terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Capitão Sky e o Mundo de Amanhã

Título no Brasil: Capitão Sky e o Mundo de Amanhã
Título Original: Sky Captain and the World of Tomorrow
Ano de Produção: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Kerry Conran
Roteiro: Kerry Conran
Elenco: Gwyneth Paltrow, Jude Law, Angelina Jolie
  
Sinopse:
1939, Nova Iorque. Uma jornalista começa a ligar os pontos envolvendo o desaparecimento de um importante cientista (um verdadeiro gênio da robótica) e o surgimento de robôs gigantes destruindo toda a cidade. Determinada a descobrir o que realmente estaria acontecendo ela decide pedir ajuda ao seu namorado, um piloto mercenário conhecido por sua coragem. Eles precisam chegar na mente diábólica por trás de tudo antes que a grande metrópole seja definitivamente destruída. Filme premiado pela Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria de Melhor Figurino. Também vencedor do Gold Derby Film Awards na categoria de Melhores Efeitos Especiais.

Comentários:
Durante muitos anos se especulou se algum dia teríamos um filme completamente feito por computadores de última geração. Isso começou a se tornar realidade justamente com essa produção "Sky Captain and the World of Tomorrow". A intenção do diretor fica clara desde as primeiras cenas. Tentava-se unir passado e presente em apenas um filme. Do passado veio o roteiro (que lembra e tenta homenagear os antigos seriados cinematográficas das décadas de 1930 e 1940) e do futuro veio a própria concepção do filme em si, todo realizado em realidade virtual (exceto obviamente a atuação dos atores de carne e osso). Pena que tantas ideias criativas e inovadoras não resultaram em um bom filme. Esse fiz questão de assistir no cinema justamente para avaliar em grande escala o impacto das cenas digitais. A fotografia quase toda em preto e cinza tentava mais uma vez criar uma certa nostalgia em cada cena. Em minha concepção o filme falhou em vários aspectos: a trama é boba demais para levarmos à sério, as atuações são vazias e sem alma (muito provavelmente porque todos os atores atuaram em cenários sem vida onde não havia praticamente nada para interagir) e nem mesmo o que deveria ser o grande triunfo do filme (seu visual inovador) empolga. O saldo final é bem decepcionante, chato e arrastado. Na verdade o filme funciona mais como ideia de concepção do que como entretenimento em si. Em suma, é de fato uma decepção futurista e destituída de conteúdo.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

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