sexta-feira, 11 de março de 2016

Ex_Machina: Instinto Artificial

O jovem estudante de informática Caleb (Domhnall Gleeson) é escolhido por uma grande empresa para participar de um projeto inovador. Ele ainda não sabe do que se trata, porém considera a chance de participar de algo assim como uma grande oportunidade em sua vida. Levado até uma instalação isolada, ele acaba conhecendo Nathan (Oscar Isaac), considerado um gênio em sua área, criador de um dos mais eficientes sites de busca da Internet. Nathan então lhe explica o que deverá fazer. Ele precisará interagir com uma nova forma de inteligência artificial, completamente diferente de tudo o que já foi inventado. O objetivo é saber se já há uma consciência formada nessa nova tecnologia. Um excelente argumento é a base de sustentação dessa inovadora ficção. Tudo gira em torno de uma série de experimentos dos quais participará o jovem Caleb. Ele é levado a interagir socialmente com uma nova máquina, hiper avançada, na verdade uma robô chamada Ava (Alicia Vikander). Em seu sistema cognitivo foi instalado uma nova espécie de inteligência artificial que lhe dá consciência de si mesmo e até muito provavelmente emoções humanas. A intenção é justamente sondar a mente dessa nova máquina para entender até onde vai seu potencial. O roteiro assim explora as várias sessões que são realizadas entre Caleb e Ava.

Inicialmente parece haver uma aproximação normal, nada diferente do que aconteceria entre dois seres humanos. Ava é curiosa e também esperta, mais ainda do que se esperava. Ela desenvolve sentimentos comuns ao ser humano como simpatia, curiosidade e até mesmo mesmo paixão. Até surpreende a todos com nuances de bom humor no trato social. O problema é que tendo plena capacidade de entender tudo o que está lhe acontecendo ela também desenvolve um aguçado instinto de preservação pois não está disposta a ser simplesmente desligada ou formatada depois das sessões programadas. Não demora muito e começa a manipular emocionalmente o perspicaz porém inseguro Caleb. Além do roteiro inteligente que explora esse aspecto do homem brincando de ser Deus ao criar criaturas perfeitas, o visual asséptico dos cenários e das  ambientações acabam criando uma sensação desconfortável no espectador, tal como se ele próprio estivesse sondando o mundo de Ava. Os efeitos especiais também são extremamente bem inseridos dentro da trama, principalmente na composição do corpo físico da robô. Nada que venha a suplantar a importância do tema em si. Efeitos digitais a serviço de uma boa história e não o contrário como geralmente acontece em produções americanas. Assim não há nada que venha a desapontar nesse novo filme. É uma produção bem realizada, inteligente e muito oportuna pois experiências parecidas ao que vemos na tela já estão em fase de planejamento por grandes empresas do mundo real. O futuro, pelo visto, já está ao nosso redor, em nosso presente.

Ex_Machina: Instinto Artificial (Ex Machina, Inglaterra, 2015) Direção: Alex Garland / Roteiro: Alex Garland / Estúdio: DNA Films, Film4 / Elenco: Alicia Vikander, Domhnall Gleeson, Oscar Isaac / Sinopse: Jovem é levado até uma instalação remota e isolada por um magnata da indústria de tecnologia para participar de um projeto misterioso. Uma vez lá ele descobre que terá que interagir com uma jovem que aparentemente é normal, mas que na verdade é fruto de uma sofisticada experiência da robótica. Filme vencedor do Oscar na categoria de Melhores Efeitos Visuais. Produção vencedora do Gérardmer Film Festival. Também indicado ao Empire Awards e ao prêmio da British Society of Cinematographer.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

3 comentários:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★★★
    Elenco: ★★★★
    Produção: ★★★★
    Roteiro: ★★★★
    Cotação Geral: ★★★★
    Nota Geral: 8.6

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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  2. Resumo deste filme, com Spoiler: Nerd com mulher, mesmo robô, só se fode!

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