sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Exorcistas do Vaticano

Atenção: O texto a seguir contém spoilers realmente infernais! Aproveitando que a resenha foi publicada no blog principal (click aqui para ler) vou tecer algumas considerações sobre esse filme que assisti alguns dias atrás. Confesso, eu esperava bem mais. O tema sobre exorcismos está em alta, até mesmo nos noticiários locais. Recentemente houve o anúncio de que o Vaticano teria enviado um grupo de exorcistas ao México para realizar um dos maiores exorcismos da história já que aquele país estaria passando por uma infestação demoníaca em todos os setores da sociedade, com violência urbana fora de controle, assassinatos, pedofilia e tudo de ruim que você possa imaginar. Para piorar os mexicanos andam adorando uma santa satanista chamada "Santa Morte", trazendo ainda mais devastação espiritual para seu país. Esse seria um excelente tema para um roteiro de um filme, porém o que os produtores e escritores de Hollywood fizeram? Realizaram mais um filme fraco, boboca e cheio de clichês por todos os cantos. Essa coisa de Anticristo já deu o que tinha que dar no cinema. Aliás como se pode pensar em algo melhor do que a série de filmes "A Profecia"? Lá a coisa toda era muito mais bem desenvolvida, com um argumento mais bem escrito, bem inteligente. Aqui é de uma bobagem que vou te contar. Para ser o Anticristo pegaram uma jovem americana comum, uma adolescente loirinha bem bonitinha. Então depois de alguns ataques de loucura um padre latino chega na conclusão que ela está possuída mesmo, talvez por uma entidade toda poderosa, ainda desconhecida pela Igreja Católica. Chama então um especialista, um cardeal muito bom nesse tipo de ritual. E lá vamos nós para mais doses de vomitadas, corpos retorcidos e gritos em línguas de anjos que ninguém conhece!



Quando o filme chega nesse ponto você pensa que vai sair algo que preste - ledo engano! O ritual de exorcismo é péssimo, a cama anda, a garota praticamente levita e os padres não falam uma linha sequer do ritual de exorcismo real que é bem fácil de conhecer pois se encontra até mesmo na net para quem quiser conhecer por curiosidade. Infelizmente o roteirista não pensou dessa maneira, não pesquisou e criou um texto péssimo para os padres declamarem enquanto tentam expulsar o diabo. Ao invés de belas orações religiosas eles ficam lá gritando coisas como "Sai Diabo, sai Diabo!". A tosquice é de rolar no chão de rir! E tome cabeçada, cacetada, porrada, soco na cara e até mesmo uma tentativa de esfaquear a jovem!!! Cruz credo! Tudo em vão, pois em determinado momento o capeta se manifesta e a garota vira um tipo de Pokémon dos infernos, mandando tudo pelos ares com um simples abanar de mãos. Depois ela sai andando pelo mundo, fazendo milagres, cumprindo as profecias de que o Anticristo iria ser adorado, amado, antes de destruir (ou tentar destruir) toda a humanidade. E nisso o filme acaba, assim, sem mais nem menos. Sem clímax, sem conclusão, sem solução. Por certo os produtores pensaram que tinham um grande sucesso de bilheteria em mãos e resolveram escrever um "final gancho" para uma continuação. Ei meu chapa, não deu muito certo. O filme foi massacrado nos States e com toda razão pois é ruim de doer. Pior do que encontrar o capeta numa rua escura à Meia-Noite. Desce o Pano. / Exorcistas do Vaticano (The Vatican Tapes,2015) Direção: Mark Neveldine / Roteiro: Chris Morgan, Christopher Borrelli / Elenco: Olivia Taylor Dudley, Michael Peña, Dougray Scott.

Erick Steve.

2 comentários:

  1. Este filme é terror, supenso e boa história. Um filme como Exorcistas do Vaticano sobre exorcismos, mas com um caso de possessão demoníaca que em última análise revela que não é o diabo, que todos nós conhecemos um ao outro para sempre, mas um corpo que poderia trazer o fim do mundo. As “The Vatican Tapes” tenta revelar um dos segredos mais bem guardados da religião católica: recinto onde o filme registra os casos mais complexos de posse do mundo são salvas. Nada menos do que o próprio Vaticano.

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  2. Obrigado pela postagem Karla. Seja bem-vinda ao blog.
    Abraços, Pablo Aluísio.

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