sábado, 26 de dezembro de 2015

A Visita

Título no Brasil: A Visita
Título Original: The Visit
Ano de Produção: 2015
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: M. Night Shyamalan
Roteiro: M. Night Shyamalan
Elenco: Olivia DeJonge, Ed Oxenbould, Deanna Dunagan, Peter McRobbie, Kathryn Hahn
  
Sinopse:
Dois irmãos adolescentes vão até uma fazenda distante pertencente aos seus avós. Eles não se conhecem. Será a primeira oportunidade de conviverem juntos. A mãe dos meninos brigou feio com seus pais quando foi embora de casa e não fala com eles há mais de 15 anos. Agora os netos terão, pela primeira vez, a oportunidade de conhecer o seu avô e sua avó.  Quando chegam em seu destino acabam achando o casal bem excêntrico e estranho. Eles exibem um estranho comportamento que vai ficando pior com o passar do tempo ao ponto em que os jovens se desesperam para irem embora, mas como vão conseguir sair vivos daquela isolada fazenda gelada? Filme indicado ao Phoenix Film Critics Society Awards na categoria de Melhor Ator juvenil (Ed Oxenbould).

Comentários:
Quem diria que o outrora tão admirado cineasta M. Night Shyamalan iria acabar dirigindo um mockumentary de terror como esse?! Pois é, o mundo dá voltas. O mais interessante é que embora haja na história do filme uma daquelas típicas reviravoltas tão comuns em sua filmografia, nada é muito surpreendente ou fantasioso demais em seu roteiro. Na verdade M. Night Shyamalan pareceu se contentar em escrever um roteiro bem convencional, diria até mesmo banal. Claro que em determinado momento haverá uma grande surpresa para o espectador porém nem isso causará maior espanto (nada comparável com "O Sexto Sentido" ou "A Vila", por exemplo). O roteiro finca o pé no realismo e Shyamalan parece contido e comportado demais para seu estilo. Ele tenta assim criar suspense e medo em uma situação que pensando bem poderia acontecer com qualquer adolescente de férias. Os dois irmãos do filme não conhecem seus avós. Assim quando surge uma chance de irem até a fazenda deles os conhecerem pessoalmente, preferem não perder a oportunidade. Mal sabem na armadilha que estão se metendo. Há furos de lógica na trama, mas nada muito comprometedor. Como escrevi, o diretor parece muito sóbrio, longe de seus conhecidos arroubos e delírios de imaginação. No final fica aquela sensação de que você perdeu 90 minutos de sua vida vendo algo comum, bem mediano realmente. Por essa razão não vá criar muitas expectativas apenas pelo fato do filme ser roteirizado e dirigido por M. Night Shyamalan. Seus dias de suposta genialidade (ele chegou a ser comparado a Alfred Hitchcock!) parecem perdidos para sempre em um passado bem distante. Hoje ele não passa de um diretor como tantos outros que existem por aí.

Pablo Aluísio.

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