar de trabalho para um tira na cidade. E assim que coloca os pés por lá Gordon descobre que terá muitos problemas. Um interno é encontrado eletrocutado misteriosamente. Imediatamente Gordon começa a investigar quem teria cometido o crime, mas as coisas não são exatamente claras naquele lugar esquecido por Deus. Fora dos muros daquele insano hospício, explode uma verdadeira guerra pelo poder no submundo da cidade. No centro de tudo está Fish Mooney (interpretada por uma Jada Pinkett Smith cada dia mais exagerada em cena). Finalizando o episódio o roteiro ainda explora a amizade entre Selina Kyle (Camren Bicondova), a futura Mulher-Gato, e uma garotinha ruiva que ela encontra abandonada pelas ruas, no meio da chuva, tentando sobreviver entre latas de lixo. Essa menina daria origem anos depois à Hera Venenosa, outra conhecida vilã do universo Batman. Então é isso, mais um bom episódio de "Gotham" que nunca perde seu charme gótico. / Gotham 1.11 - Rogues' Gallery (EUA, 2015) Direção: Oz Scott / Roteiro: Bruno Heller, Sue Chung / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Gotham 1.12 - What the Little Bird Told Him
Os brutos também amam. O mafioso e assassino Carmine Falcone (John Doman) está pensando erroneamente que vive um grande amor em sua vida. Finalmente na velhice ele teria encontrado a paixão que tanto desejava. Que nada! A jovem bailarina Lisa, fruto de sua afeição, nada mais é do que uma infiltrada em seu reino do crime. Quem a enviou para lá foi Fish Mooney (Jada Pinkett Smith), a dona de um night club que deseja controlar o submundo de Gotham. Ela moldou uma personalidade falsa na garota, tentando imitar o jeito de ser da própria mãe de Falcone. Um golpe baixo, vamos convir. Quem alerta o chefão da armadilha é justamente o jovem Pinguim (Robin Lord Taylor). Depois de entender que foi vítima de uma cilada, Falcone parte para sua vingança. Na outra linha narrativa o tira Gordon (Ben McKenzie) tem 72 horas para colocar atrás das grades uma dupla de maníacos fugitivos do asilo Arkham (que ficou famoso nos quadrinhos por ser o "lar" do Coringa e outros vilões malucos do Batman). Se conseguir pegar os criminosos que fugiram de Arkham, Gordon (sim, o futuro comissário Gordon, braço direito do Homem Morcego) finalmente voltará a trabalhar no departamento de polícia da cidade. Aqui temos outro bom episódio dessa série que tem uma das melhores direções de arte da TV americana. Dá gosto de ver seu visual requintado e caprichado. / Gotham 1.12 - What the Little Bird Told Him (EUA, 2015) Direção: Eagle Egilsson / Roteiro: Bruno Heller, Ben Edlund, baseado nos personagens criados por Bob Kane / Elenco: Ben McKenzie, Donal Logue, David Mazouz.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Guia de Episódios - Penny Dreadful - Segunda Temporada

Penny Dreadful 2.01 - Fresh Hell
Temporada nova, novo arco narrativo. Logo nesse primeiro episódio os monstros que irão surgir são apresentados. São Necromantes, mais popularmente conhecidas como bruxas. O curioso é que o design das criaturas segue bem parecido com os vampiros da primeira temporada, sem pelos no corpo, brancas como a neve e com sede de sangue (não necessariamente nessa ordem). Pode ser uma boa ideia, mas ainda é cedo para avaliar. A primeira cena resume tudo o que está por vir. Vanessa Ives (Eva Green) e Ethan Chandler (Josh Hartnett) estão retornando para a casa durante a madrugada quando são atacados. Durante a fúria do ataque Vanessa começa a falar um idioma desconhecido, que depois descobre-se ser a linguagem dos seres sombrios que habitam a escuridão espiritual. Ótima sequência por sinal. Enquanto ela tenta destruir monstros reais e imaginários, Sir Malcolm Murray (Timothy Dalton) enterra sua querida filha Mina. No cemitério encontra sua ex-esposa e o diálogo é pontuado por ódio, raiva e frustração. Ele fica abalado, mas pronto para retornar a Londres onde pretende enfrentar a nova ameaça que se vislumbra no horizonte. Por fim e não menos importante, nesse episódio o Dr. Victor Frankenstein (Harry Treadaway) resolve atender o pedido de sua criatura e revive uma jovem recentemente falecida (alguém aí lembrou do clássico do terror "A Noiva de Frankenstein" de 1935?). Pois é, os roteiristas dessa série manjam mesmo do universo pop de terror... / Penny Dreadful 2.01 - Fresh Hell (EUA, 2015) Direção: James Hawes / Roteiro: John Logan / Elenco: Timothy Dalton, Eva Green, Harry Treadaway, Josh Hartnett.

Penny Dreadful 2.02 - Verbis Diablo
Depois dos ataques das criaturas necromantes no episódio anterior a equipe liderada por Sir Malcolm Murray (Timothy Dalton) vai atrás de velhos registros arqueológicos para decifrar o Verbis Diablo, uma língua morta, tão velha como o Aramaico falado por Jesus. Lendas antigas afirmam que seria a própria linguagem do anjo caído, Lúcifer, assassino e mentiroso desde o começo dos tempos. O que eles não sabem é que o estranho e afetado Dr. Ferdinand Lyle (Simon Russell Beale), especialista em línguas mortas, está na verdade fazendo o jogo do inimigo. Na outra linha narrativa o Dr. Victor Frankenstein (Harry Treadaway) interage pela primeira vez com sua nova criatura, uma espécie de companheira que ele trouxe do mundo dos mortos para fazer parte da vida de John Clare (Rory Kinnear). Para sua surpresa ela apresenta boa capacidade cognitiva, revelando ter inteligência acima do que era esperado. Para despistar seu passado Victor lhe diz que ela é sua prima, que perdeu sua memória em um acidente e que ele irá lhe ajudar em todo esse processo de recuperação. Aqui temos também o primeiro encontro entre Vanessa Ives (Eva Green) e a criatura do Dr. Frankenstein. Tudo se passa em um abrigo para doentes de cólera. Ives, quem diria, acaba tendo um ótimo diálogo com ele, onde questões de teologia envolvendo paganismo e religião se tornam a tônica da conversa. Finalizando o episódio temos uma das cenas mais chocantes da série até o momento. Algo que não indico para pessoas com estômago fraco. Uma das necromantes cerca um casal em um vagão de trem de Londres. Os pais são mortos e o bebezinho raptado, tudo com o objetivo de usá-lo em rituais de magia negra. Uma violência chocante, não recomendada para pessoas impressionáveis. Pois é, "Penny Dreadful" a cada dia vai ficando cada vez mais perturbadora. / Penny Dreadful 2.02 - Verbis Diablo (EUA, Inglaterra, 2015) Direção: James Hawes / Roteiro: John Logan / Elenco: Timothy Dalton, Eva Green, Harry Treadaway, Simon Russell Beale.

Penny Dreadful 2.03 - The Nightcomers
Mais um ótimo episódio dessa série que nesse nicho de terror e suspense é o que há de melhor na TV americana atualmente. Como se viu nos primeiros episódios dessa segunda temporada o foco todo se mira em uma irmandade de necromantes (bruxas). Aqui os roteiristas aproveitaram para explicar em um longo flashback a ligação existente entre Vanessa Ives (Eva Green) e as vilãs. Assim o espectador é levado para o passado quando Vanessa vai até um lugar remoto e isolado em busca de respostas. Ela viaja até uma casa isolada bem no meio da floresta onde vive uma necromante chamada Joan Clayton (Patti LuPone). Ela está lá para descobrir porque sempre teve visões sombrias, algo que a vem perturbando desde que era uma criança. O encontro das duas é muito bem trabalhado e desenvolvido pelos roteiristas da série, resultando em ótimos diálogos e situações. Com esse episódio tudo vai ficando mais claro, valorizando ainda mais a linha narrativa adotada pela série nessa segunda temporada. Também é mais uma ótima oportunidade para Eva Green brilhar mais uma vez com seu talento, uma vez que o episódio é todo centrado em sua personagem. Ótima direção de arte e fotografia com direito a um final realmente assustador ao velho estilo da inquisição protestante e sua famigerada caça às bruxas. / Penny Dreadful 2.03 - The Nightcomers (EUA, 2014) Direção: Brian Kirk / Roteiro: John Logan / Elenco: Eva Green, Patti LuPone, Helen McCrory.

Penny Dreadful 2.04 - Evil Spirits in Heavenly Places
Se existe uma série que vale muito a pena assistir essa é a da Penny Maldita. Os roteiros são ótimos e a direção de arte é de encher os olhos do espectador. Nesse episódio Penny (ou melhor dizendo, Vanessa) e seu grupo continuam tentando desvendar a mensagem que está espalhada em um grupo de artefatos que pertenceram a um monge no passado. Ao que tudo indica esse religioso acabou sendo possuído por entidades demoníacas que acabaram escrevendo uma verdadeira autobiografia do anjo caído, sim, o próprio Satã! Mas isso é o de menos. Há toda uma complexa rede de bruxas tentando destruir todos eles. Esse episódio tem ótimos efeitos digitais, principalmente na camuflagem delas em relação às paredes da casa de Vanessa Ives (Eva Green). Elas querem acabar com todos os que podem se tornar uma ameaça para sua comunidade de necromantes imundas. E para isso vale tudo, até armadilhas vis. Ethan Chandler (Josh Hartnett) acaba caindo numa delas. Uma das filhas do diabo o engana, se fazendo passar por donzela em apuros. Ela arma uma situação em que quase morre atropelada por uma carruagem. Tudo um mero ardil para que Ethan se aproxime dela e a conheça. No fundo não passa de mais uma besta das fossas infernais. E em uma breve linha narrativa o eternamente jovial Dorian Gray (Reeve Carney) resolve passear com sua nova paixão por Londres, uma travesti. Eles saem e vão jogar ping pong, uma atração exótica da capital inglesa. Achou esquisito e bizarro? Bem-vindo ao mundo de Penny Dreadful! / Penny Dreadful 2.04 - Evil Spirits in Heavenly Places (EUA, 2015) Direção: Damon Thomas / Roteiro: John Logan / Elenco: Reeve Carney, Timothy Dalton, Eva Green.

Penny Dreadful 2.08 - Memento Mori
Um dos melhores episódios da série, com ótimas escolhas em termos de narração e diálogos. É o momento crucial para vários personagens, inclusive para Lily (Billie Piper), que mata pela primeira vez e parece extasiada com a experiência. Dorian Gray (Reeve Carney), por sua vez, tem o seu grande segredo revelado. Para quem não conhece Gray da literatura ele foi um personagem criado pelo maravilhoso escritor Oscar Wilde em seu livro "Picture of Dorian Gray". Ele era um dândi do século XIX que parecia nunca envelhecer. Ao invés dele pagar o preço pelos anos vividos, um quadro escondido em seus aposentos ia revelando a decrepitude de sua velhice e as marcas físicas de sua falta de caráter, além da moralidade inexistente. Na série, Gray, já farto de todos os excessos, acaba tendo um romance com um travesti. Esse, por mero acaso, acaba encontrando o infame quadro o que sela seu destino para sempre. A taça caindo ao chão, se fazendo em pedaços, é apenas uma representação do final de sua própria existência lasciva. Agora, o grande momento do episódio vem com Sir Malcolm Murray (Timothy Dalton). Além de ser revelado a ele a mensagem de todos aqueles artefatos de bruxaria e magia, ele ainda tem um reencontro com seus familiares queridos, sua esposa, seu filho e sua amada filha, Mina. Ele os encontra em uma espécie de transe. A boa notícia é que todos eles estão lá, para lhe abraçar. A má notícia é que eles também estão mortos... / Penny Dreadful 2.08 - Memento Mori (EUA, 2015) Direção: Kari Skogland / Roteiro: John Logan / Elenco: Reeve Carney, Timothy Dalton, Eva Green.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Guia de Episódios - Bates Motel

Bates Motel 1.09 - Underwater
Outra série que estou atrasado mas que não vou largar - pelo menos por enquanto. "Bates Motel" continua mantendo o interesse embora eu tenha a opinião de que os roteiristas queimaram muito cedo as situações de terror e suspense que poderiam surgir. Já houve tantas mortes e assassinatos dentro do Motel em apenas nove episódios que fica complicado antecipar o que mais irá acontecer por lá! Como não poderia deixar de ser o grande destaque continua sendo a atriz Vera Farmiga! Em certos aspectos ela carrega a série nas costas. Nesse episódio em particular acabei tendo uma noção bem curiosa, a de que ela tem uns olhos maravilhosos. O diretor do episódio resolveu dar uns closes em seu rosto e assim pude perceber que ela tem lindos olhos azuis - profundamente azuis para ser mais exato! Maravilhosa mesmo! Estou animado com "Bates Motel" e seguirei em frente, acompanhando.

Bates Motel 1.10 - Midnight
Esse foi o último episódio da primeira temporada. Fazendo uma rápida análise confesso que gostei dessa série e irei continuar assistindo, muito embora tenha que reconhecer que não faz jus nem ao grande clássico de Alfred Hitchcock e nem muito menos às sequências cinematográficas (que são bem melhores do que muitos críticos dizem por aí). Uma das coisas que me incomodou em "Bates Motel" foi a escolha dos produtores em passar todo o enredo nos dias atuais. Isso tirou parte do charme da estória que conhecemos nos cinemas, afinal aquele motel de beira de estrada fica bem mais sinistro em preto e branco e com estilo vintage. Se a série fosse passada nos anos 1950 certamente teríamos uma obra de arte televisiva em mãos. Voltemos porém ao episódio. Aqui Norma Louise Bates (Vera Farmiga) está novamente em apuros. Ela precisa arranjar cem mil dólares para pagar um assassino, numa transação que ela nem mesmo sabe como surgiu na sua frente. O criminoso está convencido que ela tem o dinheiro, mas na verdade ela mal sabe do que se trata. Após denunciar o crime ao novo xerife esse lhe promete que resolverá tudo. Simples assim. Depois ela entenderá que ele de fato estava falando a mais pura verdade! Na outra linha narrativa o jovem Norman Bates (Freddie Highmore) resolve convidar sua amiga Emma Decody (Olivia Cooke), que é apaixonada por ele, para lhe acompanhar no baile da escola. Confesso que me lembrei de "Carrie a Estranha" por causa do clima de breguice desse tipo de festa, dos figurinos, cenários, etc. Outra coisa que me incomodou é saber o porquê dele não namorar com ela... É a tal coisa, muitas vezes na vida não percebemos que o amor pode estar bem na frente do nosso nariz e o deixamos escapar. Depois vem o arrependimento da oportunidade perdida. De uma forma ou outra o final é o melhor. Especialmente indicado para quem estava reclamando que "Bates Motel" tinha muito drama familiar e pouco sangue. Pois é, amigos fãs de séries, ele finalmente fez o que o tornou notório no mundo da cultura pop! É assistir para conferir o nascimento de um ícone do suspense. / Bates Motel - Midnight (EUA, 2013) Direção: Tucker Gates / Roteiro:  Carlton Cuse, Kerry Ehrin / Elenco: Vera Farmiga, Freddie Highmore, Max Thieriot.

Bates Motel 2.01 - Gone But Not Forgotten
E começa a nova temporada de mais uma adaptação de personagem famoso do cinema para a telinha. A bola da vez é Norman Bates do clássico "Psicose". Pois bem, como todos sabemos aqui em "Bates Motel" ele não passa de um adolescente tímido e confuso, que tenta levar a vida em frente, mesmo após se apaixonar platonicamente pela linda e bonita Bradley Martin (Nicola Peltz). A questão é que a garota de seus sonhos agora está mais desnorteada do que ele. Após a morte de seu pai, ela finalmente recebe alta de uma instituição psiquiátrica e está de volta em casa. Enquanto isso Bates (Freddie Highmore) vai absorvendo seu primeiro assassinato, justamente o de sua própria professora que o seduziu no episódio final da primeira temporada. Apresentando sinais claros de perturbação, ele parece curtir muito fazer visitas periódicas ao túmulo de sua primeira vítima. Isso se torna tão estranho que logo sua mãe Norma Louise Bates (Vera Farmiga) começa a ficar realmente preocupada e desconfiada. Para piorar tudo, o comportamento bizarro de Bates também começa a chamar a atenção do xerife, que não tarda a pensar nele como um dos possíveis suspeitos do crime. Bom, se "Bates Motel" tinha pouca coisa a ver com o clima de opressão do filme original em sua temporada inicial, agora as coisas começam a ficar mais sombrias. Some-se a isso o fato de que uma nova rodovia está para ser construída e isso será um desastre completo para o motel. No geral, como sempre, a série não decai a ponto de pensarmos em deixar de acompanhar, embora ainda haja bastante coisa para melhorar. Vamos seguir em frente. / Bates Motel 2.01 - Gone But Not Forgotten (EUA, 2014) Direção: Tucker Gates / Roteiro: Carlton Cuse, Kerry Ehrin / Elenco: Vera Farmiga, Freddie Highmore, Max Thieriot.

Bates Motel 2.02 - Shadow of a Doubt
Bradley Martin (Nicola Peltz) acaba ficando escondida no porão de Norman Bates (Freddie Highmore), afinal ela matou um famoso produtor de maconha da região. Claro que um assassinato como esse acaba despertando uma verdadeira guerra entre as quadrilhas de traficantes, algo que o xerife não pode admitir. Todos acreditam que o crime foi um acerto de contas e nem desconfiam que o gatilho foi apertado por uma simples adolescente enfrentando uma grande crise existencial. Norman que sempre foi apaixonado platonicamente por ela lhe dá toda a cobertura e depois pede ao próprio irmão que a leve para pegar um ônibus para fora do estado. A intenção é recomeçar do zero, começar a viver uma nova vida em outro lugar, em uma realidade completamente diferente da que ela vinha vivendo até então. O curioso é que enquanto seus filhos vão se envolvendo em crimes, mortes e histórias mal contadas, Norma Bates (Vera Farmiga) parece viver em uma outra realidade. Ao ver casualmente um anúncio de testes para o musical South Pacific resolve tentar a sorte ao lado de Norman, que acha tudo meio fora de propósito, mas para não desapontar a mãe aceita acompanhá-la ao teatro. A audição acaba proporcionando um ótimo momento para a atriz Vera Farmiga na série pois ela canta e encanta os espectadores! Uma bela voz que vale por todo o episódio! / Bates Motel 2.02 - Shadow of a Doubt (EUA, 2014) Direção: Tucker Gates / Roteiro: Carlton Cuse, Kerry Ehrin / Elenco: Vera Farmiga, Freddie Highmore, Max Thieriot.

Bates Motel 2.04 - Check-Out
Essa boa série "Bates Motel" segue em frente. Nesse episódio surge o grande drama na vida de Dylan (Dylan Massett) quando ele descobre que é fruto não apenas de um estupro, mas também de um incesto! Sua mãe Norma Louise Bates (Vera Farmiga) havia sido violentada por anos e anos pelo próprio irmão! Assim aquele que ele considerava ser apenas seu tio camarada, um sujeito bacana, na realidade é um criminoso... e seu pai! Uma revelação terrível para qualquer pessoa. Enquanto a vida familiar de Dylan desmorona ao seu redor sob o peso de um passado avassalador, seu irmão Norman Bates (Freddie Highmore) tem seu primeiro surto psicótico, já relevando a personalidade psicopata que o acompanharia pelo resto de seus dias. Aqui vale a pena chamar a atenção para o fato de que tanto o roteiro original do filme "Psicose" como os dos episódios dessa série são muito bem resolvidos no tocante à origem dos problemas psicológicos de seu protagonista. Norman seria apenas fruto de uma situação familiar desastrosa e disfuncional. Um rapaz tímido e até muitas vezes bem intencionado que é sugado por uma realidade tão extrema que literalmente joga seu último fio de sanidade pelo esgoto. É assim na vida real e também no mundo ficcional. Do ponto de vista psicológico "Bates Motel" de fato acertou em cheio nas suas premissas. Some-se a isso o excelente trabalho desenvolvido por todo o elenco - em especial Vera Farmiga - e você entenderá porque essa série ainda pode ser considerada uma das melhores coisas da TV americana no momento. / Bates Motel 2.04 - Check-Out (EUA, 2014) Direção: John David Coles / Roteiro: Carlton Cuse, Kerry Ehrin / Elenco: Vera Farmiga, Freddie Highmore, Max Thieriot.

Bates Motel 2.05 - The Escape Artist
Como se viu nos episódios anteriores, o conselho municipal deseja construir uma nova via de acesso para a cidade, algo que tiraria o Bates Motel de visibilidade para potenciais novos hóspedes. A falência seria praticamente certa. Para Norma Bates (Vera Farmiga) isso não poderia vir em pior hora. Sua sorte porém parece mudar quando ela conhece Nick Ford (Michael O'Neill), um milionário misterioso que resolve lhe ajudar. Ele tem diversos problemas com um dos conselheiros municipais e deseja derrubá-lo politicamente. Assim ele dá de presente para Norma um relatório ambiental mostrando que a construção da nova estrada iria destruir e levar para a extinção um roedor raro que tem seu habitat justamente na região das obras. O que Norma nem desconfia é que o tal sujeito que posa de bom samaritano é na verdade um traficante internacional. Enquanto isso o filho Norman Bates (Freddie Highmore) vai curtindo sua nova namorada, uma garota fora do comum, que curte rock pesado e diversões perigosas, justamente o extremo oposto do próprio jeito de ser dele, sempre muito tímido e calado. Já o irmão Dylan passa por vários problemas, tanto na vida pessoal como "profissional". Desde que a casa do xerife foi incendiada sua quadrilha de pequenos traficantes de maconha passaram a ficar na mira da lei. Para piorar ele acaba participando de uma intensa troca de fogo na rua principal da cidade, na frente de todos. Embora não possa sequer ser comparada com o clássico filme de Hitchcock o fato é que a série continua em uma boa levada. Os episódios são bons e mantém um bom nível. Os espectadores porém continuam esperando que Norman finalmente comece a cometer os atos que o imortalizaram como um dos mais famosos psicopatas da história do cinema. Aguardemos. / Bates Motel 2.05 - The Escape Artist (EUA, 2014) Direção: Christopher Nelson / Roteiro: Carlton Cuse, Kerry Ehrin / Elenco: Vera Farmiga, Freddie Highmore, Max Thieriot.

Bates Motel 2.06 - Plunge
Norman Bates (Freddie Highmore) tem uma nova namoradinha. Para sua mãe Norma (Vera Farmiga) isso não é bem algo a se comemorar. Desde o começo ela não foi com a cara da garota. Ouvindo rock pauleira o tempo todo, com maquiagem carregada e pose desafiadora com os mais velhos, essa não parece ser a nora que Norma sempre sonhou. Para piorar ainda mais a situação, Emma (Olivia Cooke) conta para Norma que seu filho anda tendo apagões estranhos, ficando fora de órbita por alguns momentos. Geralmente esses momentos ocorrem em situações de grande stress e raiva. A informação faz com que Norma resolva impedir que seu filho tire finalmente sua carteira de motorista, o que poderia lhe deixar em perigo caso apagasse enquanto estivesse dirigindo. Nem precisa dizer que isso deixa o garoto irado, prestes a explodir. De qualquer maneira nem todas são notícias ruins no lar dos Bates. Norma consegue, para surpresa geral, ser escolhida como nova conselheira municipal, algo que talvez salve seu pequeno motel da falência certa, pois assim ela poderá impedir que uma nova rota costeira seja construída, desviando seus clientes em potencial para essa nova estrada a ser construída. Já para Dylan Massett (Max Thieriot) a boa nova vem ao conhecer sua "patroa" na plantação clandestina de maconha. Ela é jovem, bonita e interpretada pela atriz Kathleen Robertson (velha conhecida de fãs de séries, pois já participou de alguns clássicos seriados da telinha como "Barrados no Baile", por exemplo). Extrovertida e sexualmente agressiva logo se torna o novo affair de Dylan! Jovem de sorte esse! / Bates Motel 2.06 - Plunge (EUA, 2014) Direção: Ed Bianchi / Roteiro: Carlton Cuse, Kerry Ehrin / Elenco: Vera Farmiga, Freddie Highmore, Max Thieriot, Kathleen Robertson.

Bates Motel 2.07 - Presumed Innocent
Presunção de inocência? É bem por aí. Nesse episódio Norman Bates (Freddie Highmore) vai parar na delegacia para prestar esclarecimentos sobre a morte do pai de sua namoradinha. O velho caiu de uma escada durante uma discussão com ele, mas os policiais não precisam saber todos os detalhes disso. Além do mais acidentes fatais não são necessariamente uma novidade na vida dele, apesar da pouca idade. Um sinal do que virá em seu futuro sombrio. Depois de tomar alguns depoimentos o xerife chega na conclusão em seu inquérito que tudo não passou de um acidente, uma fatalidade, algo que infelizmente também acontece com certa frequência em muitas residências americanas. Norman assim retorna para casa, quase triunfante. A única coisa que ele não contava era que seu DNA se tornaria compatível com outra cena de crime. Enquanto Norman entra e sai da delegacia seu irmão Dylan (Max Thieriot) também vai se envolvendo em inúmeros problemas com a lei. Membro de uma quadrilha que planta e vende maconha ele acaba se recusando a participar de um incêndio criminoso para prejudicar os concorrentes e rivais de seu bando no mercado de drogas da região, algo que custará muito caro para ele. Nessa altura do campeonato posso dizer que ainda gosto bastante de "Bates Motel" pois é com certeza uma daquelas séries que valem a pena acompanhar. Só sinto muita falta de uma melhor ambientação histórica e já falei isso diversas vezes aqui no blog. Que legal seria se "Bates Motel" fosse passada nos anos 1940 ou 1950 de acordo com o que vimos no clássico de Alfred Hitchcock (onde Norman já estava mais velho, na década de 1960). Ser fiel com a cronologia original seria a cereja do bolo. A única razão para que isso não tenha acontecido é mesmo os custos da produção pois certamente seria uma série bem mais cara. Tudo bem, tirando isso tudo de lado até que vale a pena continuar acompanhando a adolescência de um dos mais famosos psicopatas da história do cinema. / Bates Motel 2.07 - Presumed Innocent (EUA, 2014) Direção: Roxann Dawson / Roteiro: Carlton Cuse, Kerry Ehrin / Elenco: Vera Farmiga, Freddie Highmore, Max Thieriot.

Bates Motel 2.08 - Meltdown
Depois que o xerife descobriu sêmen do pacato Norman Bates (Freddie Highmore) no corpo de sua professora Blair, ele começa a prestar mais a atenção naquele rapaz que não parecia ter qualquer ligação com a morte dela. Aos poucos vai tentando extrair a verdade, embora isso não seja nada fácil. Pressionado, Norman nega e se esquiva, mas para ele o jogo parece ter se fechado. Afinal não há como contestar uma prova científica. Problemas e mais problemas parecem ser uma constante na vida da família Bates. Enquanto o filho tenta escapar do cerco do xerife, sua mãe Norma (Vera Farmiga, a cada episódio mais bonita) tenta também se distanciar de um sujeito que lhe ajudou a ser escolhida como membro do conselho municipal. Agora ele quer a volta, a troca de favores e pede que ela encontre seu outro filho, Dylan, para marcar um encontro com ele. Interessante lembrar que a cidade está bem no meio de uma guerra de traficantes de drogas e Dylan acaba se tornando peça chave nesse verdadeiro acerto de contas entre criminosos. Bates Motel mantém um bom nível. Mesmo atrasado (como sempre) nunca perdi o interesse em acompanhar as temporadas. Além dos bons roteiros o destaque também vai para todo o elenco, com especial atenção nos dois personagens principais, mãe e filho, Norma e Norman, cada vez mais estranhos e com comportamento fora dos padrões. / Bates Motel 2.08 - Meltdown (EUA, 2013) Direção: Ed Bianchi / Roteiro: Carlton Cuse, Kerry Ehrin / Elenco: Vera Farmiga, Freddie Highmore, Max Thieriot.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Lua Negra

Título no Brasil: Lua Negra
Título Original: Bad Moon
Ano de Produção: 1996
País: Estados Unidos
Estúdio: Morgan Creek Productions
Direção: Eric Red
Roteiro: Wayne Smith, Eric Red
Elenco: Mariel Hemingway, Michael Paré, Mason Gamble, Hrothgar Mathews, Johanna Marlowe, Gavin Buhr
  
Sinopse:
Após uma desastrosa viagem ao distante Nepal, o jornalista Ted (Michael Paré) retorna aos Estados Unidos para viver ao lado de sua irmã. Ela é uma advogada chamada Janet (Mariel Hemingway). Mãe solteira, agora terá a oportunidade de dividir a criação de seu filho com seu irmão. O que Janet não sabe é que Ted foi atacado nas montanhas do Nepal por uma estranha criatura e desde então já não consegue mais ser a mesma pessoa de antes, algo que seu cachorro de estimação, o pastor alemão Thor, logo descobre em seu instinto animal. Agora tudo vira uma questão de tempo até Ted revelar seu misterioso segredo.

Comentários:
De todos os monstros clássicos os lobisomens são os mais mal tratados no cinema. Isso porque há uma infinidade de filmes ruins sobre os licantropos. Tirando algumas poucas exceções (como "Um Lobisomem Americano em Londres") todo o resto é formado por uma incrível coleção de filmes B e trash que nada acrescentam ao tema. Esse filme da década de 90 fica no meio termo. Não é péssimo, mas tampouco pode ser considerado um clássico. Na verdade é até uma boa produção da Morgan Creek Productions que na época estava começando a colocar no mercado seus primeiros filmes. O enredo procura trazer um pouco de mistério e suspense, valorizando a estranha relação que se instala entre Ted, o jovem infectado no Nepal que passa a se transformar em lobo durante as noites de lua cheia e o cão de sua irmã, que passa a reconhecer nele não apenas um ser humano, mas também uma besta infernal. Em termos de elenco temos dois destaques. Mariel Hemingway, que nunca convenceu muito como atriz, pelo menos empresta sua beleza ao filme. Já Michael Paré ainda tentava se tornar um ator famoso já em fim de carreira - ele nunca conseguiu se tornar um astro, ficando mais conhecido por filmes de ação que se tornaram cult com o tempo como "Ruas de Fogo" e "Execução Sumária". Então é isso, aqui está um pequeno e bom filme que pelo menos poupou os lobisomens de passaram por mais um vexame nas telas.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O Santo

Título no Brasil: O Santo
Título Original: The Saint
Ano de Produção: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Phillip Noyce
Roteiro: Leslie Charteris, Jonathan Hensleigh
Elenco: Val Kilmer, Elisabeth Shue, Rade Serbedzija
  
Sinopse:
Simon Templar (Val Kilmer) é um ladrão internacional de jóias que acaba sendo contratado por um misterioso russo chamado Ivan Tretiak (Rede Serbedzija). Ele quer que Simon roube uma fórmula secreta desenvolvida pela cientista britânica Emma Russell (Elisabeth Shue). Essa fórmula permite a dominação de um processo de fusão a frio, algo que Ivan deseja usar em seus planos de dominação. Simon realiza com sucesso sua missão, mas no meio do caminho acaba se apaixonando pela doutora Emma, algo que lhe trará muitos problemas.

Comentários:
Não deu muito certo essa adaptação para o cinema do personagem conhecido como "O Santo". Na verdade o que temos aqui é uma adaptação muito tardia de uma série de espionagem que foi muito popular nos anos 60. Estrelado por Roger Moore (que iria se tornar o futuro James Bond após a saída de Sean Connery), o programa ficou seis temporadas no ar, entre os anos de 1964 e 1969. Tipicamente um produto da época, em plena guerra fria envolvendo americanos e soviéticos (russos), a série fez muito sucesso, alcançando o topo da audiência em seus anos de auge. O problema é que nos anos 90 poucos ainda se lembravam do programa original. O público jovem na verdade não sabia do que se tratava. Val Kilmer, já naquela época em condição de "ex-astro", já não conseguia atrair bilheteria. Mal lançado nos cinemas, com o marketing errado, a produção acabou afundando, se tornando um grande fracasso, o que não deixa de ser uma pena pois sendo bem sensato o filme ainda tinha como mérito aquele charme vintage, nostálgico, de um personagem dos tempos psicodélicos. De uma forma ou outra não se torna uma perda de tempo completo. Sim, tem lá suas qualidades, embora em seu lançamento original tenha sido solenemente ignorado por público e crítica.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Espelhos do Medo

Título no Brasil: Espelhos do Medo
Título Original: Mirrors
Ano de Produção: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: Regency Enterprises
Direção: Alexandre Aja
Roteiro: Alexandre Aja, Grégory Levasseur
Elenco: Kiefer Sutherland, Paula Patton, Amy Smart, Mary Beth Peil

Sinopse: 
O ex-detetive Ben Carson (Kiefer Sutherland) precisa arranjar um novo meio de vida após ser suspenso do departamento de polícia de Nova York. Em uma operação mal sucedida ele havia atirado contra um policial infiltrado no mundo do crime. Após um inquérito administrativo foi finalmente afastado. Se sua vida profissional não anda bem, pior vai sua vida pessoal. O problema com bebidas se agravou depois de sair da polícia o que fez com que seu casamento entrasse em crise. Agora tenta um recomeço trabalhando como guarda noturno numa loja de departamentos. A nova função porém lhe aguarda muitas surpresas, nem todas boas.

Comentários:
Filme com toques de terror e suspense que tenta dar uma sobrevida para Kiefer Sutherland em sua carreira no cinema. Como se sabe ele só encontrou realmente o estrelado no mundo da TV quando começou a protagonizar a extremamente bem sucedida série "24 Horas" da Fox. Oito temporadas de sucesso depois ele tentou novamente se tornar um nome quente em Hollywood com esse estranho "Espelhos do Medo". Infelizmente esse é aquele tipo de filme que nunca decola. A premissa é até bem interessante quando o diretor, usando de inúmeras referências de filmes clássicos, especialmente os de Orson Welles, tenta criar medo e suspense no espectador usando espelhos mas em pouco tempo isso se torna cansativo. A trama supostamente sobrenatural que encobre tudo também não é das mais interessantes. Assim o que temos é na realidade um exercício de estilo que no fundo se revela bem vazio. O filme não foi bem de bilheteria e passou em brancas nuvens (inclusive no Brasil). Pois é, não foi dessa vez que Kiefer Sutherland conseguiu retornar para Hollywood com o êxito comercial que desejava.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A Escuridão

Uma família vai até o Grand Canyon para fazer turismo. Uma vez lá o garoto Michael (David Mazouz) acaba encontrando algumas pedras antigas, provavelmente de origem indígena. Sem pensar muito sobre o que descobriu acaba levando elas para casa. Seu pai Peter Taylor (Kevin Bacon) e sua mãe Bronny (Radha Mitchell) logo percebem que há algo de errado. Barulhos, sombras e um ataque na cama da irmã de Michael mostram que a casa está assombrada por alguma força maligna e sinistra que eles não conseguem compreender. "The Darkness" é um novo filme de terror que está chegando ao mercado. O roteiro é até interessante porque foge um pouco do lugar comum. O pequeno Michael sofre de autismo e conforme somos informados durante o filme ele acaba se tornando um imã para espíritos perdidos e torturados.

Na verdade o garoto leva para casa sem saber antigas pedras rituais, usadas para aprisionar espíritos indígenas pertencentes a uma antiga civilização chamada Anastasi. Esse era um povo místico e muito espiritualizado que sumiu sem deixar rastros ou explicações. Quando essas pedras sagradas são levadas pelo jovem para sua casa os problemas começam a surgir. O filme me lembrou em alguns momentos do clássico "Poltergeist", isso porque tal como acontecia naquela produção aqui também temos assombrações com ligações nativas, dos antigos povos que povoaram a América antes da chegada dos colonizadores. É uma outra pegada, um outro tipo de espiritualidade. Dito isso, é verdade também que os roteiristas poderiam aproveitar melhor o tema. Alguns sustos são clichês e a cena final, o clímax, deixa um pouco a desejar. Os efeitos especiais e os sustos são, de certa maneira, econômicos, nada de muito exagerado ou impressionante. No geral vale por fugir um pouco do que estamos acostumados a ver, embora, como escrevi, pelo potencial poderia ser bem melhor.

A Escuridão (The Darkness, Estados Unidos, 2016) Direção: Greg McLean / Roteiro: Shayne Armstrong, Shane Krause / Elenco: Kevin Bacon, Radha Mitchell, David Mazouz / Sinopse: Uma família passa a ser assombrada por espíritos malignos antigos pertencentes à antiga civilização Anastasi. Para ajudá-los nessa verdadeira batalha espiritual eles resolvem contactar uma velha curandeira mexicana que promete limpar sua casa do mal que lá se instalou.

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Sexta-Feira 13 (1940)

Título no Brasil: Sexta-Feira 13
Título Original: Black Friday
Ano de Produção: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Arthur Lubin
Roteiro: Curt Siodmak, Eric Taylor
Elenco: Boris Karloff, Bela Lugosi, Stanley Ridges, Anne Nagel, Anne Gwynne, Edmund MacDonald
  
Sinopse:
Quando seu amigo pessoal, o professor Kingsley, morre tragicamente, o neurocirurgião Dr. Ernst Sovac (Boris Karloff) decide que precisa preservar sua mente de alguma maneira. Afinal a inteligência de um homem tão brilhante não poderia simplesmente deixar de existir da noite para o dia. Assim ele resolve usar um novo procedimento experimental, ainda não autorizado pelas autoridades, para transplantar o cérebro do amigo para o corpo de um criminoso também recentemente falecido, o gangster Red Cannon. Inicialmente a operação parece ter sido um sucesso, mas em pouco tempo algo parece claro: a mente de inteligência única parece agora fixada em ser usada para o mundo do crime.

Comentários:
Pois é, existe um filme da década de 1940 chamado "Sexta-Feira 13", tal como a série violenta de filmes com o psicopata Jason dos anos 80. Poucos ainda se lembram disso ou possuem conhecimento da existência dessa produção. Aqui não temos psicopatas com machados e máscaras de hockey matando adolescentes e jovens namorados desprevenidos no meio da floresta, mas sim uma mistura até bem feita envolvendo dois clássicos da literatura de terror: "O Médico e o Monstro" de Robert Louis Stevenson e "Frankenstein ou o Moderno Prometeu" de Mary Shelley. Do primeiro os roteiristas tiraram a ideia de duas personalidades diferentes convivendo em um mesmo corpo, sendo uma delas culta, elegante e sofisticada e a outra violenta, psicopata e cruel. Na verdade a união das duas personalidades do transplante - uma do professor falecido e a outra do criminoso em seu próprio corpo. Já do segundo livro temos a figura do cientista louco, que não parece estar interessado nos limites éticos e profissionais de sua atividade médica. Mesmo sabendo dos riscos não hesita em ultrapassar todas as fronteiras da lei para trazer para o mundo um ser monstruoso, feito de pedaços e órgãos de pessoas mortas. Um dos grandes atrativos do filme vem da presença de dois monstros consagrados do cinema de horror clássico: Boris Karloff e Bela Lugosi. É verdade que Lugosi já parecia debilitado em cena por causa de seu vício em drogas pesadas, mas mesmo assim vê-lo ao lado de Karloff certamente vale a pena. Dois grandes mitos atuando em um filme que, como já escrevi, é também a união de dois clássicos da literatura de terror. Poderia haver algo mais interessante para os fãs do gênero? Penso sinceramente que não...

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Visões do Passado

Título no Brasil: Visões do Passado
Título Original: Backtrack
Ano de Produção: 2015
País: Reino Unido, Austrália
Estúdio: Screen Australia
Direção: Michael Petroni
Roteiro: Michael Petroni
Elenco: Adrien Brody, Sam Neill, Robin McLeavy, Bruce Spence, Chloe Bayliss, Anna Lise Phillips
  
Sinopse:
Após perder sua pequena filha, atropelada por um caminhão, o psiquiatra Peter Bower (Adrien Brody) tenta reconstruir sua vida. Ele começa então a atender pacientes indicados por outro médico, o Dr. Duncan Stewart (Sam Neill). Aos poucos porém vai descobrindo que há algo de errado com todos eles. Pesquisando descobre que a grande maioria dos pacientes que atende já morreram, mais especificamente em um acidente de trem acontecido em 1987. Pior do que tudo, o próprio Bower parece ter tido ligação com o sinistro evento no passado.

Comentários:
Produção de terror bem interessante. A premissa envolvendo fantasmas de pessoas mortas em um acidente de trem abre margem para o protagonista, um psiquiatra traumatizado pela morte da própria filha, desvendar o que realmente estaria acontecendo. Não é, apesar de tudo isso, um filme de terror clássico. Sim, há fantasmas, aparições de pessoas mortas e pequenos sustos. Isso porém é apenas um pano de fundo para a estória principal, essa sim envolvendo culpas, traumas e arrependimentos. Quando era apenas um adolescente, o psiquiatra interpretado por Adrien Brody, ao lado de um amigo, acabou sendo responsável indiretamente por um descarrilamento de um trem de passageiros que matou 48 pessoas. É justamente as almas dessas pessoas que agora parecem assombrar sua vida. A pergunta principal é saber qual teria sido realmente sua culpa em tudo o que aconteceu... Na verdade há muito mais envolvido, especialmente em relação ao seu pai, um policial veterano com um passado negro a esconder. O roteiro assim vai desvendando todo o mistério, aos poucos. É uma trama de reviravoltas e apesar disso tudo ser hoje em dia um pouco saturado a coisa até que funciona muito bem. No geral gostei do resultado. Não aborreceu (o filme é relativamente curto, com edição bem feita, que não perde tempo com detalhes desnecessários), o roteiro é bem escrito e o filme se valoriza ainda mais por contar com mais um boa atuação do sempre competente Adrien Brody. Enfim, um filme para quem gosta de histórias de fantasmas que se recusam a ir embora para o além enquanto não acertam as contas com os vivos que ficaram para trás.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Arquivo X - Décima Temporada

Ontem eu terminei de assistir a décima temporada de "Arquivo X". Foram apenas seis episódios. Provavelmente os produtores resolveram fazer uma temporada curta, mais como teste de audiência do que qualquer outra coisa. A nona temporada foi em 2001 - então a pergunta era se ainda havia um público para a série. Os índices dessa temporada nova foram bons, fazendo com que uma décima primeira temporada seja possível (embora nada ainda tenha sido confirmado).

Se em termos de popularidade a série parece ter passado no teste o mesmo infelizmente não se pode dizer dos roteiros dos episódios. Não há basicamente uma coluna central nos enredos, mas basicamente dois aspectos ganham importância: o filho de Mulder e Scully, que pode ter DNA alien correndo em suas veias e um suposto projeto genético do governo americano que injetou DNA extraterrestre em grande parte da população, levando os demais a uma espécie de extinção por contaminação com um vírus letal e desconhecido da ciência.

Isso levou o último episódio da temporada a apostar numa espécie de apocalipse zumbi biológico que não deu muito certo. A correria em encontrar uma cura, a forma como isso foi feito - sem muita imaginação e capricho - e o ressurgimento do canceroso em nada ajudaram o resultado final. A porta ficou aberta para uma continuação, com aquela sensação de que os produtores esperam que haja uma nova temporada. Mulder, agonizante na cadeira de um carro, vê uma nave espacial chegando e... Melhor não entregar. Basta apenas dizer que de saturação os roteiristas de "Arquivo X" certamente entendem. Espero que não caiam nesse tipo de armadilha narrativa.

Arquivo X - Décima Temporada (EUA, 2016) Direção: Chris Carter, James Wong, Darin Morgan, Glen Morgan / Roteiro: Chris Carter, James Wong, Darin Morgan, Glen Morgan / Elenco: David Duchovny, Gillian Anderson, Mitch Pileggi. /  Sinopse: Depois de anos desativado o FBI resolve retomar o departamento conhecido como "Arquivo X". O ex-agente Fox Mulder (Duchovny) não parece muito disposto a voltar, mas sua antiga companheira Dana Scully (Anderson) o convence a investigar um estranho caso envolvendo manipulação genética, mutações e DNA extraterrestre.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O Fantasma da Ópera

Título no Brasil: O Fantasma da Ópera
Título Original: The Phantom of the Opera
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Joel Schumacher, Andrew Lloyd Webber
Elenco: Gerard Butler, Emmy Rossum, Patrick Wilson

Sinopse:
Uma jovem e talentosa cantora soprano se torna a obsessão de um gênio musical que vive escondido nos bastidores da Ópera de Paris após ter tido seu rosto desfigurado. Filme indicado ao Oscar nas categorias Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Música Original ("Learn To Be Lonely" de Andrew Lloyd Webber e Charles Hart). Indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Atriz - comédia ou musical - para Emmy Rossum e Melhor Canção Original.

Comentários:
Muitos críticos não gostaram dessa nova versão do famoso romance "Le Fantôme de L'Opéra" de Gaston Leroux. Artificial, meloso, plástico e pop demais foram alguns dos adjetivos usados para definir o filme. Eu penso um pouco diferente. Em minha visão "O Fantasma da Ópera" é aquele tipo de texto que fica mais adequado mesmo ao mundo do teatro. Quando se transporta esse tipo de obra ao cinema sempre se estará perdendo parte de sua força original. A experiência teatral exige um nível de sofisticação e cumplicidade que nem sempre se encontra numa sala de cinema, principalmente se essa for do circuito comercial, com todas aquelas hordas de adolescentes comendo pipoca, tomando refrigerante e falando ao celular. Assim nesse caso o fato desse musical parecer pop demais nem vem tanto da direção de Joel Schumacher, mas sim do próprio meio em que foi lançado. Some-se a isso o fato de vermos Gerard Butler, o brucutu, se saindo muito bem em uma obra tão sensível como essa (quem diria?) e tudo vai parecer mesmo pop além do limite. Mas essa, repito, é uma visão equivocada. No geral se não é o melhor dos mundos pelo menos é digno. Serve como porta de entrada para outras versões, inclusive no teatro.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O Guia do Mochileiro das Galáxias

Título no Brasil: O Guia do Mochileiro das Galáxias
Título Original: Hitchhiker's Guide to The Galaxy
Ano de Produção: 2005
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Touchstone Pictures
Direção: Garth Jennings
Roteiro: Douglas Adams
Elenco: Bill Nighy, Alan Rickman, Mos Def, Zooey Deschanel, Sam Rockwell, John Malkovich, Stephen Fry

Sinopse:
A Terra está prestes a ser destruída e varrida  do universo quando dois amigos chamados Arthur Dent e Ford Prefect, resolvem viajar pelo universo de carona. A odisséia será uma surpresa e tanto para todos.
                                                                   
Comentários:
A proposta é diferente e nem todos vão embarcar no humor singular do filme. No fundo o que temos aqui é uma crítica ao próprio sistema governamental inglês, com sua burocracia ineficiente e sem sentido. O livro que deu origem ao filme é muito popular na Europa, tendo ganho várias edições por causa de seu sucesso de vendas. A opinião dos leitores é a de que a literatura é de fato muito superior ao que se vê nas telas, até porque nem sempre é possível fazer uma adaptação eficiente do que está escrito no texto. Em relação aos espectadores brasileiros a situação é ainda mais complicada pois várias das gags ou trocadilhos só fazem sentido em língua inglesa e quando traduzidos perdem muito de seu fino humor. Não recomendo a todo mundo mas apenas aos que gostaram e leram o livro original. Para o resto do público a sensação vai ser estranha e até mesmo bizarra demais, Chegou tão badalado aos cinemas que até me empolguei para assistir. Chegando na sessão a decepção... não conhecia a obra que deu origem ao filme, achei tudo uma bobagem tão grande... tão chatinho. As piadas me fizeram dar os risinhos mais amarelos de toda a minha vida! Com meia hora de exibição pensei comigo mesmo: O que diabos estou fazendo aqui? Enfim, o filme é bem feito, tem boa produção, mas é uma bobageira sem fim. Bola fora.

Pablo Aluísio.

sábado, 23 de julho de 2016

Contos Assombrosos

Título no Brasil: Contos Assombrosos
Título Original: Amazing Stories
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Amblin Entertainment, Universal Television
Direção: Steven Spielberg, Joshua Brand, John Falsey
Roteiro: Joshua Brand, John Falsey
Elenco: Kevin Costner, Charles Durning, Dom DeLuise, Christopher Lloyd
  
Sinopse:
Fita com três episódios da série "Amazing Stories" entre elas "Pilot" onde Kevin Costner interpretava um piloto da Segunda Guerra Mundial e "Professor B.O. Beanes" onde o ator Christopher Lloyd interpretava um professor sádico que literalmente perdia sua cabeça. Por fim em "The Mummy" um dublê de filmes de terror passava por apuros ao ter que sair rapidamente do set de filmagens para encontrar sua esposa no hospital onde ela estava tendo seu filho. Muita diversão e humor com a marca registrada de Steven Spielberg, em seu auge na carreira.

Comentários:
Vamos voltar um pouquinho aos anos 80? Naquela década não existia internet, nem TV a cabo e nem muito menos o mundo digital que conhecemos hoje em dia. A maioria das séries americanas não passavam na TV aberta brasileira (que era a única que existia). Por isso algumas fitas VHS (lembra delas?) chegavam ao nosso mercado com episódios dessas mesmas séries. Uma delas era especialmente interessante porque era produzida pelo genial Steven Spielberg. Assim por volta de 1986 o selo CIC começou a lançar episódios de "Amazing Stories" com o título de "Contos Assombrosos". Na primeira fita tínhamos 3 deles. No primeiro o astro Kevin Costner interpretava um piloto da força aérea americana que se via numa situação absurda: o trem de pouso de seu avião era destruído pelos inimigos! Sem ter como pousar ele acaba sendo abençoado por uma solução mágica! (só vendo para crer). Outro episódio trazia Christopher Lloyd (o cientista maluco de "De Volta Para O Futuro") em outro conto com muito realismo (nem tanto) fantástico! Eram tempos muito complicados para quem era fã da sétima arte, porém havia também muita alegria em chegar numa locadora e alugar uma série americana que quase ninguém tinha visto. Bons tempos aqueles...

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.