domingo, 20 de setembro de 2015

Corrente do Mal

Título no Brasil: Corrente do Mal
Título Original: It Follows
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Northern Lights Films
Direção: David Robert Mitchell
Roteiro: David Robert Mitchell
Elenco: Maika Monroe, Keir Gilchrist, Olivia Luccardi
  
Sinopse:
Jay Height (Maika Monroe) é uma garota como qualquer outra de sua idade. Entre a escola e a sua casa ela começa a ter seus primeiros namorados, entre eles um jovem atraente que a leva para o cinema no fim de semana. O que Jay nem desconfia é que o tal bonitão na verdade deseja se livrar de uma maldição terrível que lhe foi passada após praticar sexo casual com uma desconhecida numa boate. Após dopar sua companheira o sinistro jovem, que muito provavelmente tenha até mesmo inventado um nome falso, lhe informa que agora ela está condenada a ver aparições de almas penadas vindo em sua direção! O que ela deve fazer quando isso acontecer? Correr o mais rapidamente que puder para salvar sua vida...

Comentários:
Bom, você certamente já ouviu falar em doenças sexualmente transmissíveis, certo? Claro que sim. O que você obviamente nunca ouviu falar foi em assombrações sexualmente transmissíveis, não é mesmo? Pois então fique sabendo que o roteiro desse filme usa justamente essa estranha ideia para compor seu bizarro enredo. Imagine um grupo de jovens, com os hormônios em ebulição... agora pense no que eles estariam fazendo em suas horas vagas... Ora, transando entre si, é claro! O problema é que junto com o prazer vai também uma maldição, um terrível fardo de ver pessoas mortas em todos os lugares e o pior, vindo em sua direção! O argumento esquisito, criado pelo próprio diretor que também assina o roteiro, não parece muito comum, tanto que já houve até quem quisesse comparar o estilo fora dos padrões desse cineasta praticamente novato com o diretor M. Night Shyamalan, o que convenhamos é um pouco demais da conta. Talvez o ritmo lento, quase contemplativo da narrativa tenha levado alguns a levantar essa esdrúxula comparação! De qualquer maneira, como pura experiência cinematográfica, esse terror até que tem algumas coisinhas interessantes. Se não chega a ser bom, pelo menos a tentativa de levar adiante uma história tão estranha já é por si só um ponto positivo a favor. Outro fato que me chamou atenção é que o diretor e roteirista Mitchell não parece muito preocupado em explicar nada, a questão é simplesmente colocada em cena, os mortos vão surgindo e acabou. Não se sabe de onde estão vindo, o que querem, como seria possível quebrar esse encanto macabro, nada... assim tudo parece como uma bizarra condenação para esses esses jovens que transaram com quem não deveriam. Um moralismo disfarçado tentando fazer uma estranha analogia com a AIDS? Quem vai saber... acho que nem o próprio diretor saberia responder a esse tipo de pergunta. De uma forma ou outra a moral da história é a de que sempre é bom usar camisinha, vai que numa bobeira você acabe pegando uma maldição dos diabos dessa pela frente...

Erick Steve e Pablo Aluísio.

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