sexta-feira, 5 de maio de 2017

A Autópsia

Está chegando nesse fim de semana nos cinemas brasileiros esse terror chamado "A Autópsia". Tudo se passa praticamente em um único ambiente: um necrotério. É lá que trabalham pai e filho, Tommy Tilden (Brian Cox) e Austin (Emile Hirsch). Eles realizam autópsias em corpos que chegam todos os dias. Em um dia chuvoso dá entrada no lugar o corpo de uma jovem garota. Sua localização intrigou os policiais, pois ela parecia enterrada há muito tempo no porão de uma velha casa.

Apesar disso ter acontecido há muitos anos o cadáver de Jane Doe (nome dado a pessoas do sexo feminino cuja identidade não se sabe ao certo), está praticamente intacto. Nenhum sinal de decomposição. Ela está em ótimo estado. Então ela é levada para a sala de autópsia e começam os trabalhos. Descobre-se que ela tem estranhas marcas por baixo da pele, como símbolos de bruxaria e misticismo. Não demora muito e coisas inesperadas começam a acontecer.

Esse filme "The Autopsy of Jane Doe" mostra bem que em um mesmo filme você pode encontrar boas situações de suspense lado a lado com bobagens gratuitas e desnecessárias. O filme é dividido em três atos. Nos dois primeiros tudo soa muito bem, com ótimo aproveitamento do suspense dentro do necrotério. Uma tempestade está chegando e tudo vai ficando cada vez mais mórbido e sombrio. O problema é que os roteiristas erraram muito na conclusão do filme, em sua terça parte final. O que era intrigante, assustador, acaba virando rotina, nada muito diferente do que você já está acostumado a ver em outros filmes de terror como esse. Assim esse é mais um caso típico daqueles filmes que começam muito bem, mas que depois derrapam feio quando tentam concluir sua trama.

A Autópsia (The Autopsy of Jane Doe, Estados Unidos, 2016) Direção: André Øvredal / Roteiro: Ian B. Goldberg, Richard Naing/ Elenco: Brian Cox, Emile Hirsch, Ophelia Lovibond / Sinopse: Corpo de uma garota desconhecida chega em um necrotério onde trabalham pai e filho. Não demora muito e estranhos acontecimentos começam a surgir. A jovem morta parece ter poderes sobrenaturais, desconhecidos da ciência médica.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu. 

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